segunda-feira, 29 de junho de 2009

You´ve Got a Friend - James Taylor

O inesquecível show de James Taylor no Rock in Rio em 1985:

sábado, 27 de junho de 2009

As voltas que a política dá

Acompanhei as notícias dando conta de que o prefeito Ricardo Coutinho foi visitar em seu apartamento o poeta Ronaldo Cunha Lima, provavelmente, em busca de consolidar alguma composição política visando o seu projeto de chegar ao governo em 2010.

Quem diria ? A arrogância e o desprezo dão lugar à peregrinação pelos votos na residência daqueles que antes eram tidos pelo MAGO como o que de pior existia na política do estado da Paraíba.

A necessidade e a política fazem muitas coisas !

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Impressões sobre o fenômeno Twitter

É interessante a onda twitter que estamos acompanhando no momento. Todo mundo quer participar e deixar as suas impressões nesse micro-blog. O limite de 140 caracteres impõe a necessidade de expressar com criatividade as suas impressões.

Acompanho figuras interessantes como Cristovam Buarque, Serena Willians e Jack Welch.

Estou inscrito no twitter no endereço: www.twitter.com/professorpaiva.

Aguardo a sua visita.

A Morte de Michael Jackson

Acompanhamos o início, a vida, o sucesso, o declínio, as esquisitices e a possível volta por cima. A morte veio primeiro.

Mais um grande ídolo que se perde nas voltas que a fama dá. Lembrei de Elvis.

A impressão que tenho é que o seu trabalho e o seu talento vão prevalecer.

Rogo a Deus que ele possa alcançar a paz e a vida eterna.

Usos e Abusos das Leis de Incentivo à Cultura

Reproduzo o texto de Gilberto Dimenstein da Folha:

Garota é uma lição para Ivete Sangalo

Giulia Olsson tem 14 anos e estuda no ensino médio na Flórida. Nos últimos meses, ela vendeu limonada na rua, lavou carros, disparou e-mail por várias partes do mundo para arrecadar dinheiro destinado à orquestra sinfônica de Heliópolis, a maior favela de São Paulo. Conseguiu levantar R$ 30 mil.

Giulia está, nesse momento, ensinando violino para as crianças da sinfônica e vai se apresentar na Sala São Paulo --a história detalhada está no www.catracalivre.com.br.

É uma lição para celebridades como Ivete Sangalo e Caetano Veloso, entre outras celebridades brasileiras, que vem conseguindo dinheiro público para seus shows. Uma das justificativas dadas pelo Ministério da Cultura para aprovar a concessão do benefício à turnê de Caetano Veloso (um benefício totalmente dentro da lei, diga-se), é que Ivete Sangalo, montada nos seus milhões de reais, com plateias cheias, também ganhou --assim como Maria Bethânia.

Todas essas celebridades fariam melhor a elas mesmas e ao país se, como Giulia, pelo menos compartilhassem suas experiências com estudantes.

Enquanto uma menina de classe média se empenha em ajudar uma comunidade, transformando dinheiro privado em ação pública, a Lei Rouanet tem permitido o contrário --dinheiro público voltado a interesses privados.

Gilberto Dimenstein, 52, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha Online às segundas-feiras

terça-feira, 23 de junho de 2009

Quantos Analistas Políticos tendenciosos na PB !

A cada dia surge mais um ! São os analistas políticos que emitem suas opiniões com base nos seus interesses pessoais. Essas figuras ocupam espaços na mídia e todos prosa, emitem suas opiniões tendenciosas tentando persuadir os seus interlocutores a adotarem os seus pontos de vista.

Alguns inclusive candidatos em 2010 o que põe mais em dúvida ainda as suas opiniões.

Quando teremos direito a análises mais técnicas e menos políticas ?

Será que na Paraíba tem Atos Secretos também ?

Recentemente fomos surpreendidos com a divulgação dos chamados atos secretos através dos quais eram criados cargos e concedidos privilégios para beneficiar apadrinhados dos senadores.

E a pergunta que não quer calar: será que aqui na Paraíba também tem atos secretos para beneficiar apadrinhados de vereadores e deputados ?

domingo, 21 de junho de 2009

Qual é o critério para herdar os votos cassistas ?

Parece-me que o critério principal observado pelos candidatos a herdar os votos cassistas em 2010 é meter a lenha em Maranhão.

Orientados ou não nesse sentido, Ricardo, Efraim e Cícero dão a entender que estão em um reality show.

