segunda-feira, 31 de agosto de 2009

OLIMPÍADA DE PROGRAMAÇÃO 2009

OLIMPÍADA DE PROGRAMAÇÃO DO PROFESSOR PAIVA 2009

REGULAMENTO

1. Objetivo
Proporcionar oportunidades e incentivo para o desenvolvimento do acadêmico da área de informática quanto à sua capacidade para a resolução de problemas e o desenvolvimento de software em tempo limitado. Com este propósito, criam-se mecanismos para aferição e conseqüente premiação de tais habilidades, estimulando seu aperfeiçoamento.

2. Condições Para Participação
Podem participar estudantes de graduação dos cursos de Ciência da Computação e Processamento de Dados da ASPER, regularmente matriculados.
Os participantes serão divididos em duas categorias: 1) iniciante e 2) profissional. Na categoria Iniciante, poderão inscrever-se os alunos que estiverem cursando até o 4º semestre de Ciência da Computação e até o 3º semestre de Processamento de Dados; Na categoria profissional, os alunos que estiverem cursando do 5º ao 8º semestre de Ciência da Computação e do 4º ao 6º semestre de Processamento de Dados.

3. Formulário de Inscrição
O formulário de inscrição deverá ser obtido na sala das coordenações de curso da ASPER, preenchido e entregue no mesmo local. (www.professorpaiva.blogspot.com).

OLIMPÍADA DE PROGRAMAÇÃO DO PROFESSOR PAIVA 2009

FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO
Categoria: 1-[ ] - Iniciante 2-[ ] - Profissional
Nome: ____________________________________________
Matrícula: _______________ Curso: _____________________
Semestre: _______________ Fone: _____________________
e-mail: ____________________________________________

4. Composição da Comissão Julgadora
A comissão julgadora será formada por professores da área de informática convidados para tal fim.

5. Inscrição, Local, Data e Horário
As inscrições serão realizadas no período de 28/09/2009 a 02/10/2009 das 14 às 21 horas na sala das coordenações da ASPER.
A homologação da inscrição do participante dar-se-á com a entrega da ficha de inscrição preenchida dentro do prazo legal de inscrições.
A Olimpíada de Programação será realizada no dia 07/10/2009 das 19:30 às 22:30, impreterivelmente.

6. Fontes de Referência
Os concorrentes poderão levar para o recinto da prova o Livro Introdução à Programação - do Algoritmo às Linguagens Atuais de autoria do Professor Severino Paiva. Não será permitido o acesso a nenhum outro tipo de material impresso ou equipamento eletrônico. O ambiente da prova estará sem acesso à Internet.

7. Ambiente Operacional
As linguagens de programação disponibilizadas na Olimpíada serão: Pascal, C e Java. As estações de trabalho serão PC Compatíveis, sendo destinado, a cada participante 1 (um) computador. Somente será permitida a utilização dos equipamentos disponibilizados pela comissão organizadora.

8. A Prova
A prova da Olimpíada de Programação consistirá de uma bateria de problemas a serem resolvidos na data da prova.
Os concorrentes submeterão as possíveis soluções à Comissão Julgadora à medida que as obtiverem. Essa avaliará a submissão, aprovando-a ou rejeitando-a e notificando o participante. No caso de rejeição, o participante poderá submeter novas soluções para o mesmo problema.
Dúvidas sobre quaisquer ambigüidades ou erros na formulação dos problemas, devem ser encaminhadas à comissão julgadora por meio de uma Requisição de Esclarecimento. Se a comissão organizadora concluir que realmente existe erro ou ambigüidade, o esclarecimento será estendido aos demais concorrentes.

9. Organização Disciplinar
Não será permitida, após o inicio das provas, a ausência de qualquer participante do ambiente de realização da competição, sob pena de desclassificação. Exceto, em casos excepcionais autorizados pela comissão organizadora.
Os concorrentes não deverão estabelecer nenhum tipo de comunicação com quem não seja membro da comissão organizadora. Eventuais problemas no sistema, deverão ser comunicados à equipe de suporte, obedecendo a procedimentos previamente combinados. Qualquer comportamento irregular de qualquer concorrente, que prejudique o bom andamento da prova, poderá levar à desclassificação do mesmo.

10. Alterações na Duração da Prova
Situações imprevistas podem, a critério da coordenação da Olimpíada, motivar um prolongamento do prazo para resolução dos problemas. Nesta hipótese, todas as equipes serão notificadas em tempo hábil e de maneira uniforme.

11. Contagem de Pontos
Os problemas serão entregues aos participantes seqüencialmente, ou seja, cada participante receberá um problema e somente receberá o próximo, após a entrega da solução do problema atual.
O primeiro critério para a classificação dos participantes é a quantidade de problemas resolvidos corretamente. Uma resolução será considerada incorreta se:
a) o programa não puder ser compilado corretamente;
b) sua execução não terminar dentro de um prazo satisfatório, ou ocorrer um erro na execução;
c) o programa fornecer resposta incorreta;
d) a saída não estiver no formato especificado no enunciado da questão
Caso haja empate entre participantes quanto à quantidade de questões resolvidas, o critério de desempate será o menor tempo total gasto na solução dos problemas.
A Comissão Julgadora da Olimpíada de Programação é a única responsável por decidir sobre a correção das soluções apresentadas para cada problema, tendo plenos poderes para julgar situações não previstas, sendo suas decisões tomadas em caráter final.

12. Premiação
Os três primeiros colocados de cada categoria serão premiados. Todos os participantes receberão um Certificado de Participação emitido pelo evento. Quaisquer dúvidas, em razão de detalhes não contemplados pelo presente regulamento, deverão ser encaminhadas à Comissão Organizadora, que goza de plenos poderes para o julgamento de situações pendentes.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Vídeo sobre a nossa lei anti-saidinha de banco

Reportagem sobre a nossa lei anti-saidinha de bancos:

Avenzoar e Paiva tinham razão

Transcrevo a coluna da amiga Gisa Veiga do PbAgora:

Avenzoar e Paiva tinham razão

A mania de alguns políticos é menosprezar as ideias e o trabalho dos outros. Principalmente se esses outros forem de partidos adversários. Piora se estiverem em campanha eleitoral.

Veja o caso Avenzoar Arruda. Quando era candidato a governador, lançou a ideia de um metrô de superfície, como forma de descongestionar o trânsito. Foi ridicularizado – e isso eu comentei na coluna que eu mantinha no Jornal da Paraíba – . Hoje, entretanto, seu projeto está sendo recuperado. Por motivos óbvios. Gostem ou não gostem de Avenzoar, ele teve uma boa ideia e quem for adotar o sistema proposto por ele vai ter que lhe dar o crédito. Não tem jeito.

O trânsito está um caos e, sejamos sinceros, nenhuma autoridade até agora, por mais "tampa" que fosse, foi capaz de dar um jeito na situação. Nos horários de "pico", fico a imaginar onde vamos parar. Com o IPI mais barato, mais pessoas vão comprar carros. Ótimo. Mas precisamos de escoamento. A solução? Avenzoar tem.

Eu acho que já está mais do que na hora de João Pessoa ter o seu metrô de superfície.

Outro exemplo

Outro exemplo: o ex-vereador Professor Paiva (PSDB) foi achincalhado por diversas posições polêmicas. Inclusive por devolver à Prefeitura dinheiro que sobrou do duodécimo, quando era presidente da Câmara Municipal. Coisa inédita. Se tivesse surrupiado, talvez não tivesse sido ridicularizado, como se estivesse apenas “querendo aparecer”.

- Tá louco, homem? - reagiram alguns de seus pares, à época.

Um de seus projetos mais dinâmicos foi a criação da lei sobre a saidinha de bancos, que determina às agências bancárias colocar câmeras de vídeos não apenas dentro, mas fora de suas instalações. Sofreu pra ser levado a sério. Chegou a ir para as portas dos bancos defender o seu projeto. O resultado é que, conforme o noticiário de segunda-feira, houve uma redução de mais de 70% nas “saidinhas”. E agora esse projeto está sendo copiado, com sua devida autorização, pelo vereador paulista Aguinaldo Timóteo (PR).

Produção parlamentar e ideias não são para todos. Há os que se conformam com um mandato medíocre, mesmo sabendo que dificilmente poderá chegar a um segundo mandato. Não importa. Embolsando o salário, tá bom. E não vale computar nessa produção os títulos de cidadão pessoense, nomes de ruas, votos de aplauso e um monte de besteirol que só serve para aguçar o ego dos eleitores ou dos potenciais eleitores.

