sábado, 31 de dezembro de 2011

SUGESTÕES PARA MELHORAR O TRÂNSITO NOSSO DE CADA DIA

Tenho abordado o tema trânsito de forma recorrente em algumas das minhas reflexões nos últimos anos por uma simples questão de necessidade e também pela vontade de contribuir como cidadão cônscio das suas responsabilidades. Além do mais, sou do tempo em que nos gabávamos de termos um dos melhores trânsitos do Brasil, o que nos permitia exercermos livres e facilmente o nosso direito constitucional de ir e vir.

Historicamente, a indústria automobilística sempre teve muito espaço político dentro dos governos no Brasil, obtendo muitas facilidades para produzir e vender seus produtos aos brasileiros. Esses recordes sucessivos de produção, flexibilidades para financiamento e o apelo publicitário têm inundado as nossas ruas de carros, trazendo consigo as agruras do trânsito caótico que vivenciamos na maioria das nossas cidades.

No sentido contribuir com a melhoria do nosso trânsito, sugiro algumas medidas que podem ser adotadas para viabilizar a melhoria do fluxo de veículos em nossas ruas:

1) realizar os consertos das ruas nos horários noturnos para evitar os transtornos causados por esses reparos nos horários de maior fluxo de veículos;
2) implantar semáforos mais modernos, inteligentes e sincronizá-los de tal forma a reduzir o tempo perdido pelos veículos nos chamados sinais “burros”, que ficam abertos para as ruas sem trânsito e fechados para aqueles com carros circulando;
3) introdução de faixas exclusivas para ônibus nas vias em que possível fazê-lo, permitindo a circulação preferencial dos veículos de transporte de massa;
4) restringir o fluxo de caminhões em determinadas e vias e horários para evitar o consumo excessivo de espaço físico pelos grandes veículos;
5) criar programas de estímulo ao uso compartilhado de veículos pelas pessoas que moram no mesmo bairro e têm percursos e horários comuns;
6) instituir pedágios para acesso a determinadas áreas da cidade com problemas de fluidez no trânsito durante os dias de semana;
7) estimular as caminhadas e o uso de bicicletas através de campanhas publicitárias e programas de redução de impostos;
8) aumentar o IPVA dos veículos em função do tamanho do veículo, estimulando a opção por veículos menores;
9) adotar modernos recursos de TI - Tecnologia da Informação para ajudar no gerenciamento do trânsito em nossas cidades (GPS, softwares de otimização etc.);
10) incrementar a interligação entre os veículos particulares e os terminais de integração de forma que se possa estacionar os veículos em estacionamentos localizados próximos a esses terminais e fazer uso do veículo de transporte de massa para realizar o trajeto maior até o trabalho e/ou a escola;
11) profissionalizar a gestão do trânsito de tal forma a termos profissionais especializados e experientes em gestão de transporte e tráfego urbano e não as nomeações meramente políticas, que são tão usuais.

Essas sugestões têm a intenção de despertar a discussão e a reflexão em torno desse problema que nos tem afligido na saída e na volta para casa. E enquanto os nossos gestores não fazem a sua parte, nós, cidadãos, podemos dar uma forcinha nesse processo.

E você tem feito a sua parte ?


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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

AS HABILIDADES MAIS EXIGIDAS PELAS EMPRESAS NA ÁREA DE TI

Se você é estudante ou profissional da área de TI (Tecnologia da Informação), fique atento aos requisitos exigidos pelas empresas na hora de contratar profissionais nessa área. O Departamento Nacional do SENAI em conjunto com o SENAI/PE, publicaram, recentemente, uma pesquisa feita com empresas nordestinas, notadamente, no estado de PE, assinalando as habilidades desejadas pelas empresas para preenchimento de seus quadros na área de Informática. São elas:

1. VOIP – Voz sobre IP;
2. WEB design (Corel, Photoshop etc);
3. Desenvolvimento de Sistemas;
4. Desenvolvimento de aplicações WEB;
5. Desenvolvimento em plataforma e arquitetura JAVA;
6. Linguagem JAVA;
7. Ferramenta de suporte e gerenciamento de Projetos;
8. Operador de Rede de Acesso (ORA);
9. Operador de Linhas de comunicação óptica (Fibra ótica);
10. Operador de linhas digitais de Comunicação de Dados;
11. Recuperação e Avaliação de redes óticas;
12. MS-Project;
13. Administração de Bancos de dados;
14. Administração de Redes;
15. Fibra ótica e sistemas óticos (emendas, conectores, instrumentos);
16. Infraestrutura de TI;
17. Montagem e configuração de redes LAN;
18. Segurança de Redes de Computadores (recursos, ferramentas e gerenciamento);
19. Desenvolvimento de Bancos de Dados (SQL, Oracle, DB2, Acess etc.);
20. Informática – conceitos, recursos e aplicações.

Todas essas habilidades tiveram acima de 40% dos gestores de empresas entrevistados afirmando que essas habilidades eram muito necessárias às suas empresas. Do item 1 ao 6, foram avaliados em 57,1% como muito necessárias e os demais itens avaliados em 42,9% como muito necessários.