O comportamento dos participantes do programa deve ser acompanhado com atenção dos "States" para ver como andam os esforços para ter direito às bençãos do dono dos votos.

A linha parece ser: quem bater mais, leva o prêmio. E já que estamos no período junino, mais parece um bando de meninos participando de uma brincadeira de quebra-panelas. Quem acertar a maior porrada, terá direito de chupar as balas !

A Seleção Brasileira venceu e convenceu !

A seleção brasileira venceu a seleção italiana neste domingo pelo placar de 3 a 0. Principalmente, no primeiro tempo a nossa seleção deu um show de bola. No segundo tempo, administrou o placar e permitiu à Itália chegar em alguns momentos com um certo perigo.

De quebra, ainda conseguimos desclassificar a seleção italiana das semifinais da Copa das Confederações, permitindo à seleção americana fzer o confronto com a seleção espanhola.

A nossa seleção enfrenta a seleção da África do Sul do nosso Joel Santana.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Essas almas querem reza !

Tenho acompanhado a celeuma em torno da audiência agendada pelo vereador Sérgio da SAC com o governador Maranhão.

Se voces querem saber o que penso, eu diria que essas almas querem reza e Sérgio foi escalado pelo partido para sondar o governador para saber o que poderá vir em caso de adesão.

Por que Sérgio ? Porque é o mais atirado, o mais falastrão até por conta de ser novato nessa praia. Além disso, parecereria uma ação isolada do parlamentar, merecendo uma ameaça de reprimenda partidária como aconteceu, mas só para dar uma satisfação ao MAGO para não haver perdas do quinhão "duramente" conquistado na Capitania de Nossa Senhora das Neves.

Em suma, essas almas querem reza, mas vão ter que antes sentir o gosto da hóstia do velho "Bispo" para poderem ajoelhar.

Sarney tem razão: a crise é da política no Brasil !

Longe de ser um novato , um inexperiente ou bobinho, Sarney afirmou ontem em pronunciamento no Senado de que a crise é da casa e não dele pessoalmente. Do alto da sua "autoridade", responsabilizou a todos os senadores, por ação ou por omissão, pelos recentes escândalos envolvendo a casa. Ninguém abriu o bico para chiar.

Eu diria um pouco diferente: a crise é da política em nosso país. Ou melhor, das práticas políticas.

Pratica-se a política mais suja, mais rasteira, a mais subserviente e conveniente em troca de interesses muitas vezes inconfessáveis.

Como diria Bóris Casoy: "é uma vergonha !".

terça-feira, 16 de junho de 2009

Câmara Municipal: o poder sem poder !

A Câmara Municipal é o poder que, infelizmente, abre mão das suas prerrogativas em troca dos favores do prefeito do município. Com essa postura oportunista dos seus membros, passamos a ter a pobreza dos debates, a frouxidão do processo fiscalizatório e a baixa produtividade como principais consequências.

Para nossa tristeza, essa é a regra no jogo político brasileiro e paraibano !

sexta-feira, 12 de junho de 2009

As crises cíclicas do capitalismo mundial

A grande maioria dos economistas é unânime em avaliar que a crise é inerente ao sistema capitalista.

Se nos debruçarmos sobre os últimos 25 anos, vamos encontrar várias crises vividas pelo capitalismo mundial em maior ou menor grau, mas que afetaram o sistema como um todo.

A diferença das anteriores para a atual é que nesta a crise, a origem do problema veio do centro do capitalismo mundial: Os Estados Unidos.

Vamos relembrar as últimas crises econômicas, suas origens e seus desdobramentos:

1) 1987 no mundo - A crise de outubro de 1987 foi uma crise típica do mercado de capitais que após cinco anos de crescimento contínuo, desabou na Bolsa de Nova York na chamada "segunda feira negra", despencando mais de 22% e repercutindo pelas outras bolsas de valores pelo mundo afora. Durante o mê s de outubro desse ano, as bolsas de 19 dos 23 países mais industrializados do mundo despencaram mais de 20%. A crise de 1987 foi atribuída à supervalorização das ações, à queda do dólar e ao aumento do déficit americano. Em setembro de 1989, o mercado acionário mundial mostrou sinais claros de recuperação. O principal desdobramento dessa crise foi a introdução do do "circuit breaking", uma interrupção do funcionamento das transações nas bolsas de valores em caso de grandes oscilações.