Quero ver no final do ano que vereador vai apresentar mais projetos de lei de consistência. De besteirol o parlamento municipal está cheio.

Lei anti-saidinha de banco no Paraiba.com.br

Timóteo pede autorização para copiar lei de Paiva

www.paraiba.com.br - 24/08/2009 às 16:52


O ex-vereador Professor Paiva (PSDB) confirmou nesta segunda-feira, 24, contatos mantidos por vereadores de inúmeras cidades brasileiras interessados na lei sobre saidinha de bancos, de autoria do então parlamentar. Entre os interessados está o cantor vereador paulista Aguinaldo Timotéo (PR).

Mas o que despertou a atenção para o projeto de autoria do Professor Paiva, ex-presidente da Câmara Municipal de João Pessoa, é que a lei sobre a saidinha de bancos vem contribuindo com a redução desse tipo de crimes na capital do Estado.

Prova disso, é que a iniciativa ganhou destaque na mídia nacional, que deixou Professor Paiva bastante lisonjeado. “Sem dúvida, mais o importante é ver que um projeto nascido na Câmara Municipal ganha destaque da mídia nacional, acostumada a veicular matéria que denigre a imagem de nosso Estado”.

Paiva disse que está á disposição para colaborar não só com São Paulo, mas com outras cidades brasileiras auxiliando na elaboração do projeto que tem o objetivo acabar com o crime batizado de saidinha de banco.

A informação que João Pessoa houve uma redução de mais de 70% depois da adoção da lei. “Acho muito importante o reconhecimento dessa nossa iniciativa”, destacou o ex-presidente da Câmara Municipal, que prometeu colaborar com todas as cidades dispostas a copiar o projeto de sua autoria que acabou se transformando em lei.

A lei estabelece que as instituições bancárias instalem câmeras em todas as instalações dos bancos, divisórias no acesso aos caixas, além de oferecer outras seguranças para os clientes bancários.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Texto da nossa lei Anti-Saidinha de Banco

LEI ANTI-SAIDINHA DE BANCO:

LEI Nº 1.659, DE 17 DE OUTUBRO DE 2007.

A CÂMARA MUNICIPAL DE JOÃO PESSOA, ESTADO DA PARAÍBA, DECRETA E PROMULGA A SEGUINTE LEI:


Art. 1º - As agências bancárias e as instituições financeiras localizadas no Município de João Pessoa - PB deverão instalar e manter em funcionamento câmeras de vídeo colocadas no seu entorno, para fins de maximização da segurança de seus clientes e funcionários, de suas instalações e dos valores depositados.

§ 1º Cada agência bancária ou instituição financeira de que trata o caput deste artigo deverá manter em funcionamento no mínimo três câmeras para cobertura externa em cada local de entrada e saída e/ou de passagem externa obrigatória.

§ 2º O monitoramento feito pelas referidas câmeras será realizado por meio de gravação dos locais a serem protegidos, 24 (vinte e quatro) horas por dia, sendo que as imagens gravadas deverão ser salvas em local seguro, preservadas pelo período mínimo de 06 (seis) meses e colocadas à disposição do Poder Público, especialmente das autoridades policiais, sempre que solicitado.

Art. 2º - O não atendimento ao disposto na presente lei, no prazo máximo de 90 (noventa) dias contados da data de sua publicação, implicará a imposição de multa diária no valor de 50 (cinquenta) UFIR-JP por câmera não instalada ou por serviço de gravação e arquivamento por câmera não realizado.

Art. 3º - Fica o PROCON Municipal de João Pessoa responsável pela fiscalização do cumprimento desta Lei, sem prejuízo para a ação de outros órgãos de defesa do consumidor.

Art. 4º - As despesas decorrentes da execução desta lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas, se necessário.

Art. 5º - O Poder Executivo regulamentará esta lei, no que couber, no prazo máximo de 60 (sessenta) dias, contados da data de sua publicação.

Art. 6º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 7º - Revogam-se as disposições em contrário.

PAÇO DA CÂMARA MUNICIPAL DE JOÃO PESSOA, EM 17 DE OUTUBRO DE 2007.

Vereador Severino Paiva

Nota: quem for usar, favor dar o crédito !

Nossa Lei no Portal Pbagora:

Leis aprovadas na Câmara da Capital são destaques na mídia nacional As leis para combater os crimes conhecidos como “saidinha de banco”, aprovadas pela Câmera de Vereadores de João Pessoa, foram destaque hoje no Bom Dia Brasil, da Rede Globo. A matéria, feita pelo repórter Laerte Cerqueira e com produção de Jô Vital, destacou a lei (2007) de autoria do ex-vereador Severino Paiva, que exige dos bancos a instalação de, no mínimo, três câmeras em cada acesso dos bancos.

Aprovada no ano passado, também foi citada na reportagem, a lei proposta pelo vereador Durval Ferreira, atual presidente da casa, que obrigou os bancos a colocar painéis opacos entre a área dos caixas e proibiu o uso de aparelhos celulares nesses locais.

A matéria registrou que a maioria das agências já colocou os painéis e as câmeras na área externa e que cerca de 129 agências de João Pessoa já foram autuadas pelo Procon. Apesar disso o número de crimes desse tipo caiu cerca de 90%. O Procon ressaltou que a lei do uso do celular nas agências ainda não está sendo cobrada porque há uma discussão sobre a constitucionalidade, o direito de comunicação do individuo.

Por fim, o delegado da Polícia Civil, Marcos Vasconcelos, deu algumas instruções para quem vai ao banco sacar ou depositar dinheiro. A matéria você vê no site: www.g1.com/bomdiabrasil

Jornal o Globo fala da nossa lei saidinha de banco

Acesse o Jornal o Globo no endereço e veja a matéria:

http://oglobo.globo.com/cidades/mat/2009/08/24/lei-municipal-reduz-roubos-em-porta-
de-bancos-de-joao-pessoa-767290601.asp

Ou leia aqui:

Lei municipal reduz roubos em porta de bancos de João Pessoa

Plantão | Publicada em 24/08/2009 às 08h41m - Bom Dia Brasil

JOÃO PESSOA - Um golpe que faz vítimas em todo o Brasil, a saidinha de banco, está sendo combatida com sucesso em João Pessoa, na Paraíba. O golpe é o terror dos clientes, que são abordados por bandidos depois de sacar dinheiro. Mas duas leis municipais de João Pessoa ajudaram a reduzir esse tipo de crime. Desde abril, os bancos foram obrigados a ampliar o sistema de vigilância com câmeras.

- A lei diz que toda agência bancária tem que ter, no mínimo, três câmeras em torno do banco - diz o agente de fiscalização do Procon João Bosco.

- Geralmente, um dos bandidos fica no interior do banco, vendo o movimento, vê quem sacou uma quantidade grande de dinheiro. São essas pessoas que são abordadas - explica o delegado Marcos Vasconcelos.

A segunda lei obrigou os bancos a instalar painéis de quase dois metros de altura. A divisória separa o ambiente dos caixas e a fila de espera. O painel é uma garantia de mais sigilo e tranquilidade para quem vai sair do banco com muito dinheiro.

- Tirava alguns valores e todo mundo ficava olhando. Agora ficou melhor - elogia o auxiliar de serviço Severino Galdino.

A lei ainda proíbe o uso de celular na área de espera. Depois das medidas, o número de crimes desse tipo caiu cerca de 90%. Só não dá para descuidar.

- Ir com acompanhante, mudar caminhos e mudar hábitos. Não fazer a mesma coisa todos os dias são alguns cuidados básicos - diz o delegado Marcos Vasconcelos.

Saidinha de Banco no clickPb

Reproduzo matéria publicada no Clickpb sobre a nossa lei anti-saidinha de banco:

Sancionada pela Câmara Municipal de João Pessoa em 22 de novembro de 1007, o Projeto de Lei do vereador Professor Paiva (PSDB) que ficou conhecido como “saidinha de banco que obriga a instalação de câmeras de vídeo no lado de fora de todas as agências bancárias e instituições financeiras localizadas na capital, foi notícia hoje no Bom Dia Brasil da Globo e no Jornal o Globo.

A Lei – As agência bancárias ou instituições financeiras deverão manter em funcionamento no mínimo três câmeras para cobertura externa em cada local de entrada e saída e/ou de passagem externa obrigatória.