Sabendo disso, mãos aos livros e computadores em busca do conhecimento, que, literalmente, vale ouro por esses dias.



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domingo, 16 de outubro de 2011

OS SETE PECADOS CAPITAIS DAS OBRAS NO BRASIL

A Revista EXAME desse mês traz um suplemento tratando sobre as maiores obras de infraestrutura em execução em nosso país. Interessante destacar um artigo da jornalista Alexa Salomão, abordando os sete pecados normalmente encontrados nessas obras. Vou resumi-los, mas sugiro a leitura desse exemplar da Exame, que está imperdível.

1)Avareza: os empreiteiros/fornecedores costumam praticar a mesquinheza na hora de executarem os serviços para os quais foram contratados. Cita-se um caso de um fornecedor que cobrava R$ 55,00 para cada metro cúbico de brita entregue na obra que lhe custava R$ 22 reais e ainda cobrava pelo transporte que era feito pelo prórpio governo.

2)Inveja: o uso de oportunidades de denunciar supostas irregularidades, tal como a delação premiada, quem perde a licitação pode embargar a obra e criar problemas para quem ganhou a licitação.

3)Gula: a maior irregularidade nas obras para o governo é a prática de sobrepreço, sendo citado que em 2010, o TCU identificou cerca de 2,5 bilhões em possíveis irregularidades neste quesito.

4)Preguiça: os prazos de execução das obras públicas dificilmente são obedecidos, havendo casos de obras que se arrastam há mais de uma década. A Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 vão ser um desafio para esses preguiçosos contumazes.

5)Luxúria: as relações nada republicanas praticadas entre funcionários públicos e empreiteiros são históricas, sendo denunciadas todos os dias desde o início da história do nosso país. Em nosso estado, tem muita gente que enriquece em pouco tempo depois de entrar no governo, saindo da periferia para a beira-mar muito rapidamente sem maiores justificativas.

6)Soberba: a mania de grandeza faz com que surjam projetos faraônicos, desnecessários e com orçamentos grandiosos, sendo importante lembrar que qunto maior o projeto, maior a possibilidade de o gestor e sua equipe levarem um “toco”.

7)Ira: o andamento de determinadas obras é prejudicado por brigas intermináveis na justiça por conta das mágoas geradas durante os processos licitatórios e por acordos descumpridos. Nesse quesito podemos citar as denúncias de meliantes insatisfeitos com os esquemas que passam denunciá-los de forma sistemática, precisando de benzedura até com galho de Arruda.

Qualquer semelhança com personagens da nossa vidinha cotidiana, terá sido mera coincidência e fertilidade do imaginário do leitor.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Inflação, juros, memória inflacionária e a mídia

As pressões sobre o governo Dilma Roussef para manter a taxa SELIC no atual patamar de 12% é enorme e conta com um grande apoio, principalmente, da grande mídia nacional. O governo Lula ameaçou colocar os juros em níveis civilizados, mas não conseguiu ao longo dos seus 8 anos de governo e grandes índices de aceitação. Por que será? Você já parou para pensar sobre essa questão ?

O brasileiro de média idade tem a lembrança amarga da convivência com a inflação, aliás, hiperinflação. Chegamos a ter índices mensais da ordem de 84% ! Ninguém sabia ao certo o preço das coisas. As maquinetas de remarcação estavam o tempo todo rondando as prateleiras dos supermercados, gerando verdadeiras batalhas entre os clientes e os funcionários responsáveis pela remarcação. O brasileiro sabe bem o que é conviver e sofrer com uma inflação mensal de alguns dígitos, fazendo com que tenhamos uma memória inflacionária muito viva.

Recentemente, esse trauma é usado para chantagear a população e o governo para que sejam mantidos os níveis da taxa SELIC, que remunera o capital dos grandes bancos, detentores dos títulos da dívida pública do governo brasileiro. Os bancos têm interesse em uma SELIC alta porque isso garante uma grande e boa rentabilidade de bilhões de reais todos os meses, remunerando capital emprestado. O governo vem mantendo uma receita de efetivar um superávit primário na casa de 3,5% do PIB, totalizando só este ano algo em torno de R$ 90 bilhões de reais destinados ao pagamento de juros da dívida.

Nos EUA, cobra-se 0,25% (zero, vinte e cinco por cento) ao mês de juros para os empréstimos concedidos. Uma taxa SELIC de 12% com uma inflação na casa de 6%, contabilizando uma taxa de juros reais na casa de 6% ao mês, totalizando juros simples de 144% ao ano, totalizando uma relação a maior de mais de 500 vezes para nós, fazendo com que os bancos brasileiros estejam entre os mais rentáveis do mundo. Se analisarmos as taxas do cheque especial, do crediário ou dos cartões de crédito, a relação será ainda muito maior.