2)1995 - No México - Essa crise começou na verdade em dezembro de 1994 quando o recém eleito presidnete Ernesto Zedillo anunciou uma maxidesvalorização do peso mexicano após um longo período de câmbio fixo. Na origem da crise estava o excessivo gasto público, o grande volume de empréstimos bancários viabilizados pelos juros baixos, queda do preço do petróleo no mercado mundial. Esse cenário criou um clima de desconfiança em relação ao México e fez com os investidores internacionais deixassem de financiar a rolgem da dívida externa mexicana, gerando de imediato um aumento do dólar em relação ao peso de quase 100%. No Brasil, os desdobramentos dessa crise no México ficou conhecido como efeito "tequila". O governo americano e o FMI trataram de viabilizar reforço de 50 bilhões de dólares em empréstimos para o México. Esse empréstimo estabilizou a cotação do dólar e evitou a moratória mexicana, permitindo que o México alcançasse a recuperação em 1997, pagando o empréstimo de 50 bilhões antecipadamente.

3) 1997 - Na Ásia - Comneçou em 1997 na Tailândia, espalhou-se pelo sudeste da Ásia e pelo Japão, trazendo consequências para o mercado mundial. Essa crise foi caracterizada pela redução da demanda de bens e serviços e pela queda da confiança dos investidores. A crise gerou um aumento na proporção da dívida em relação ao PIB em todos os países diretamente afetados. O FMI entrou com empréstimos da ordem de 40 bilhões de dólares para socorrer as economias da Coreia do Sul, Tailândia e Indonésia. No Brasil, o desdobramento foi o aumento da cotação do dólar, prejudicando milharesa de consumidores que tinham financiado veículos indexados ao dólar, tendo as suas prestações aumentadas vertiginosamente o que provocou muitas discussões na justiça. Em 1999, toda a Ásia já apresnetava sinais claros de recuperação.

4) 1998 - Na Rússia - A crise russa surgida em agosto de 1998, caracterizando-se como um desdobramento imediato da crise asiática por conta principalmente da redução da procura e aquisição do petróleo russo que é uma das mais importantes fontes de divisas advindas da sua exportação. O contexto da crise estava embasado em um grande déficit fiscal, despesas desnecessárias com a guerra da Chechênia, altas taxas de juros (superiores a 150%), queda na arrecadação de impostos e naturalmente dificuldades para honrar compromissos públicos, atrasos de mais de 12 bilhões de dólares em salários e greves generalizadas. O FMI e o Banco Mundial chegaram com um suporte da ordem de 22 bilhões de dólares e mesmo assim a bolsa de valores entrou em colapso, o rublo caiu para um terço do valor original, a inflação chegou a 48% ao ano e vários bancos quebraram. O cenário começou a mudar em 1999 com o aumento do preço do barril do petróleo, permitindo o início da recuperação econômica e o reaquecimento do mercado interno. A crise foi contornada em 2000.

5) 1999 - No Brasil - A crise brasileira vem como um desdobramento das duas grandes crises anteriores (asiática e russa) e da grande desvalorização do real frente ao dólar, após vários anos de manutenção da paridade cambial com a moeda norte-americana. As consequências disso: problemas com os contratos indexados ao dólar feitos por particulares e empresas, dificuldades de manter as importações de máquinas e equipamentos, crescimento do desemprego. Após os momentos iniciais, o governo passou a reduzir os juros e a recompor as reservas cambiais. O país passou a dar sinais claros de recuperação em 2000, conseguindo superar mais essa crise.

6) 2000 - Na Argentina - A Argentina foi o primeiro país da América Latina a adotar aparidade cambial com o dólar e a tomar medidas liberalizantes no início do anos 90 no governo Menem. Por ser um país emergente, a Argentina sofreu as consequências das crises asiática, russa e do Brasil, sendo claro que, em geral, quando um desses países espirra, o outro gripa. O contexto argentino em 2000 era de aumento do desemprego, crescimento da pobreza e aprática de grandes taxas de juros. O FMI interviu com um empréstimo de 40 bilhões de dólares. Em 2001, a Turquia entrou em crise, respingando na Argentina. Protestos de rua, cortes de salários, bloqueio de depósitos bancários ("corralito"), afastamento do presiente De la Rúa e de 3 sucessores dele na presidência em menos de um mês. Implementou-se um lento processo de desdolarização da economia. A posse de Kirchner em 2003 permitiu a negociação com os credores de condições mais favoráveis, viabilizando uma recuperação que se concretizou em 2006.