O monitoramento feito pelas referidas câmeras será realizado por meio de gravação dos locais a serem protegidos, 24 (vinte e quatro) horas por dia, sendo que as imagens gravadas deverão ser salvas em local seguro, preservado pelo período mínimo de 06 (seis) meses e colocadas à disposição do Poder Público, especialmente das autoridades policiais, sempre que solicitado.


Lei municipal reduz roubos em porta de bancos de João Pessoa

JOÃO PESSOA - Um golpe que faz vítimas em todo o Brasil, a saidinha de banco, está sendo combatida com sucesso em João Pessoa, na Paraíba. O golpe é o terror dos clientes, que são abordados por bandidos depois de sacar dinheiro. Mas duas leis municipais de João Pessoa ajudaram a reduzir esse tipo de crime. Desde abril, os bancos foram obrigados a ampliar o sistema de vigilância com câmeras.

- A lei diz que toda agência bancária tem que ter, no mínimo, três câmeras em torno do banco - diz o agente de fiscalização do Procon João Bosco.

- Geralmente, um dos bandidos fica no interior do banco, vendo o movimento, vê quem sacou uma quantidade grande de dinheiro. São essas pessoas que são abordadas - explica o delegado Marcos Vasconcelos.

A segunda lei obrigou os bancos a instalar painéis de quase dois metros de altura. A divisória separa o ambiente dos caixas e a fila de espera. O painel é uma garantia de mais sigilo e tranquilidade para quem vai sair do banco com muito dinheiro.

- Tirava alguns valores e todo mundo ficava olhando. Agora ficou melhor - elogia o auxiliar de serviço Severino Galdino.

A lei ainda proíbe o uso de celular na área de espera. Depois das medidas, o número de crimes desse tipo caiu cerca de 90%. Só não dá para descuidar.

- Ir com acompanhante, mudar caminhos e mudar hábitos. Não fazer a mesma coisa todos os dias são alguns cuidados básicos - diz o delegado Marcos Vasconcelos.

Nossa lei anti-saidinha de banco repercute no Brasil

Reproduzo matéria da Globo Nacional sobre a nossa lei anti-saidinha de banco:

Lei municipal reduz roubos na porta de bancos em João Pessoa (PB)
O golpe da saidinha de banco é o terror dos clientes, que são abordados por bandidos depois de sacar dinheiro.

Um golpe faz vítimas em todo o Brasil: a saidinha de banco. É o terror dos clientes, que são abordados por bandidos depois de sacar dinheiro. Em João Pessoa (PB), uma nova lei reduziu o número de casos.

Foram três assaltos em pouco mais de um mês. Agora, o vendedor Irapuan dos Santos tomou providências: “Ao chegar ao banco, olho pelo retrovisor para ver se tem alguém me seguindo. Dentro do banco, fico olhando as pessoas para ver se tem alguém chegando perto de mim. Quando vejo alguma pessoa estranha, eu aviso meu segurança”.

“Geralmente, um dos bandidos fica no interior do banco, vendo o movimento, vê quem sacou uma quantidade grande de dinheiro. São essas pessoas que são abordadas”, explica o delegado Marcos Vasconcelos.

Desde abril, os bancos são obrigados a cumprir duas leis aprovadas pelos vereadores da capital da Paraíba. Uma exige a ampliação do sistema de vigilância com câmeras.

“A lei diz que toda agência bancária tem que ter, no mínimo, três câmeras em torno do banco”, diz o agente de fiscalização do Procon João Bosco.



saiba mais
Saiba como se comportar em bancos para evitar roubos
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A segunda lei obrigou os bancos a instalar painéis de quase dois metros de altura. A divisória separa o ambiente dos caixas e a fila de espera. Garantia de mais sigilo e tranquilidade para quem vai sair do banco com muito dinheiro.

“Tirava alguns valores e todo mundo ficava olhando. Agora ficou melhor”, elogia o auxiliar de serviço Severino Galdino.

A lei proíbe o uso de celular na área de espera. Depois das medidas, o número de crimes desse tipo caiu cerca de 90%. Só não dá para descuidar.

“Ir com acompanhante, mudar caminhos e mudar hábitos. Não fazer a mesma coisa todos os dias”, ensina o delegado Marcos Vasconcelos.



Veja no link:

http://g1.globo.com/bomdiabrasil/0,,MUL1277763-16020,00-LEI+MUNICIPAL+REDUZ+ROUBOS+NA+PORTA+DE+BANCOS+EM+JOAO+PESSOA+PB.html




Estamos a disposição para contato através:
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ou e-mail: paiva.professor@gmail.com .

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Apoio de faz de conta

Quando cada vez mais pessoas dos Cunha Lima mostram disposição para apoiar o MAGO, não dá para acreditar que estão soltos, sem orientação.

Posso até queimar a língua, mas o apoio de Cássio a Cícero será, no máximo, no estilo do apoio que foi dado a João Gonçalves em 2008.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Eu acredito em Lina Vieira

Eu acredito na ex-secretaria da Fazenda quando diz que coversou com a ministra Dilma Roussef e ela pediu para acelerar as investigações existentes sobre as empresas da família Sarney.

Por que uma profissional respeitada como a norte-riograndense Lina Vieira, contando com mais de 30 anos de carreira, iria expor-se com mentiras sobre um falso encontro com a ministra ? Além disso tem a história briga dela com a Petrobrás para que a empresa pagasse mais impostos.

O governo Lula está repleto de estórias mal contadas a começar pelas andanças do filho número um, um obscuro Lulinha da Silva. OUtras figuras proeminentes também andaram dando o que falar. Ifelizmente, esse governo perdeu a vergonha.

Por tantas coisas que vimos ao longo do governo Lula, eu acredito em Lina Vieira !

domingo, 16 de agosto de 2009

Esse jovem é um exemplo para os demais

Esse jovem é um exemplo para muitos outros que só olham para o próprio umbigo ou que se ocupam de pequenos delitos para chamar a atenção dos adultos. Vejam o vídeo:

Quem tem medo de acompanhamento ?

Essa é uma boa pergunta. Voce conhece alguém que tem pavor a ter o seu trabalho acompanhado ? Eu conheço alguns que tremem só de pensar em ter alguém da sua empresa avaliando o seu trabalho.

Mas, de onde vem esse medo ? Por que será que essas pessoas tremem nas bases ao saberem que a empresa onde trabalham pode não se contentar com um retorno subjetivo, pessoal sobre o seu trabalho ?

Pessoalmente, acho muito natural que o empregador queira avaliar a qualidade do trabalho dos seus funcionários utilizando para isso, sempre que possível, critérios práticos e facilmente mensuráveis. São as famosas metas. Vivemos a era do contrato de gestão através do qual se pode pactuar os objetivos a serem alcançados dentro de um determinado período.

Essa resistência ao acompanhamento e à avaliação terá a ver com a insegurança e a incapacidade ? Essa resposta cabe a cada um. Não podemos mais viver no país do faz de conta !

Alguns ainda insistem em enganar a boa fé alheia e vender utopias de competência e eficiência que não existem e não existirão. Não resistem a uma mera olhadela quanto mais ao acompanhamento sistemático e sério do seu desempenho. Amigo(a), procure outra praia porque, certamente, esta não é a sua.

13 dicas de um ex-gordo para emagrecer

Para voce que andas às voltas com problemas com a balança, reproduzo aqui as 13 dicas de um ex-gordo publicadas pela revista ÉPOCA:

1. Não assista à televisão deitado ou comendo, ou as duas coisas juntas;

2. Só faça compras no supermercado depois de se alimentar;

3. Mantenha os alimentos que engorda fora de sua visão e, de preferência, fora de seu alcance. E, claro, tenha visíveis os alimentos mais saudáveis;

4. Só faça compras de barriga cheia e deixe guloseimas longe de seu alcance. Não leve panelas e travessas com comida à mesa – apronte seu prato antes de se sentar, assim você comerá menos;

5. Levante-se da mesa após terminar a refeição. Melhor conversar na sala, sem tentações à vista;

6. Procure alternativas para compromissos sociais que o levem a comer e beber. Em vez de convidar seu amigo para beber cerveja, por exemplo, chame-o para uma caminhada;

7. Pratique atividades físicas informais. Algumas: parar o carro numa vaga mais distante, evitar uso de controles remotos, pegar coisas no chão flexionando os joelhos e mantendo a espinha ereta e usar mais escadas, no lugar de elevadores e escadas rolantes;

8. Torne apetitosa a alimentação: alimente-se quando realmente estiver com fome, pois assim apreciará e gostará do prato escolhido mesmo que seja light. Quando a pessoa não está com fome, a tendência é comer sempre o que gosta, e não o que é necessário para matar a fome;