Quando o Banco Central sinaliza baixar os juros, imediatamente são pautadas, na grande mídia, reportagens sobre os riscos de alta da inflação e a superação das metas inflacionárias inicialmente previstas. Passamos, pelo menos, uma semana sendo bombardeados pelas reportagens e análises dos economistas dando conta do risco do recrudescimento do fantasma da hiperinflação no Brasil, deixando-nos pensar o quanto pesa no orçamento das grandes empresas midiáticas a verba publicitária dos grandes bancos com as suas belas e constantes campanhas.

A inflação tem sua origem no consumo alto e na incapacidade de atender a demanda cada vez mais crescente, mas precisamos reagir. O que você está fazendo para evitar a volta da inflação ? Eu, por exemplo, já deixei de comprar o coco verde na praia porque subiu de 1 para 2 reais por conta da iminência da chegada do verão. Outra medida dessa cruzada pessoal foi trocar de salão no corte de cabelo por conta de um aumento de 25%, tendo encontrado outro profissional no qual pago menos do que pagava antes do aumento. Faça a sua parte, já.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

NO JOGO DE INTIMIDAÇÃO À OPOSIÇÃO, VALE TUDO.

É pública e notória, pelo menos para os mais vivazes observadores, a prática dos governos do PSB de tentar intimidar e desmoralizar os membros das bancadas de oposição na casas legislativas nos âmbitos federal, estadual e municipal.

Essa prática foi inaugurada na gestão do MAGO em João Pessoa e vem sendo posta em prática desde 2005 em larga escala. Eu mesmo fui vítima ao longo dos meus quatro anos de mandato na Câmara de João Pessoa. Denunciei no plenário mais de uma vez, com provas, mas não consegui ser ouvido pelas autoridades “competentes”. Numa dessas vezes, apresentei alguns releases “assinados” eletronicamente por um jornalista ocupante de alto cargo de confiança na SECOM do município. Os textos eram imediatamente reproduzidos nos grandes veículos por conta da força da verba de comunicação da prefeitura pessoense. Para dar mais credibilidade aos testos, inventaram até uma falsa entidade chamada UNIÃO DAS ENTIDADES DA PARAÍBA, que, na época, sequer existia.

Recentemente, a cidade de João Pessoa foi inundada por placas de outdoors com as fotos dos deputados da bancada de oposição na assembléia legislativa que ousaram fazer a discussão do projeto de permuta dos terrenos enviado pelo “Deus Sol” para aprovação. Não vejo nada de desabonador em cobrar prazo e explicitação da finalidade da permuta para construção do shopping de Mangabeira. Essa de acreditar na palavra do empresário e do governado é conversa para “boi dormir”, afinal, de boas intenções o inferno está cheio.


Essas placas são apenas a ponta do iceberg. Muitos “profissionais da imprensa”, se é que podem ser chamados assim, já vêm trabalhando sistematicamente para prejudicar a imagem dos adversários do regime ditatorial, usando espaços bancados pelo governo em rádios, jornais, portais e outros meios.

Alguns deputados têm aventado a idéia de abrirem uma CPI para investigar a fonte de financiamento da campanha de outdoor “patrocinada” pelo Fórum em Defesa de Mangabeira, que assumiu a paternidade da idéia de estampar as fotos dos parlamentares da oposição que só estavam cumprindo com o seu papel. Na minha humilde opinião, é pura perda de tempo. Não vejo dificuldade nenhuma em “arranjar” cobertura para esse pagamento desses quase vinte mil reais. No Brasil, o staff dos gestores têm resolvido coisas muito mais complexas e difíceis de explicar, imagine só a bagatela de vinte mil para umas plaquinhas! Além disso, o faturamento de outdoor é feito para mais de 30 dias, dando tempo de fazer os ajustes necessários.

Um aspecto curioso dessa história é a trajetória política de alguns membros do tal Fórum. São figurinhas carimbadas do meio político, useiros e “vezeiros” de ocuparem espaços para si e para os seus nos gabinetes parlamentares e nos governos, incrivelmente nos mais amplos espectros ideológicos.

Fazer oposição é uma faixa de atuação política perigosa na Paraíba, principalmente quando os intolerantes estão no poder !

sábado, 30 de julho de 2011

SUGESTÕES PARA OS CANDIDATOS A PREFEITO DA MINHA CIDADE

Estamos começando as discussões em torno da sucessão municipal para o quadriênio 2013-2016 e como cidadão de João Pessoa, apresento algumas sugestões de medidas que julgo interessantes para uma boa gestão na administração da nossa cidade nos próximos anos. Esclareço que são apenas algumas idéias que fazem parte de um conjunto muito maior que venho trabalhando há algum tempo, naturalmente, aceito sugestões e ponderações.