7) 2001 - Crise Mundial - Essa crise é uma decorrência direta do atentado do World Trade Center no 11 de setembro que ocasionou a morte de mais de 3000 pessoas, trazendo um clima de caça aos terroristas e baixo astral nmos mercados mundiais. As bolsas de valores cairam pelo mundo todo, o preço do petróleo disparou, o dólar desvalorizou-se frente ao iene, ao euro e à libra. Essa crise não teve naiores desdobramentos por conta da ação coordenada dos bancos centrais dos principais países e logo foi superada.

Em linha geral, observamos que todas essas crises recentes levaram em média 2 anos para dar sinais de recuperação. As crises anteriores mostram que as crises são inerentes ao sistema capitalista, que o apocalipse ainda não chegou e que a a recuperação de mais essa crise só deve acontecer a partir de 2010.

Em suma, aperte o cinto, trabalhe e espere que a crise é como dor de cabeça, dói, mas passa logo.


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terça-feira, 9 de junho de 2009

Jampa só terá aumento de vereadores em 2012

Voltou a ser notícia a emenda que aumenta o número de vereadores, permitindo que João Pessoa passe dos atuais 21 para 27 parlamentares.

A Câmara Municipal de João Pessoa só terá aumento de vereadores em 2012 por uma artimanha do presidente Durval Ferreira !

Durval, no final do ano passado, fez a sua assessoria redigir e aprovou sem nenhuma discussão mais aprofundada um projeto de lei complementar à lei orgânica que ratifica apenas as 21 vagas já existentes.

O suplente que estiver sonhando de entrar na Câmara ainda nessa legislatura, pode tirar o cavalinho da chuva.

Dudu não vai deixar esse bolo ter mais donos. O bolo é todo seu e dos seus amigos, Duda !

domingo, 7 de junho de 2009

Seleção Brasileira: enfim uma vitória maiúscula !

Após 33 anos sem conseguir vencer a seleção uruguaia no estádio Centenário, em Montevideu, a Seleção Brasileira conseguiu uma vitória de respeito: 4 x 0.

Deu para encher a torcida de esperanças de que o bom futebol pode voltar!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Futuro sombrio

Transcrevo artigo da Folha Online sobre a educação no Brasil:

04/06/2009
Futuro sombrio

Como muitos leitores pediram, arrisco um comentário sobre educação. A situação, como se sabe, é péssima e, por paradoxal que pareça, isso ainda não é o pior. O que me preocupa é que, "ceteris paribus", são mínimas as chances de o panorama vir a melhorar no espaço de uma ou duas gerações.

Um rápido passeio pelas manchetes das últimas semanas permite avaliar o tamanho do buraco. Comecemos pela mão de obra. Levantamento feito pelo IBGE mostrou que a desqualificação é generalizada. Dos professores que estão dando aulas para a 5ª a 8ª séries, 21,3% nem ao menos concluíram a faculdade. Por lei, deveriam ser diplomados em algum curso superior e ainda ter feito licenciatura.

Os meios de produção parecem ainda mais inadequados. Na versão benigna, contamos com uma burocracia pedagógica especialmente burra, que nem ao menos lê os livros que distribui para os alunos. A não leitura (ou leitura limitada à ementa) é a única explicação para o fato de a Secretaria Estadual de Educação de São Paulo ter mandado para crianças da 3ª série, isto é, com 9 anos, obras repletas de imagens sexuais, palavrões e ironias de difícil apreensão. (Na interpretação menos benevolente, a estrutura seria permeável a os interesses comerciais das grandes editoras, as quais, aparentemente, tampouco leem o que publicam.)

Quem sofre é a matéria prima. Alunos da rede pública de ensino se saem significativamente pior do que os da privada em testes como o Enem. Quando a comparação se dá com outros países, em exames como o Pisa, aí é o Brasil inteiro que faz feio. Em 2006, estudantes brasileiros ficaram na 53ª posição (entre 57 nações avaliadas) na prova de matemática e na 48ª (de 56) no teste de língua.

Enquanto isso, a classe média se lança num salve-se quem puder acompanhando com lupa os rankings das "melhores" escolas para nelas matricular seus filhos. A preocupação com o futuro dos rebentos é legítima, mas o frenesi com as listas é revelador de uma certa ignorância estatística típica de um sistema educacional mais preocupado com o acúmulo de conteúdos do que com a compreensão de conceitos.