9. Coma devagar e mastigue bem a comida, pois a mensagem de saciedade demora 10 minutos para chegar ao cérebro e nas pessoas com excesso de peso este tempo é ainda maior;

10. A sensação de fome significa que você gastou a energia da refeição anterior. Se retardar essa sensação por 15 minutos tomando dois copos d’água, você estará tirando gordura reservada e transformando em energia, portanto irá emagrecer;

11. É mais fácil emagrecer quando a família toda está envolvida no processo, porque é essencial mudar os hábitos alimentares. Se você convive com muitas pessoas gordas e que não se alimentam bem, dificilmente conseguirá comer de forma balanceada e saudável. A comida sempre seguirá a tendência da maioria;

12. Se o seu maior prazer é comer, vale tudo para mudar a situação. Viaje, vá ao teatro, ao cinema, busque a ajuda de um terapeuta;

13. Antes de ir a uma festa, tome um suco ou coma uma fruta. E, lá, aproveite para conversar e dançar.

Divulgue o seu curriculo grátis

A revista VOCE SA oferece serviço gratuito para divulgação do curriculo. Veja a matéria:

"Gerencie seu currículo
Coloque seu currículo num banco de dados acessado diariamente por centenas de empresas.

É o que a parceria da VOCÊ S/A com a Curriculum.com.br garante a você. A maior revista de gestão de carreiras do país (são 600 mil leitores todos os meses) se uniu ao site que é o pioneiro em oferecer o encontro gratuito entre profissional e empresa. Com 2,6 milhões de currículos, é também um dos maiores do país nesse tipo de serviço a profissionais.

A Curriculum ganhou, em 2007, o prêmio Top of Mind, eleita a empresa mais lembrada pelo RH na hora do recrutamento e seleção.

Atualmente, mais de 30 mil empresas usam os currículos postados gratuitamente no currículum.com.br na hora de preencher suas vagas. A eficiência do site pode ser medida pelos seguintes dados da Curriculum.com.br:


- uma vaga é anunciada a cada 1 minuto e 14 segundos;


- um currículo é visualizado pelas empresas a cada 2 segundos;


- um candidato contratado a cada 2 minutos e 47 segundos;


- uma busca por candidatos é feita pelas empresas a cada 21 segundos;


- há interesse em contratar candidatos a cada 10 segundos.

Ao cadastrar seu currículo aqui você recebe, entre outros serviços gratuitos, um diagnóstico personalizado da demanda do mercado. Quantas empresas visualizaram seu currículo nos últimos meses? Dessas, quantas se interessaram em fazer um contato com você? Qual a sua taxa de sucesso no período?

Além disso, você poderá atualizar seu currículo sempre que quiser. Assim, manterá sua empregabilidade sempre em alta. Se você necessitar, também pode adquirir serviços de avaliação de currículos, de competências e outros que a curriculum.com.br oferece com a preços a partir de R$ 29,90. "


Fonte: www.vocesa.com.br

sábado, 15 de agosto de 2009

Chegamos ao consenso - Gilberto Dimenstein

Nas últimas duas semanas foram lançados três ótimos livros sobre a educação no Brasil, escritos por gente que conhece a realidade das escolas dentro e fora do país. Os trabalhos mostram que, enfim, chegamos ao consenso, acima de partidos e ideologias: a questão essencial para o futuro de nossa educação é ensinar o professor a dar aula, cobrar resultados e premiar o desempenho.

É o que se extrai das obras "A Reforma Educacional de Nova York", de Patrícia Guedes e Norman Gall, do Instituto Braudell, "A Educação Básica no Brasil", de vários autores, e a " Vantagem Acadêmica de Cuba", de Martins Carnoy, economista e professor da Universidade de Stanford.

Constata-se que os professores poucos aprendem sobre como dar aula, não são supervisionados e, em geral, não são cobrados. Nas experiências que deram certo, segundo esses três livros, o professor é sempre acompanhado.

Possivelmente, o Brasil chegou, na educação, ao consenso que chegou para acabar com a inflação. Vai demorar muito tempo, mas, pelo menos, estamos no caminho.

*
O detalhamento desses livros está no meu site (www.dimenstein.com.br). Pelo site pode ser baixado, na integra, o texto sobre a reforma educacional de Nova York, com a comparação com as escolas brasileiras.

Gilberto Dimenstein, 52, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Cícero que se cuide !

Pelo e-mail de Cássio divulgado pela imprensa, Cícero que se cuide:

"Não tenho nenhuma decisão tomada sobre esta questão tao relevante para a vida de tanta gente. A política da Paraíba, lamentavelmente, voltou a ser usada para perseguir, discriminar e maltratar pessoas e até cidades. Até porque, por mais peso que eu possa ter, esta nunca será uma escolha individual. Tenho que conversar e ouvir muito para agir de forma correta. E temos tempo suficiente para isso. E não quero apenas disputar as eleições. Desejo vencê-las".

Um Tributo a Darcy Ribeiro

"Fracassei em tudo que tentei na vida ...
Tentei alfabetizar as crianças brasileiras, não consegui.
Tentei salvar os índios, não consegui.
Tentei fazer o Brasil desenvolver-se autonomamente e fracassei.
Mas os fracasso são minhas vitórias ...
Eu detestaria estar no lugar de quem me venceu."

Darcy Ribeiro

Mudar o País - Betinho

Reproduzo essa mensagem do Sociólogo Betinho porque ela representa o que eu penso e gostaria de tê-la proferido:

"Nós temos condições de mudar o país. Mas é preciso ter confiança wm que essa mudança vai partir de nós. Ela não vai cair do céu. Ela não vai ser feita pelos outros para nós. Ela vai ser feita de nós para os outros. E isso é para mim uma convicção muito profunda. Se a nossa geração, se nós que estamos vivos ainda decidirmos mudar o país, nós vamos acabar com a fome e com a miséria, nós vamos fazer um país democrático. Eu tenho a absoluta convicção disso. Tem só um "se", e o "se" é você. Se você decidir fazer isso acontecer."

Herbert José de Souza, o Betinho, Brasileiro, Sociólogo (1935-1997)

Vídeo Didático sobre Projetos de Lei

Vídeo institucional da Câmara dos Deputados sobre Projetos de Lei:

Durval engoliu o que disse ?

Após ser veiculada em vários veículos uma fala atribuída ao Vereador Durval Ferreira, contendo a possibilidade de o PP vir a apoiar a reeleição do governador José Maranhão, parece que o presidente foi chamado a desdizer o que havia dito.

Hoje, verificamos o vereador desfazendo o que teria dito, ratificando o apoio ao prefeito de João Pessoa na sua caminhada rumo ao Palácio da Redenção.

O que teria havido ? Será que ameaçaram cortar algumas benesses ? Por que será que Duda desdisse o que havia colocado antes ?

Com a palavra, o Senhor Presidente.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

É preciso enaltecer o gesto de Assis Almeida

Nesse caso do parecer do ex-procurador Marcelo Weick, na questão da multa do moinho, há um aspecto que eu não vi ninguém explorando: a coragem de Assis Almeida em defender a lisura e a transparência do processo, doa em quem doer.

Eu vi comentários sobre a briga por cargos, sobre a fogueira de vaidades e outras abordagens, mas ninguém discutiu a contribuição que um servidor que ocupa um cargo de confiança deu ao por em risco até o seu emprego para defender o seu ponto de vista e o interesse público.

É bem verdade que essa questão da multa também precisa ser mais aprofundada. Todos já ouviram falar ou sentiram na pele a ação nefasta de fiscais que criam dificuldades para vender facilidades. Não digo que é o caso, mas como tudo é possível nesse velho Brasil de guerra, é bom termos um pouco de cautela antes de condenar sem direito de defesa. Pelo sim, pelo não, cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém !

STJ garante nomeação de aprovado em concurso

Reproduzo matéria publicada no site do STJ sobre a decisão pela obrigatoriedade da nomeação dos aprovados em concurso público dentro do limite de vagas:

STJ garante que aprovados em concurso dentro das vagas terão de ser chamados

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) avançou na questão relativa à nomeação e posse de candidato aprovado em concurso público. Por unanimidade, a Quinta Turma garantiu o direito líquido e certo do candidato aprovado dentro do número de vagas previstas em edital, mesmo que o prazo de vigência do certame tenha expirado e não tenha ocorrido contratação precária ou temporária de terceiros durante o período de sua vigência.