ADMINISTRAÇÃO:
·Tratamento equânime e respeitoso ao servidor público evitando a atual política do apadrinhamento e privilégios;

·Moralização das licitações evitando as manipulações e escândalos constantes, que tem sido a tônica das últimas gestões;

·Antecipação do pagamento do 13o salário para o mês de aniversário do servidor, se assim desejar;

·Concessão de premiação por avaliação positiva e produtividade;

·Remuneração digna para aumentar a produtividade;

·Redução do número de secretarias municipais com a extinção de secretarias desnecessárias que só servem para cabides de empregos e geração de despesas para o município;

EDUCAÇÃO:
- Por a qualidade de ensino acima de tudo;

- Implantar a progressão continuada, evitando a reprovação pura e simples do aluno, dando oportunidade para que se trabalhasse as suas deficiências em um período maior que o ano letivo;

- Criação do Conselho Municipal da Merenda Escolar com a participação do conselho tutelar, ministério público, associações de bairros, alunos, pais e mestres;

- Autonomia para as escolas adquirirem os ingredientes da merenda no próprio bairro;

- Implantação da avaliação contínua obrigatória em toda a rede municipal;

- Suspensão das construções desnecessárias de unidades escolares novas que visam, muitas vezes, apenas o desvio de recursos públicos;

- Programa de valorização do ser humano na área de educação: remuneração, respeito, qualidade e produtividade;

- Concurso público como forma de acesso majoritária ao serviço público municipal;

- Universalização do tempo integral em toda a rede municipal.

SAÚDE:
- Generalização do atendimento de saúde domiciliar (Programa o médico vai até você);

- Valorização do servidor com a atualização dos planos de cargos e carreira na área da saúde com a remuneração digna e acréscimos reais em função dos ganhos de produtividade;

- Formação do quadro integral de saúde nos PSFs com a contratação de profissionais de várias especialidades (fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos etc) além dos tradicionais médicos, odontólogos e enfermeiros;

SEGURANÇA:
- Criação da Secretaria Municipal de Segurança;

- Criação do programa “A segurança depende de todos nós” com a participação da guarda municipal, das associações de bairros e da população de uma forma geral;

- Ampliação dos quadros da Guarda Municipal e entrega da sua administração a quem entende verdadeiramente de segurança pública;

- Colocação de um guarda municipal de plantão nas escolas em horário de funcionamento, nas praças e demais locais que necessitem desse suporte, fazendo com que a prefeitura assuma a sua participação na segurança pública;

TRÂNSITO:
- Profissionalização já: implantação de um programa de mudanças no trânsito em função de estudos integrados com outros órgãos públicos e com base em fundamentação científica e não na base da tentativa e erro como vem ocorrendo;

- Uso do bom senso para resolver problemas simples do dia a dia do cidadão (um exemplo seria o caso do viaduto do Cristo Redentor que para melhorar a sua fluidez bastaria criar uma terceira faixa exclusiva dentro do giradouro para quem vem da BR-230 passar sem precisar esperar a vez de quem está dentro da rotatória. Essa faixa adicional viria da redução do canteiro dentro da giratória e seria separada das outras duas faixas com sinalização fixa);

- Alteração/revisão das mudanças feitas no trânsito da cidade sem critério técnico e que só trouxeram problemas á fluidez do trânsito;

- Retirada das lombadas eletrônicas de vias como a Beira-rio e colocação de passarelas para dar mais rapidez ao tráfego de veículos naquela artéria;

URBANIZAÇÃO:
- Criação do programa de revitalização/construção de calçadas com o a possibilidade de permuta da obra com tributos municipais (ISS, TCR, IPTU);

- Retomada e ampliação do programa de urbanização de praças e jardins;

- Criação do programa “Adote uma Praça”;

- Implantação do programa de acessibilidade no centro da cidade e nos bairros periféricos, facilitando a locomoção dos portadores de necessidades especiais em toda a cidade e não só nas áreas turísticas;

- Retomada do programa IPTU Cidadão para dar proatividade e protagonismo ao cidadão.

FINANÇAS:
- Revisão do Código Tributário Municipal para dar maior competitividade às empresas instaladas em nossa cidade;

- Auditoria nas concessões feitas pelas últimas gestões para verificar eventuais abusos feitos com recursos públicos;

- Aumento da arrecadação com a modernização da SEFIN e a implantação de novas tecnologias;

- Revisão do modelo de tributação associada a algumas atividades para dar mais justiça tributária;

- Criação do Conselho Tributário Municipal com a participação de contabilistas, empresários, OAB e demais segmentos da sociedade civil organizada.

HABITAÇÃO:
- Ampliação do programa habitacional do município com a sua democratização, evitando o uso político do mesmo, que tem sido a tônica das últimas gestões;

- Inscrição no programa de construção e reforma de casas populares através da Internet e escolha dos contemplados majoritariamente por sorteio (as únicas exceções serão os casos de moradia de risco);

- Priotizar as pequenas construtoras no programa de habitação popular;

- Criar o programa de mutirão comunitário para construir e reformar casas em comunidades carentes.