Médias dizem algo a respeito do passado e até podem alterar o presente, ao influir sobre o comportamento de agentes, mas não carregam em si nenhuma garantia acerca do futuro. Trocando em miúdos, se o seu filho for burro, a média obtida pela escola em que ele estuda não vai colocá-lo na USP. De modo quase análogo, se ele for inteligente e estudioso, é muito provável que se saia bem mesmo que frequente um colégio que não ocupe o pódio do Enem.

Em suma, médias são um conceito traiçoeiro. Representam um valor válido para o desempenho passado de vários indivíduos, mas que não podem ser extrapolados para o futuro de ninguém em particular. Na média, a humanidade tem um testículo e um seio, daí não resulta que só nasçam andróginos.

De resto, existem truques utilizados por alguns colégios para inflar sua "nota" no Enem. Um dos métodos mais utilizados é evitar que os piores alunos façam a prova. Nas escolas mais "agressivas", estes são convidados a retirar-se antes do terceiro ano. Instituições que se preocupem em dar a melhor formação possível para cada aluno de acordo com suas possibilidades --o que faz todo o sentido do ponto de vista pedagógico-- podem acabar prejudicadas por suas virtudes. Como nem todos os pais percebem essas e outras sutilezas, colégios, num contexto de competição acirrada, sentem-se cada vez mais tentados a seguir o caminho fácil de esquecer o aluno para dedicar-se aos rankings.

Como sair dessa e de outras armadilhas e corrigir a rota do sistema educacional, de modo que pelo menos nossos netos e bisnetos possam usufruir de um ensino público de qualidade? É aqui que fico mais angustiado. As propostas do MEC se dividem entre as inexequíveis e as tímidas.

O diagnóstico do ministério ao menos parece ser o correto, ao enfatizar a necessidade de investir na formação de professores. Embora seja um truísmo, é um daqueles que, escondidos por décadas de inércia, custamos a enxergar: nosso sistema vai mal, porque nossos professores são ruins; e nossos professores são ruins porque os melhores alunos fogem do magistério como o diabo foge da cruz. Estudo encomendado pela Fundação Lemann e pelo Instituto Futuro Brasil no ano passado mostrou que apenas 5% dos melhores alunos que se formam no ensino médio desejam trabalhar como docentes da educação básica. Dos que ficaram entre os 20% mais bem colocados no Enem de 2005, 31% queriam trabalhar na área da saúde e 18% se inclinavam para a engenharia.

Infelizmente, não são incentivos como o abatimento de parte da dívida do crédito educação para quem se dispuser a dar aulas na rede pública que mudarão o panorama. O universo das pessoas que se utiliza do Fies (Financiamento Estudantil) não é tão grande assim. Desde 1999, acumulamos um estoque de 520 mil contratos. O total de estudantes na rede de ensino superior era de 4,9 milhões (dado de 2007).

Faria mais sentido social obrigar todos os alunos formados na rede pública a dedicar um ano de suas vidas ao ensino. Seria o equivalente do serviço militar adaptado para o século 21. Conhecendo um pouco a natureza humana, entretanto, receio que não vá dar certo. Sempre que as pessoas são obrigadas pelo Estado a desempenhar uma tarefa que não desejam e para a qual não têm maiores incentivos, o fazem de forma muito pouco eficiente (nas coxas para falar em bom português). Não foi por outra razão que o socialismo de Estado fracassou. Felizmente, não dependemos de nossos jovens conscritos para repelir nenhuma invasão estrangeira, ou eu estaria escrevendo num idioma diferente do vernáculo.

Mais problemático ainda me parece a ideia do ministério de criar notas mínimas de desempenho no Enem para que alguém se torne professor. Não discordo de que, em teoria, o caminho seja esse mesmo --se desejamos os melhores, devemos selecioná-los. Meu receio é que, com uma política dessas, troquemos maus professores por nenhum professor. Vale notar que mesmo agora, sem rechaçar ninguém de antemão, já enfrentamos dificuldades para contratar mestres de algumas disciplinas como física e química.

Acredito que, para de fato atrair os mais capacitados para o magistério, é preciso pelo menos oferecer salários de mercado e boas condições de trabalho. E isso, evidentemente, custa dinheiro. O país, afinal, se utiliza de um exército de 2,5 milhões de professores na educação básica (pré-escola ao ensino médio).