O concurso em questão foi promovido pela Secretaria de Saúde do Amazonas e ofereceu 112 vagas para o cargo de cirurgião dentista. O certame foi realizado em 2005 e sua validade prorrogada até junho de 2009, período em que foram nomeados apenas 59 dos 112 aprovados.

Antes do vencimento do prazo de validade do concurso, um grupo de 10 candidatos aprovados e não nomeados acionou a Justiça para garantir o direito à posse nos cargos. O pedido foi rejeitado pelo Tribunal de Justiça do Amazonas com o argumento de que a aprovação em concurso público gera apenas expectativa de direito à nomeação, competindo à administração pública, dentro do seu poder discricionário, nomear os candidatos aprovados de acordo com sua conveniência e oportunidade, ainda que dentro do número de vagas previsto em edital.

O grupo recorreu ao Superior Tribunal de Justiça. Acompanhando o voto do relator, ministro Jorge Mussi, a Turma acolheu o mandado de segurança para reformar o acórdão recorrido e determinar a imediata nomeação dos impetrantes nos cargos para os quais foram aprovados.

Ao acompanhar o relator, o presidente da Turma, ministro Napoleão Nunes Maia, ressaltou que o Judiciário está dando um passo adiante no sentido de evitar a prática administrativa de deixar o concurso caducar sem o preenchimento das vagas que o próprio estado ofereceu em edital. Segundo o ministro, ao promover um concurso público, a administração está obrigada a nomear os aprovados dentro do número de vagas, quer contrate ou não servidores temporários durante a vigência do certame.

Em precedente relatado pelo ministro Napoleão Nunes Maia, a Turma já havia decidido que, a partir da veiculação expressa da necessidade de prover determinado número de cargos através da publicação de edital de concurso, a nomeação e posse de candidato aprovado dentro das vagas ofertadas transmuda-se de mera expectativa a direito subjetivo, sendo ilegal o ato omissivo da administração que não assegura a nomeação de candidato aprovado e classificado até o limite de vagas previstas no edital, por se tratar de ato vinculado.

Falando em nome do Ministério Público Federal, o subprocurador-geral da República Brasilino Pereira dos Santos destacou que, antes de lançar edital para a contratação de pessoal mediante concurso público, a administração está constitucionalmente obrigada a prover os recursos necessários para fazer frente a tal despesa, não podendo alegar falta de recursos financeiros para a nomeação e posse dos candidatos aprovados.




Site STJ / www.portalcorreio.com.br


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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Cubanos são melhores por causa dos docentes

Publico matéria do UOL, dando conta dos resultados melhores dos alunosmcubanos em comparação com os alunos brasileiros:

Alunos cubanos são melhores que os brasileiros porque seus professores sabem mais, diz pesquisador dos EUA

Simone Harnik - UOL - São Paulo

Avaliações internacionais revelam que o desempenho de estudantes cubanos em matemática e linguagem é bastante superior ao dos brasileiros. E, segundo o pesquisador da Universidade de Stanford Martin Carnoy, há uma razão para essa performance diferenciada na ilha de Fidel: lá a qualificação dos docentes é melhor e o envolvimento, maior.

"A causa principal [para Cuba se destacar nas provas] é que os professores têm mais domínio da disciplina e têm uma clara ideia de como ensiná-la", afirmou o pesquisador ao UOL Educação.

Carnoy estudou as diferenças nos sistemas de ensino do Brasil, de Cuba, e do Chile. Os resultados foram sintetizados no livro "A vantagem acadêmica de Cuba", publicado no Brasil pela Ediouro em parceria com a Fundação Lemann. Durante a última semana, o acadêmico ministrou palestras divulgando o trabalho no país.

A boa formação do magistério em Cuba é traduzida em alta cobrança aos estudantes - e isso cria um círculo virtuoso, já que os melhores alunos acabam se tornando professores no futuro. "Tudo isso acontece, porque o sistema apoia o professor, ensinando-o a lecionar", diz.

Segundo o norte-americano, no Brasil, a maior parte dos docentes não é formada nas melhores universidades - que, por sua vez, pouco abordam a didática das disciplinas. "Os professores brasileiros não são ensinados a ensinar o currículo. Eles estudam teorias e têm de aprender a lecionar na prática, o que não é um bom método", avalia.

Diretores envolvidos
Além disso, a função do diretor da instituição de ensino em Cuba, afirma o pesquisador, é bem definida: "Ele é responsável pelo nível de instrução de cada estudante. Os diretores sabem exatamente o que cada aluno está aprendendo, sabem o que acontece na escola e com a família". "No Brasil, este papel não é claro. Raramente os diretores visitam as salas de aula", acrescenta.

E o trabalho desse gestor na ilha é beneficiado pelo rigor de um conteúdo programático centralizado. "Em Cuba, não há diversidade no currículo. Em qualquer lugar do país, os estudantes devem aprender a mesma matéria ao mesmo tempo. Isso não acontece no Brasil, há muita diversidade nos currículos", opina.

A abertura no currículo e a falta de rigor sobre o que deve ser ensinado tornam-se mais preocupantes, associados ao fato de que os alunos brasileiros são dispersos e menos solicitados a realizarem exercícios individuais ou coletivos durante as aulas - eles passam pouco tempo em cada tarefa. Em seu estudo de campo, Carnoy verificou isso filmando aulas de matemática nos dois países.

"Os estudantes cubanos recebem uma folha para resolverem problemas. Depois do trabalho, eles discutem de verdade os erros. No Brasil, ainda há professores que passam a matéria na lousa. Os alunos são chamados para resolverem no quadro-negro e, se erram, os professores apagam e não debatem", relata. "É possível mudar essa situação, o que vai exigir muito esforço e vontade política."


Contexto social
O contexto social, de acordo com Carnoy, é outro fator relevante na análise das notas. "Cuba é uma sociedade centralizada e há grande ênfase na educação. O Estado garante que as crianças recebam uma boa educação e saúde", aponta.

O cuidado com a saúde cubano leva ainda a uma nutrição mais vigorosa do corpo discente. Além disso, diz Carnoy, em Cuba praticamente não existe trabalho infantil e violência escolar. As crianças estudam em um ambiente mais seguro e menos desigual que o brasileiro.

"O contexto social em Cuba é muito melhor para as crianças com baixa renda. No Brasil, 40% dos pobres ou muito pobres vivem em condições muito difíceis para aprenderem", diz.

Mas, não, Carnoy não apoia o regime político fechado e autoritário da ilha. "Valorizo a liberdade, e esta é uma questão a se pensar. Vivo em uma sociedade que é muito desigual - 25% das crianças norte-americanas vivem na pobreza e não têm liberdades. Já, em Cuba, os adultos têm poucas liberdades, mas as crianças têm o direito de crescerem saudáveis", relativiza.

domingo, 9 de agosto de 2009

Quem disso cuida, disso usa

Essa semana que passou, um vereador do PSB de João Pessoa fez acusações de que o governo Maranhão estaria usando as nomeações no governo do estado em troca de adesões. A expressão foi "conquistar adesões a canetadas".

"Quem disso usa, disso cuida", diz o ditado popular. O governo do PSB em João Pessoa é o campeão estadual de comprar apoio em troca de cargos.

Esse expediente foi utilizado na conquista de apoio na Câmara amplamente com aquela ideia do enxoval da adesão. Cada parlamentar que passasse a apoiar o governo, teria direito a nomear algumas dezenas de apadrinhados e mais outras regalias tais como: calçamento de ruas, reformas de casas, empréstimos no EMPREENDER etc.

Eu denunciei essa postura criminosa ao longo dos meus 4 anos de mandato. Só do meu gabinete, levaram mais de 10 em troca de salários maiores na PMJP.

Essa tática foi utilizada para comprar o passe de parlamentares, de sindicalistas, de jornalistas e quantos mais "istas" se possa imaginar !

sábado, 8 de agosto de 2009

As idas e vindas da política

Reproduzo matéria da Folha on-line sobre essas voltas que a política dá:

O trio: Lula, Sarney e Collor - Folha on-line

Lula, que detestava Collor, que odiava Sarney, que apanhou feito condenado de Lula e Collor. Candidato, Collor foi implacável, até cruel, contra o então presidente Sarney. Na oposição, Sarney aguardou a primeira esquina para tirar a revanche e foi o primeiro líder nacional a apoiar explicitamente o impeachment do já presidente Collor, seu algoz. Mas isso é coisa do passado...