COMUNICAÇÃO:
- Concurso público como forma prioritária de compor os quadros da SECOM, evitando a manipulação e as perseguições daqueles que prezam pele Imprensa Livre;

- Democratização da distribuição da verba de comunicação da prefeitura, evitando o uso indevido dos recursos públicos nesta área;

- Dar fim às perseguições e exclusões de veículos de comunicação na veiculação das mídias da prefeitura por meros critérios políticos;

- Prestação de contas das despesas com comunicação pondo fim às famosas caixas-pretas nesta área;

CULTURA:
- Por fim à ditadura cultural reinante nas últimas gestões permitindo a participação popular nas escolhas dos artistas e repertórios a serem apresentados nas festividades e atividades desse tipo;

- Dar transparência aos contratos feitos com os artistas para apresentações em nossa cidade;

- Levar atividades culturais a todos os bairros;

- Criação da Virada Cultural mensal;

- Resgate do caráter popular e alegre das festas populares da nossa cidade (Festa das Neves, Carnaval, São João etc.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

REFLEXÃO POR UMA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE

Nos últimos anos, o Brasil tem alcançado um crescimento significativo do número de instituições de ensino superior, do número de cursos superiores e do número de alunos matriculados. No setor público, o REUNI (Programa de Reestruturação e Expansão da universidade pública) do governo Lula foi responsável por uma política de expansão fantástica em termos numéricos. O setor privado, que passou por uma enorme expansão no governo FHC, desacelerou o seu ritmo de crescimento, mas continuou crescendo, principalmente no segmento do Ensino à Distância – EAD.

A Tabela 1 mostra a evolução do número de instituições no período de 2004 a 2009, segundo o último Censo do MEC com dados públicos (2009):



Tabela 1 – Evolução do número de instituições de ensino superior no período 2004-2009 – Fonte: Censo da Educação Superior MEC/2009

Observa-se também uma evolução ainda mais significativa no número de cursos ofertados por essas instituições, conforme demonstra a Tabela 2:



Tabela 2 – Evolução do número de cursos superiores no período 2004-2009 – Fonte: Censo da Educação Superior MEC/2009


O número de matrículas oscila em torno dos seis milhões de alunos, contabilizando os alunos das modalidades presencial e de ensino à distância – EAD. O gráfico 1 mostra essa evolução positiva de quase 100% no número de alunos matriculados nos últimos oito anos, representando um grande avanço em termos quantitativos:



Gráfico 1: Evolução do número de matrículas por modalidade de ensino no período 2001-2009 – Fonte: Censo da Educação Superior MEC/2009

A distribuição dessas matrículas pode ser detalhada na Tabela 3, onde são apresentados os dez maiores cursos de graduação do Brasil em 2009:



Tabela 3 – Os dez maiores cursos de graduação do Brasil em termos de matrículas em 2009 – Fonte: Censo da Educação Superior MEC/2009

Outro dado positivo que pode ser extraído do Censo 2009 é que nos últimos 7 anos, o número de concluintes praticamente dobrou, passando de 467 mil, em 2002, para 959 mil em 2009.

Apesar de toda essa expansão, o Brasil ainda ocupa as últimas posições na lista dos países sul-americanos na proporção de jovens dos 18 aos 24 anos matriculados em cursos superiores. Qualquer “republiqueta” bate o nosso país nesse aspecto.

Outro ponto preocupante é a questão de como fazer a expansão quantitativa, mas com qualidade de ensino. Abrir uma faculdade, vários cursos é relativamente fácil, o difícil é fazer educação de qualidade.

Temos milhares de vagas docentes abertas no sistema federal por falta de pessoal qualificado, decisão política e de caixa para pagar os salários desses profissionais.

O Brasil transformou-se em um grande importador de mão de obra qualificada. São milhares de profissionais estrangeiros entrando no nosso mercado de trabalho todos os meses pela falta de pessoal qualificado em nosso país.

Outro problema sério nem termos de educação é a péssima qualidade da educação básica em nosso país. Uma boa parcela dos alunos conclui o ensino médio sem saber ler, escrever, sem dominar a velha tabuada ou fazer as quatro operações básicas da matemática, chegando ao ensino superior sem uma mínima condição para tanto.

Os problemas são muitos. A educação só tem solução com a sua elevação à condição de prioridade nacional. Enquanto a educação for tratada com o descaso usual, não vamos avançar e estaremos apenas correndo atrás da nossa própria cauda.

Uma saída talvez fosse a adoção do projeto do senador Cristóvão Buarque para que os filhos dos políticos com mandato estudassem obrigatoriamente nas escolas públicas. Vamos apresentar um projeto de iniciativa popular para isso ? Você, leitor(a), topa esse desafio ?


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terça-feira, 14 de junho de 2011

Contexto macroeconômico do mundo atual







A Folha de SP de ontem publicou uma análise da situação econômica das principais economias do mundo e da américa latina.

Em termos de crescimento do PIB, apesar de um crescimento pífio no 1o. trimestre de 2011 (1,3%), o Brasil encontra-se em segundo lugar entre as principais economias do mundo. O primeiro lugar é da Alemanha com 1,5%. Na outra ponta, estão o Japão com uma retração de -0,9% e a Itália com apenas 0,1% de crescimento econômico.

No campo do desemprego, a Espanha é o destaque negativo com 20,7% de taxa de desemprego, sendo seguida pela França pelos EUA com taxas superiores a 9%.