Não vejo, porém, outro caminho que não tomar a decisão de financiar seriamente a educação. Cuidado, não estou falando aqui de dar aumentos para os professores nem outras políticas feijão com arroz. Estudos empíricos mostram que tais atitudes têm efeitos bastante limitados. O que estou dizendo é que precisamos de uma verdadeira revolução no setor. É necessário refazer tudo colocando o magistério no topo da hierarquia social. É preciso selecionar os melhores, pagá-los muito bem e exigir resultados. (Não ignoro que, no Brasil real, uma iniciativa como essa provavelmente naufragaria na Justiça, por conta de princípios como estabilidade, isonomia salarial etc., mas não custa sonhar.)

Em tempos de crise como o atual, ouvimos economistas de diversas linhas dizerem que não há alternativa senão socorrer os mercados endividando as próximas gerações. Se assim não for, o que nossos filhos e netos herdarão será o caos. Pode ser, não discuto. Só me pergunto por que não utilizamos o mesmo argumento em relação ao ensino. Neste caso, ao menos, os pósteros estariam pagando a conta por algo de que usufruirão. Mais até, tenho o palpite de que nos agradeceriam.

Hélio Schwartsman, 42, é editorialista da Folha. Bacharel em filosofia, publicou "Aquilae Titicans - O Segredo de Avicena - Uma Aventura no Afeganistão" em 2001. Escreve para a Folha Online às quintas

Vasco de parabéns, apesar da eliminação !

Admirável a garra e a dedicação dos jogadores do Vasco na partida desta quarta contra o Corinthians no Pacaembu em São Paulo.

O time honrou a camisa !

Sou tricolor, mas o time cruzmaltino merece o destaque e o registro.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Cuba está de volta à OEA

Por unânimidade, a Organização dos Estados Americanos readmitiu Cuba aos seus quadros após 47 anos de exclusão em consequência da Guerra Fria.

A decisão final cabe ao governo cubano. Ponto para o Presidente americano Barack Obama que deu o pontapé inicial nesse processo de por fim ao embargo e à exclusão cubana, que durava desde 1962.

Com a palavra, a família Castro.

Prostituição em alta na Câmara de João Pessoa

Francamente, com tantos temas relevantes para serem discutidos na Câmara de João Pessoa e, infelizmente, nas últimas sessões só dá o tema prostituição na cabeça.

Nós temos os representantes que merecemos !!! ???

terça-feira, 2 de junho de 2009

As ratazanas estão em festa !

As ratazanas acostumadas a engolobar verbas públicas estão em euforia pela perspectiva de abocanharem muitos milhões de reais com as verbas destinadas a reformar e/ou ampliar estádios e outros equipamentos para a copa de 2014.

Os dentes desse gatunos estão sendo afiados de olho nessas obras faraônicas que podem permitir encher-lhes os bolsos de dinheiro desviado do poder público.

Obras de infra-estrutura, muitas vezes desnecessárias, dão comissões e, infelizmente, é isso que importa para esses desgraçados que ainda se dizem gestores públicos.

Salve-se quem puder porque os gatunos vêm com tudo prá cima do nosso pobre dinheirinho !

Sensacionalismo Global na Cobertura do Acidente



É interessante como a cobertura da Rede Globo distoa das demais emissoras nacionais e internacionais. Distoa para pior, no sensacionalismo.

Tenho acompanhado a CNN, CNN espanhol, Record News, Globo News, RAI internacional e demais emissoras brasileiras e nenhuma delas dá tanta ênfase ao acidente como a nossa Rede Globo.

Para se ter uma ideia, quase 70% do Bom Dia Brasil de hoje foi dedicado à cobertura sensacionalistíca do acidente aéreo.

Isso é pura apelação !

segunda-feira, 1 de junho de 2009

As voltas da economia: a GM pediu concordata !

A General Motors pediu concordata nos Estados Unidos, confirmando a crise da empresa nos últimos meses.

Quem diria ? Má gestão dá nisso ! O sucesso do passado não garante o sucesso futuro !




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A Valorização do Real frente ao Dólar





Essas figuras da última EXAME mostram a valorização do real e algumas outras moedas frente ao Dólar em 2009. A nossa moeda é a que mais se valorizou frente ao dólar no mundo.

Isso mostra a confiança dos investidores internacionais em nosso país, mas também é consequência da alta taxa SELIC do Brasil, ainda a maior do mundo mesmo com as recentes reduções determinadas pelo BC.

Os desdobramentos econômicos imediatos são o aumento de viagens ao exterior e aumento das importações, diminuindo mais ainda o superávit na nossa balança comercial.