Hoje, Lula e Collor viajam juntos e tramam juntos em palácio para salvar José Sarney no cargo de presidente do Senado. Quem se odiava agora se ama. Inimigos viraram íntimos amigos. Um trio de ouro. Ou de armas.

Nada, evidentemente, é por acaso. Lula precisa de Collor para aniquilar a CPI da Petrobras, já que a bancada do PT, manipulada e fragilizada pelo Planalto, não está dando para o gasto. E Lula precisa também de Sarney para garantir algum controle sobre o Senado e manter o PMDB fiel, a qualquer custo, à candidatura Dilma em 2010.

Sarney agarrou-se a Lula e a Collor por motivos óbvios: de "firmíssimo" (como disse na volta do recesso), ele não tem nada. Fragilíssimo, precisa de Lula como do ar para viver e precisa de Collor para a tropa de choque do plenário contra a oposição (oposição a ele, não apenas ao governo).

E Collor? Ele ressurge vigoroso, com um discurso inflamado, no mesmo estilo "bateu, levou" e aproveitando bem esse trampolim, que é a crise. Crise é o seu ambiente, ele sabe como é. Quanto mais crise, melhor para Collor. É o meio de voltar à luz, ao debate, ao palco nacional. Pelas mãos de Lula e Sarney, quem diria?

Na guerra que o país assiste ao vivo e em cores no plenário do Senado (nos bastidores, nem tudo o que parece é...), temos a tropa de choque de Sarney de um lado, com Collor, Renan Calheiros e Wellington Salgado, aquele neo-político da cabeleira. Do outro, Pedro Simon, Jarbas Vasconcelos, Cristovam Buarque na ofensiva pela renúncia. No meio, pedindo inutilmente bom senso, Sérgio Guerra. E, como alvo direto dos sarneysistas, Arthur Virgílio, com contas a pagar (ou já pagas, como diz) com Agaciel Maia.

A situação está no seguinte pé: o Senado é uma terra de ninguém, uma terra arrasada, onde nada que se plante dá. O Planalto monitorando a situação, com Lula agora agindo mais do que falando. A oposição, como sempre, mais perdida do que barata tonta.

E, enquanto isso, fica uma pergunta no ar: por que raios Lula se esgoela tanto contra a CPI da Petrobras, se quer tirar dela 80% da rentabilidade do pré-sal? Eu, hein! Fica parecendo que a defesa ferrenha não é exatamente da Petrobras. É do seu governo e da candidatura Dilma. Ou seja: dele mesmo, Lula. O presidente se jogou no centro da fogueira.

Eliane Cantanhêde é colunista da Folha, desde 1997, e comenta governos, política interna e externa, defesa, área social e comportamento. Foi colunista do Jornal do Brasil e do Estado de S. Paulo, além de diretora de redação das sucursais de O Globo, Gazeta Mercantil e da própria Folha em Brasília.

Reunião pedagógica: que espaço é esse ?

Com o reinício das aulas, muitas escolas têm se deparado com a necessidade de realizar as famosas reuniões pedagógicas. Com o intuito de ajudar na discussão do tema, reproduzo o texto que segue:

Reunião pedagógica: que espaço é esse?


*Marcelo Cunha Bueno


Deve ser um espaço coletivo, individualizado, ou ambos? Deve ser um espaço de reflexões ou de ações? Um espaço onde o pedagógico prevalece, ou o administrativo? Um espaço apressado ou vagaroso, generoso ou autoritário, burocrático ou dinâmico, de diferenças ou igualdades, de consenso ou de dissenso, de professores ou de "tios e tias", de formação e cultura ou de saberes técnicos? Que espaço é esse, afinal? Questões que rondam as cabeças de muitos educadores pelas escolas a fora de nosso país.

Não restam dúvidas de que a escola deve ser um espaço de formação. Uma formação que amplie o compromisso de atender aos segmentos de ensino propostos, mas também atinja a formação continuada de professores.

Professores precisam de orientação! São muitas funções e responsabilidades que lhes competem: estudantes, conteúdos, pais, MÃES, parceiros de trabalho, sem falar em planejamento, avaliação, registros e reuniões com os pais e mães. Ações que exigem um pensar mais vagaroso, um olhar compartilhado e companheiro.

Falar da prática em escola não é somente contar da rotina ou oferecer algumas ilustrações, é falar sobre o currículo ou proposta da escola. Nesse sentido, as reuniões pedagógicas são excelentes instrumentos de discussão sobre os diferentes discursos "falados" pela escola. Durantes as reuniões de grupo, fala-se demasiadamente das práticas, pensa-se muito no fazer, mas pouco se pensa sobre o pensar.

A reunião pedagógica é a cara que a escola resolveu mostrar aos professores. Nela, devem ser discutidas questões que reflitam os conteúdos e papel que a mesma desempenha para as famílias que atende. A reunião é espaço de encontro, de escuta, de trocas e de transformação. Informações que viram conhecimentos, palavras que viram documento, vivências que viram experiências, e planos que se concretizam.

As reuniões pedagógicas são responsáveis por formar um professor que fale com propriedade do que a escola pensa. Devem ser um espaço de debate e articulação clara entre as questões administrativas e as pedagógicas. É fundamental esclarecer quais são os aspectos que podem ser influenciados pelos dois campos para que se evitem discursos trocados e argumentos atravessados.

Devemos transformar o espaço de reunião pedagógica em, efetivamente, pedagógico, ou seja, transformador, de educação. Devemos perseguir a formação, a transformação, o grupo, a indagação e os desafios colocados por nossa profissão.

Sejam quais forem as caras que a sua reunião pedagógica tenha, uma coisa não se deve abrir mão: da generosidade de falar aos ouvidos daqueles que escutam as suas palavras, pois, no mínimo, o que se ganha com esses espaços é o tempo, que constrói uma cultura coletivizada de um grupo de educadores. Reunião pedagógica é espaço de implicação!


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Dicas para elaborar um bom currículo

Transcrevo artigo da Revista Época sobre Dicas de como preparar um bom currículo:

Cuidados com o currículo são essenciais. Ele é o primeiro contato com um possível empregador. "Nesse caso, a primeira impressão é a que fica", diz Daniela Lemos, coordenadora de Serviços de Apoio à Carreira da Catho. Aqui, ela dá dicas para o currículo perfeito.

ESTÉTICA E FORMATO
A estética é um critério selecionador. Passa a impressão de que a pessoa é organizada e isso atrai mais a atenção do empregador. Tem que ser um documento limpo. Nada de colocar muito negrito e letras coloridas ou muito grandes. Evite itálico também. Esse recurso só se utiliza para termos em outras línguas.

Os dados pessoais devem estar sempre no topo da primeira folha. Quando esses dados são deixados para o final, muitos selecionadores nem terminam de ler o currículo.

A formação profissional também deve ser destacada. Em relação aos cursos de idiomas é importante citar aqueles realizados no exterior, que são considerados diferenciais. Para cursos realizados no Brasil, mesmo que as escolas sejam boas, não há a necessidade de citar as instituições. Mencionar a vivência no exterior também é interessante.

Muitas pessoas gostam de colocar no currículo que são "dinâmicas" e "pró-ativas". São características muito subjetivas. Não há como o selecionador avaliar isso por meio do currículo. Isso pode ser falado na entrevista, mas sempre exemplificando com aspectos profissionais.

O currículo deve ser entregue em uma folha branca apenas. O mais simples possível. Nada de pastas ou envelopes, nem folhas coloridas. O tamanho ideal é uma folha para profissionais em início de carreira. Para cargo de gestão, já se admitem duas folhas, mas com as informações limpas. Para nível de diretoria, são admitidas três folhas, mas são casos muito raros .

SEJA OBJETIVO
Blocos de texto muito grandes são inadequados. A função do currículo é levar a pessoa à entrevista de emprego. Os empregadores recebem um volume grande de currículos por dia, então dispõem de pouco tempo para identificar os profissionais adequados às vagas disponíveis.

O CURRÍCULO NÃO É AUTOBIOGRAFIA
É indicado colocar os 10 últimos anos de experiência profissional. Com esse período, o selecionador terá uma idéia do desenvolvimento desse profissional. O que ele fez anteriormente não é fundamental. Mas há exceções. Por exemplo: uma pessoa atuava numa determinada área e agora pretende retornar. Para os cursos, serve a mesma receita. Só os mais atuais e os que estejam realmente relacionados aos pré-requisitos da vaga.