Do ponto de vista inflacionário, Rússia e Índia são as notas negativas com mais 9% de alta nos preços nos últimos 12 meses. O Brasil também faz feio com uma taxa anual superior a 6%.

Na América Latina, Peru, Chile e Argentina têm taxas de crescimento bastante chamativas em 2010: 8,8, 5,2 e 9,2%, repectivamente. Mas a inflação e desemprego altos são estratosféricos para os ádrões aceitáveis.

Em uma análise panorâmica, vemos um deslocamento do eixo central da economia para os antes países periféricos da América Latina e Ásia, estagnação nos EUA e na União Européia. Se esse contexto continuar até o final do ano, teremos muita instabilidade política na Europa, nos EUA e Cia Ltda.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

O REI DOS MOVIMENTOS SOCIAIS ESTÁ EM APUROS NO GOVERNO?

Como seu contemporâneo, acompanhei a trajetória política do atual governador como sindicalista e logo em seguida vereador, deputado e etc. Chamou a minha atenção o trânsito que o mesmo possuía com os chamados movimentos sociais. Não havia uma greve, uma reivindicação popular, uma discussão importante que ele não estivesse na linha de frente.

A trajetória política foi vencedora, mas as contradições entre o sindicalista, o parlamentar aparentemente envolvido nas causas sociais e o governante começam a ficar muito claras, muito patentes.

Quem estimulava, organizava os movimentos, hoje, persegue os cabeças, não recebe as lideranças e manda descontar o ponto dos grevistas. As greves que eram justas, hoje, são meros movimentos "organizados" pela "oposição raivosa". As reivindicações antes cabíveis e atendíveis, são exageros e destemperos de funcionários que não querem contribuir com a administração e com o povo da PB.

Na manhã de hoje, recebo a notícia de que os professores estaduais em greve há quase um mês, indignados com os descontos na folha de pagamento e sem serem recebidos pelo governante maior, invadiram o Palácio da Redenção.

Quem mudou? O governador ou os movimentos sociais, os trabalhadores e os sindicalistas? É uma boa pergunto que o tempo vai ajudar a responder. Existe um adágio popular que diz: “você pode enganar alguns durante algum tempo, mas não pode enganar a todos durante todo o tempo”.

terça-feira, 24 de maio de 2011

O CAOS NO TRÂNSITO NOSSO DE CADA DIA

Muitas são as reclamações por conta do trânsito caótico com o qual temos convivido nos últimos anos em nossa capital. Em qualquer roda de amigos, os pareceres são semelhantes: João Pessoa passou a ter sérios problemas de fluidez no trânsito, notadamente nos horários de maior movimento, as horas do rush. Com a constatação do problema, surgem as tentativas de diagnóstico. Avaliações diversas surgem a cada dia: aumentou muito o número de veículos circulando na cidade; é o crescimento populacional da cidade; é o aumento do fluxo turístico; é o crecimento urbano.

A verdade é que pouca gente tem se dado conta dos desdobramentos das mudanças que têm sido introduzidas sistematicamente pela STTRANS/PMJP no ordenamento do trânsito de nossa cidade. Mudanças essas que têm gerado o caos no nosso trânsito do dia a dia.

A avenida Beira-Rio “ganhou” várias lombadas eletrônicas, que reduziram sensivelmente a velocidade média do fluxo de veículos ao longo do seu curso. De uma via de escoamento rápido, foi transformada em uma viela sujeita a congestionamentos diversos em momentos diferentes do dia.

A avenida Ruy Carneiro além de uma lombada histórica que foi instalada para atender os interesses de um colégio, que funcionava na sua descida, recebeu um novo sinal que para o trânsito para permitir o seu atravessamento para quem vem de Manaíra no sentido Tambaú-Epitácio. Noutro dia, sem nenhuma explicação plausível, levei 40 minutos do início dessa avenida até a entrada do Bairro de São José.

O Monteiro da Franca teve a implantação de sentido único e recentemente, voltou a ser mão dupla devido ao volume de reclamações da população, mostrando que essas mudanças requerem estudos mais aprofundados que permitam avaliar os desdobramentos trazidos pelas alterações introduzidas no nosso sistema de trânsito.

Poderíamos citar várias outras mudanças que ao invés de soluções, trouxeram problemas. Chegamos a duvidar que a STTRANS tenha corpo técnico qualificado em engenharia de trânsito para conduzir os estudos que possibilitem a introdução de mudanças no sistema de tráfego de nossa cidade sem gerar os grandes problemas que temos constatado.

Além desses problemas de ordem técnica, verificamos problemas de ingerência política. Situações abusivas diversas nas quais a STTRANS fecha os olhos de forma sistemática: escolas que fecham o trânsito na chegada e saída dos alunos em vias importantes; igrejas cujos fiéis ocupam as calçadas, bloqueiam o trânsito nas suas imediações; concessionárias de veículos que transformam a via pública em espaço para exposição de veículos à venda; salão de cabeleireiros que têm a permissão para que seus clientes estacionem nos dois lados da rua e literalmente impeçam o fluxo de veículos.

