quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

PARTIDOS DE ALUGUEL



Entra ano, sai ano e a realidade na política brasileira é a mesma. Nesse texto, abordaremos a questão das legendas de aluguel.

Voces já devem ter notado que cada vez que se aproxima um pleito, temos as movimentações em torno das candidaturas viáveis. Via de regra, os partidos maiores e que têm densidade eleitoral para o pleito, portanto candidaturas viáveis, funcionam como polos de atração dos pequenos partidos que, geralmente, são meros balcões de negócios eleitoreiros.

Alguns milhares de reais, alguns empregos para acomodar apadrinhados, aqui e acolá, algum cargo de maior expressão para acomodar o presidente do partido quer seja o nacional, estadual ou municipal. As coisas continuam funcionando da mesma forma ano após ano.

Temos partidos demais e ideologia de menos. A força que move a grande maioria dos partidos é a força do interesse da cúpula.


É claro que não existe corrompido sem corruptor. Quem detém o poder de nomear, de conceder alguma vantagem em troca do apoio, é tão sacana quanto quem pôs o partido à venda.

O Basil é um dos campeões mundiais em número de partidos. E essa torre de Babel serve aos interesses apenas desses que levam a vida às custas da inocência do povo. Há quem preencha o campo profissão com a expressão "dono de partido".

A solução viria com uma reforma política e a reestruturação partidária, mas infelizmente esse de mudança não interessa aos deputados, senadores, governadores que se elegeram através desse modelo corrupto e insano.

Vamos refletir sobre essas questões e procuremos saber o que está por trás das palavras do dirigente partidário que coloca os destinos da sua legenda nas mãos dos donos do poder.

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