FOTOGRAFIA
O mais indicado é enviar fotos se for solicitado. A aparência da pessoa não será avaliada, a não ser que seja para área de eventos, por exemplo. Se solicitada, a fotografia deve ser de tamanho 5x7, do rosto e ombros, e a pessoa deve estar vestida formalmente. Fotos informais não são bem-vindas.

CARTA DE APRESENTAÇÃO
Funciona como um abridor de portas. Quando não se sabe se há vagas numa empresa, é aconselhável enviar uma carta de apresentação. Ela deve ser muito breve. No máximo 4 parágrafos de 4 linhas. É interessante mencionar os dados mais relevantes e diferenciais na carreira. Por exemplo, se um profissional conseguiu reduzir custos de uma empresa. Se o envio do currículo for por e-mail, é indicado mandar a carta no corpo da mensagem.

A HORA DA ENTREGA
A maioria das empresas prefere o recebimento de currículos por e-mail. A busca de empregos pela internet é a mais eficaz, otimiza o tempo, facilita a organização e não ocupa espaço. Mas não há nada contra enviar o currículo impresso. E também não é necessário colocar o título Curriculum Vitae. Nós já sabemos a função desse documento, então não é preciso nomeá-lo.

Não é aconselhável mandar currículos diretamente para os altos cargos da empresa. O presidente de uma empresa, por exemplo, não é responsável pela contratação de funcionários. O mais indicado é enviar para o RH e para algum profissional de sua área de atuação.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Será que essa turma da merenda é mafiosa ?

Reproduzo matéria publicada na Folha de São Paulo sobre a famigerada licitação da merenda:

Documentos da licitação da merenda escolar somem em SP
da Folha Online


A Prefeitura de São Paulo criou nesta semana uma comissão para investigar as circunstâncias do sumiço de documentos originais da licitação para contratar novos fornecedores de merenda escolar, revela reportagem de Alencar Izidoro publicada na edição desta quinta-feira da Folha de S.Paulo (a íntegra do texto está disponível para assinantes do jornal e do UOL).

A avaliação da Secretaria Municipal da Educação é que o desaparecimento não prejudica a licitação porque os dados foram preservados por meio de cópias ou de arquivos de computador.

A reportagem mostra que os papéis faziam parte do processo formal do pregão --cujo valor das propostas vencedoras atinge R$ 36 milhões por mês-- e a responsabilidade por sua guarda é do município.

O pregão da merenda já é alvo de contestação pela Promotoria. Na última terça-feira (4), o Ministério Público Estadual entrou com uma ação na Justiça pedindo que seja proibida a terceirização da merenda escolar na cidade. Para o promotor Sílvio Marques, do Patrimônio Público e Social, há fortes indícios de que "foi montado um esquema de pagamento de propina e cartelização do serviço de merenda escolar desde 2001".

Reportagem publicada pela Folha nesta quarta mostra que o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e seu antecessor, o hoje governador José Serra (PSDB), negaram a existência de um esquema de propinas para manutenção de contratos de merenda escolar em suas gestões.


Nossa Opinião: Esse pessoal da merenda de lá é o mesmo de cá ???

TJ rejeita por unanimidade ação contra Paiva

Reproduzo matéria publicada no portal www.hermesdeluna.com.br:

TJ rejeita pedido de condenação do ex-presidente da Câmara de João Pessoa, Severino Paiva
04/08/2009 às 19:08


A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, por unanimidade, rejeitou um pedido de apelação movido pelos advogados do ex-secretário das Finanças da Prefeitura de João Pessoa, Gervásio Maia, e de sua esposa, Ana Berenice Massa Mariz Maia para condenar o ex-vereador professor Paiva, sob alegação que o então vereador tinha usado veículos de comunicação para fazer acusações de práticas de supostas irregularidades administrativas em denúncia sobre o chamado escândalo do lixo em João Pessoa.

No dia 11 de setembro de 2007, o vereador Severino Paiva, usando a tribuna da Casa, segundo os autos, acusou e Gervásio Maia de ter utilizado sua influência política e administrativa “para beneficiar um sobrinho seu, Fábio Mariz Maia, proprietário da Líder Limpeza Urbana, com 40% da coleta de lixo da Capital paraibana.

Para aos advogados da família Maia, foi visível o caráter calunioso, difamatório e injurioso das afirmações do ex-vereador, na sessão de 11 de setembro.influência.

Na sentença de fls. 316/318, o Juízo da 5ª Vara Criminal de João Pessoa rejeitou a queixa-crime, por entender que, tendo sido as frases proferidas da tribuna da Câmara Municipal, no exercício do munus de vereador, estaria professor Paiava acobertado pela imunidade parlamentar, conforme o artigo 29, VIII, da Constituição Federal.

Citando jurisprudências do Supremo Tribunal Federal (STF) e Superior Tribunal de Justiça (STJ), o desembargador-relator disse que o simples registro, por órgão jornalístico eletrônico, de trechos de palavras proferidas por vereador contra a administração municipal, sem qualquer comentário ou impressão pessoal difamatória, caluniosa ou injuriante à pessoa alvo das críticas, “não extrapola os limites do direito à publicação, afastando, assim, a caracterização de crime contra a honra. Nesse passo, está absolutamente correta a decisão que rejeitou a queixa-crime, razão por que nego provimento”.

Entenda o Caso

O contrato da Prefeitura Municipal deJoão Pessoa para coleta de lixo na capital paraibana foi questionada e denunciado como suspeito pela oposição na Câmara de Vereadores de João Pessoa em 2007. No ano seguintes, de acordo com reportagem do jornbal Folha de São Paulo, as empresas investigadas pela Polícia Federal na Operação Hígia por supostas fraudes em licitações no governo do Rio Grande do Norte também mantêm contratos suspeitos com a capital do Estado e João Pessoa (PB), administradas pelo PSB. Uma delas é a Líder Limpeza Urbana, cujos sócios são Mauro Bezerra, preso na ação da PF, em João Pessoa (PB), e Alexandre Maia. Lauro Maia, filho da governadora Wilma de Faria (PSB), e preso na ação, é parente "distante" de Alexandre Maia, segundo seu advogado, Erick Pereira.

A Líder atua em João Pessoa desde 2005, quando o atual prefeito, Ricardo Coutinho (PSB), assumiu o cargo. Nessa capital, o Ministério Público Estadual abriu, em 2007, procedimento com denúncia-crime contra Coutinho, o ex-superintendente da Emlur (Autarquia Municipal Especial de Limpeza Urbana) Alexandre Urquiza e os representantes da Líder, por dispensa de licitação.

Conforme a denúncia, a Líder conquistou em João Pessoa cerca de 30% dos serviços de limpeza a partir de uma "cessão parcial de direitos e obrigações [...] sem instaurar procedimento administrativo preliminar".

Um funcionário de uma empresa de limpeza que até 2004 era a única prestadora de serviços da capital paraibana afirmou, em documento registrado em cartório e anexado pela procuradora-geral de Justiça do Estado, Janete Ismael, à denúncia, que houve prévio ajuste entre Líder e prefeitura.

Em 2007, a Líder venceu pela primeira vez uma concorrência pública em João Pessoa, que chegou a ser suspensa temporariamente.

No ano seguinte, a Promotoria elaborou ação contra a Emlur, hoje responsável por 10% dos serviços, para que ela assumisse todos os serviços públicos na capital, sem terceirizar os serviços.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Sindicatos alugam manifestantes a R$40 em Brasília

Transcrevo matéria da Folha de São Paulo do jornalista Josias de Souza sobre a arregimentação paga de manifestantes:

"A NCST (Nova Central Sindical), que diz representar 12 milhões de trabalhadores, desenvolveu um inusitado método de organização de manifestações.

Para encher a Esplanada dos Ministérios, recorre a “manifestantes” de aluguel. Recruta-os na periferia de Brasília. Remunera-os a R$ 40 por cabeça.

Deve-se a revelação aos repórteres Rodrigo Haidar e Filipe Coutinho.

Descobriram que, por R$ 80 mil, pode-se arrastar 2 mil pessoas até a porta do Congresso (leia).

Os protestos remunerados da Nova Central Sindical são organizados em parceria com uma de suas filiadas, a Contratuh (Confederação Nacional dos Trabalhadores).

Em contatos com a Contratuh, Haidar e Coutinho expressaram o desejo de organizar uma manifestação sob o lema “Fora Sarney”.

Ocultando dos interlocutores a condição de jornalista, a dupla logrou desvendar os segredos da indústria de agenciamento de protestos.

Desembolsando-se a quantia exigida, consegue-se alugar em Brasília pessoas dispostas a defender ou atacar a tudo e a qualquer um."