Em suma, João Pessoa ganhou prematuramente um presente de grego, o caos no trânsito, digno de uma metrópole por conta da incompetência da prefeitura, a omissão da Câmara Municipal e a leniência do seu povo.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O GOVERNO, RITUAL DE SEDUÇÃO E DESTRUIÇÃO DE REPUTAÇÕES

Nos últimos anos, temos visto alguns escândalos envolvendo figuras proeminentes do governo ou das hostes petistas. Figuras antes intocáveis foram à lona, sendo pegos em situações difíceis de serem explicadas. Só para dar uma idéia, podemos citar alguns: Zé Dirceu, Palloci, João Paulo Cunha e José Genuíno. Durante os governos FHC, também tivemos suspeitas pairando sobre as cabeças de várias personalidades do staff tucano: Sérgio Motta, Francisco Lopes, Eduardo Jorge, dentre outros. Os processos de privatizações e a emenda da reeleição são exemplos de algumas coisas mal justificadas naqueles tempos.

Pode-se dizer que o governo é um grande destruidor de reputações. Naturalmente, surge a pergunta: o que é que o governo tem que faz com que as pessoas exponham-se e envolvam-se em escândalos e/ou em situações embaraçosas? Respondo: oportunidades, interesses, tentações e rendição.

As oportunidades surgem na medida em que se tem acesso a informações privilegiadas sobre as ações futuras do governo. Tem-se acesso às pessoas chaves, podendo influenciar, articular, interceder. Por exemplo, se o governo vai investir na infraestrutura em uma determinada área, os terrenos do entorno passam a sofrer uma grande valorização. A própria escolha da área a investir já pode ter passado por critérios não tão republicanos. Essas informações ou o acesso às pessoas chaves valem e muito no jogo de interesses.

Os interesses movem a ação humana e empresarial. Interesses são o motor da ação. Quando alguma empresa tem um objetivo, precisa buscar meios para materializá-lo. Os indivíduos também têm interesses: um apartamento maior, um carrão importado, uma mulher mais jovem e bonita. Leitor(a), quais são os seus interesses?

O processo de tentação é dos mais interessantes. Começa pela tentativa de aproximação com o alvo. Normalmente, busca-se alguém que seja próxima da vítima. Esse interlocutor é sondado e através dele, faz-se uma análise prévia do perfil da vítima. Dependendo dessa avaliação prévia, avança-se para o contato direto com o alvo. Um almoço, um jantar, uma viagem, uma farra regada a bebidas, drogas e mulheres ou rapazes, dependendo da preferência sexual, são exemplos de artifícios para as abordagens.

A rendição ocorre quando seduzido, o sujeito segue o conselho de Marta Suplicy: “relaxe e goze”. É fruto do pragmatismo. O indivíduo esquece dos seus valores e dá vazão à satisfação dos seus desejos mais profundos. Nessa etapa, desapega-se dos valores mais preciosos em nome da satisfação, do prazer, do viver o momento. Neste ponto, corruptor e corrupto estão igualados, são parceiros, são da mesma laia.

E na sua cidade, já identificou indícios desse ritual de destruição? Fique atento(a), identifique os personagens, observe bem e você verá todos ou, pelo menos, alguns desses ingredientes na sua sopa de letrinhas governamental.

sábado, 14 de maio de 2011

ESCLARECENDO AS AVALIAÇÕES DO MEC PARA O ENSINO SUPERIOR

ESCLARECENDO AS AVALIAÇÕES DO MEC PARA O ENSINO SUPERIOR

Tenho observado nos últimos tempos uma série de confusões e manipulações na divulgação dos resultados das avaliações do MEC sobre a qualidade de ensino das instituições e dos cursos superiores no Brasil.

Com este texto, pretendo levar um pouco mais de esclarecimento sobre a questão e com isso, permitir que a população em geral possa entender e avaliar melhor as instituições e os seus cursos, sem serem induzidas a avaliações equivocadas pelo marketing educacional.

O governo Lula instituiu o SINAES – Sistema Nacional de Avaliação da Educação – em substituição ao antigo Provão do governo FHC. O SINAES é uma avaliação mais completa, levando em conta outros critérios de análise (projeto pedagógico, responsabilidade social, infraestrutura, qualificação docente etc) além da mera avaliação do aluno.

O SINAES é composto por algumas avaliações isoladas:

1 - ENADE – Exame Nacional de Desempenho de Estudantes – prova obrigatória aplicada aos alunos concluintes e ingressantes dos cursos de graduação. Em função do desempenho, os cursos são avaliados em uma escala que vai de 1 a 5. Todos os anos algumas áreas são avaliadas de tal forma que no intervalo de 3 anos todos os cursos superiores são avaliados através da aplicação do exame nos alunos ingressantes e concluintes.

2 - CPC – Conceito Preliminar de Cursos – Avalia individualmente os cursos superiores, considerando o desempenho dos estudantes no ENADE, avaliação dos alunos sobre as condições do curso, infraestrutura, corpo docente etc. O CPC além da nota do ENADE, mede também o grau de satisfação do aluno com a sua faculdade. A escala do CPC também vai de 1 a 5.