Nossa opinião: essa prática já é comum aqui em João Pessoa há muito tempo. Muita gente faz isso e até usando dinheiro público para pagar a participação, a refeição e o transporte ! Na votação da criação da Secretaria de Habitação, em 2005, o uso da máquina foi brutal. Na época, nos denunciamos , mas quem deveria apurar fez corpo mole.

Que será que a posição das mensagens quer dizer?

Durante a leitura do Jornal Correio da Paraíba de hoje, 05/08/2009, verifiquei várias mensagens de parabenização pela passagem dos 424 anos da cidade de João Pessoa. Prefeitura, Estado, deputados, vereadores e empresas. É um sinal que a área comercial do veículo trabalhou bem.

Porém, um detalhe chamou-me mais a atenção: a localização das duas principais mensagens de parabéns. Em minha avaliação, as duas mensagens mais significativas, por ordem de importância, são a do Governo do Estado e a da Prefeitura de João Pessoa. A mensagem da Prefeitura está posta no melhor lugar dentro do jornal: a segunda página ! A mensagem do governo do estado está apenas na sétima página.

Uma mensagem posta na segunda em comparação com outra na sétima página significaria uma opção do veículo pela candidatura do MAGO ou só um deslize da secretária de comunicação do estado, Lena Guimarães ?

Vale lembrar que Lena era a toda poderosa do Jornal Correio antes de assumir a secretaria do Estado. O seu posto foi assumido por Walter Galvão, ex-secretário da prefeitura de João Pessoa.

Todos sabemos que o Jornal Correio é um veículo de comunicação que faz opções, que toma partido. A história mais longíqua e a mais recente demonstram isso. Wilsom Braga e Cássio Cunha Lima que o digam. Burity e Maranhão também puderam atestar, embora diferentemente dos dois primeiros, com o veículo trabalhando a favor.

Até pouco tempo, era notória uma certa divisão dentro do veículo com os seus principais quadros divididos entre defensores de Maranhão e de Ricardo Coutinho. Alguns com posições a favor e contra bem claras e com posturas inconcebíveis até pouco tempo atrás.

Não sei se a licitação da comunicação do estado ainda não realizada tem a ver com as posições das mensagens. Não sei se outras informações privilegiadas possam estar definindo alguma tomada de posição ao invés de ficar em cima do muro. Não sei se foi uma mera obra do acaso, mas acredito que é bom o pessoal de Maranhão começar a botar as barbas de molho !

terça-feira, 4 de agosto de 2009

TJ rejeita ação contra Professor Paiva

Reproduzo matéria veiculada nesta data pelo portal WSCOM sobre decisão do TJ a nosso favor:

TJ rejeita Ação Criminal contra Professor Paiva movida por esposa de Gervásio Maia

A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça rejeito, por unanimidade, o pedido de apelação movido pelos advogados do ex-secretário das Finanças da Prefeitura de João Pessoa e ex-deputado estadual, Gervásio Maia, e sua esposa, Ana Berenice Massa Mariz Maia, contra o ex-vereador da Capital, professor Paiva.

Em primeira instância, o casal tinha movido uma queixa-crime contra o ex-vereador.

O parlamentar foi acusado de usar órgãos de imprensa para tecer acusações de práticas de supostas irregularidades administrativas e supostos crimes atribuídos ao falecido secretário.


Segundo o voto do relator da apelação criminal, desembargador Joás de Brito Pereira Filho, com base nas informações da peça inicial do processo, na sessão da Câmara dos Vereadores do dia 11 de setembro de 2007, o vereador Severino Paiva, usando a tribuna da Casa, disse que Gervásio Maia teria utilizado de sua influência política e administrativa “para beneficiar um sobrinho seu, Fábio Mariz Maia, que, segundo o querelado, seria titular de 50% da empresa Líder Limpeza Urbana, a qual teria sido beneficiada com 40% da coleta de lixo da cidade de João Pessoa”.

Conforme o querelante, “é visível o caráter calunioso, difamatório e injurioso das afirmações do querelado, porquanto aponta o pai e esposo dos querelantes como praticante de crimes de corrupção mediante uso de tráfico de influência”.

Na sentença de fls. 316/318, o Juízo da 5ª Vara Criminal de João Pessoa rejeitou a queixa-crime, por entender que, tendo sido as frases proferidas da tribuna da Câmara Municipal, no exercício do munus de vereador, estaria o querelado acobertado pela imunidade parlamentar, conforme o artigo 29, VIII, da Constituição Federal.

Citando jurisprudências do Supremo Tribunal Federal (STF) e Superior Tribunal de Justiça (STJ), o desembargador-relator disse que o simples registro, por órgão jornalístico eletrônico, de trechos de palavras proferidas por vereador contra a administração municipal, sem qualquer comentário ou impressão pessoal difamatória, caluniosa ou injuriante à pessoa alvo das críticas, “não extrapola os limites do direito à publicação, afastando, assim, a caracterização de crime contra a honra. Nesse passo, está absolutamente correta a decisão que rejeitou a queixa-crime, razão por que nego provimento”.

Da redação com assessoria
Wscom Online

Brasil: o país do desperdício

Outro dia em meio a uma viagem aérea, percebi a grande quantidade de comida que os passageiros deixavam em suas bandejas durante o serviço de bordo. Interpelei a aeromoça indagando-lhe sobre a destinação que era dada aqueles pãezinhos, biscoitos, saladas e demais alimentos que compunham as refeições de bordo. Para meu espanto, ela respondeu-me com naturalidade: “jogamos fora”.

E eu retruquei imediatamente: por que não doar a uma comunidade pobre ou a uma instituição de caridade ? Ela novamente com toda elegância e polidez justificou: “era o que fazíamos, mas uma dessas pessoas que recebiam as doações processou a companhia por doar comida estragada”.

Observei que toda essa comida distribuída a bordo tem uma data de fabricação e outra data limite para o consumo afixadas em suas embalagens, restando apenas ao consumidor observar as datas antes de ingerir os alimentos.

Pensei na festa que seria a chegada desses alimentos em uma comunidade carente de João Pessoa. As mães, os pais, as crianças todos ansiosos por receber alguma coisa para tirar a barriga da miséria.

Será que a fome e o analfabetismo da maioria deles permitiriam entender o que é prazo de validade ? E se o consumo desses alimentos fosse feito após esse prazo de validade, de quem seria a responsabilidade ?

Haveria um reclamante ávido por amealhar alguma renda compensatória, talvez única ou até um “toquinho” a mais, sendo é claro prontamente assistido por um advogado cheio de “boas intenções percentuais” em favor do próximo cliente e dele mesmo.

Fiquei imaginando o resultado da ação movida pelo consumidor contra a empresa doadora. É provável que graças a um Poder Judiciário cônscio de suas obrigações, a empresa que pensava estar fazendo uma boa ação tenha sido condenada a indenizar o reclamante analfabeto e faminto em alguns milhares de reais.

É ... no país onde milhões passam fome, fazer uma boa ação pode render dores de cabeça e também pese no bolso.

O Brasil não precisa ser o campeão da corrupção

As estatísticas de vários organismos internacionais apontam o Brasil o Brasil como um dos campeões da corrupção mundial. É um título do qual nos envergonhamos. Em nosso entendimento, as origens desse problema estão na ignorância, que campeia entre nós, na falta de espírito cívico da maioria da nossa população e nas práticas políticas dos nossos dirigentes.

A ignorância do brasileiro está associada ao descaso para com a educação em nosso país, que é retratado pela baixa remuneração paga aos nossos docentes, pela péssima estrutura das nossas escolas e pelos parcos recursos destinados à educação em nosso país.

O Brasileiro não tem o hábito de envolver-se nas questões maiores da nação, preferindo olhar as coisas pela ótica individual ao invés de priorizar a coletividade.

A política no Brasil é feita levando-se em conta o próprio umbigo. Caracterizam-na a troca de favores, o corporativismo, o fisiologismo e a corrupção. Infelizmente, ainda prevalece o lema "rouba, mas faz" do Ademar de Barros. Para nosso dissabor, as denúncias contra o Senado, casa maior da atividade política no Brasil, estão no nosso cotidiano.

"Eu tenho um sonho", como disse Martin Luther King. Um sonho de um Brasil potência e que acolha a todos os seus filhos. De um Brasil maior, mais justo e mais honesto. Para isso, precisamos valorizar a educação, participar mais das questões nacionais e votarmos certo.