3 - IDD – Índice de Desenvolvimento Discente – Avalia o conjunto dos alunos do curso em comparação com o conjunto dos alunos que fizeram o ENADE, permitindo avaliar a capacidade do curso em agregar conhecimento aos alunos ingressantes em comparação com o desempenho dos formandos. O IDD mostra a capacidade da IES transferir conhecimento ao seu aluno ao longo do curso. O IDD também vai de 1 a 5.

4 - IGC – Índice Geral de Cursos – Avalia a instituição de uma forma mais ampla, computando os resultados de todos os cursos no ENADE, corpo docente, pós-graduação, infraestrutra etc. O IGC faixa é calculado na escala de 1 a 5.

5 - CI – Conceito Institucional – Avaliação in loco feita pelos especialistas do MEC para validar ou não o IGC. O CI varia de 1 a 5.

As notas 1 e 2 são consideradas ruins e põem as instituições na mira do MEC, podendo até, em casos extremos, fechar os cursos enquadrados nessas notas. A nota 3 é considerada uma nota regular. As notas 4 e 5 são as melhores, embora mais raras de serem obtidas.


O gráfico acima, publicado pela Folha.com, mostra a relação entre os índices, permitindo um melhor entendimento.

A análise dessas notas do SINAES permitem a comparação entre as instituições, no todo, ou seus cursos, isoladamente.

Se o objetivo for avaliar apenas a instituição, o interessado deve focar no IGC e no CI, embora esses índices possam, em alguns casos, ter pouca ou nenhuma conexão com o dia a dia do futuro aluno. Por exemplo, não adianta ter muitos professores doutores, se eles não dão aula na graduação, conforme acontece em algumas instituições. Algumas instituições perdem pontos nestas avaliações por não oferecerem cursos de pós-graduação. Outro exemplo, que pode ser dado em contraponto é o fato de se estabelecer comparações entre instituições diferentes e em momentos distintos, isto é, comparar faculdade isolada, centro universitário e universidade. É como se você fosse na feira e comparasse o preço da batata com o preço da banana. Essa comparação pode ser útil no atacado ao final da feira, mas não se presta para comparar dois produtos isoladamente. Há casos em que instituições com avaliações menores nos índices gerais conseguem oferecer cursos melhor avaliados do que as suas concorrentes mais maduras institucionalmente.

Se o objetivo for comparar dois ou mais cursos de graduação, compare o CPC, o IDD e a nota do ENADE. Essas notas estabelecem uma comparação direta entre dois cursos semelhantes. Outra ponderação importante neste quesito é a observação do nível da clientela que ingressa no curso. Normalmente, as federais, por exemplo, têm os melhores alunos advindos do ensino básico as particulares ficam, na média, com os alunos menos preparados. O IDD de um curso mostra o quanto a IES agrega conhecimento ao aluno que se forma em relação ao aluno calouro. Se a instituição for particular, também vale a pena comparar os valores das mensalidades para estabelecer a relação custo/benefício.

No mais, faça uma visita à instituição, converse com alguns ex-alunos, procure fazer um diagnóstico comparativo e faça a escolha mais conveniente para o seu interesse. Não se deixe levar pelas aparências e pelo marketing eficiente e prédio bonito. Marketing e prédio bonito não educam, apenas enganam o ego.

Lembre-se de que, no final das contas, a instituição é um mero complemento porque quem faz o curso é o aluno com a sua garra em busca de aprender e crescer. Um aluno desinteressado em uma excelente IES não superará nunca um aluno dedicado em uma instituição mediana.


Estamos a disposição para contato através:
Twitter: @professorpaiva;
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Linkedin: Severino Paiva
ou e-mail: paiva.professor@gmail.com .

PURA BAJULAÇÃO NÃO ATENDE AO INTERESSE DO CIDADÃO

PURA BAJULAÇÃO NÃO ATENDE AO INTERESSE DO CIDADÃO

Não tenho conseguido mais acompanhar os programas políticos da mídia paraibana. Quem quiser saber a razão, responderei ao longo deste texto.

Os programas políticos, em sua grande maioria, têm adotado uma linha sistemática e danosa ao interesse público, que é a da mera bajulação do governo do estado e da prefeitura de João Pessoa. Os gestores vão até esses programas para os “levantadores de bola” meramente levantarem para eles cortarem a bola cravando na quadra adversária. São perguntas combinadas, elaboradas pelas assessorias, tudo combinado.

Uma coisa tem que ficar bem clara: trabalhar e ser competente são obrigações do gestor público. Foram eleitos e são bem remunerados para isso mesmo.

A cidade tem seus problemas: a educação deixa a desejar, os buracos imperam nas nossas ruas, o trânsito está um caos, as suspeitas de corrupção estão aí batendo à nossa porta, os contratos de prestação de serviços bateram todos os recordes.

O governo do estado, ao longo desses quatro meses de gestão, não disse a que veio. A violência cresceu de forma alarmante, os desencontros e brigas de egos são a tônica na administração, as indicações políticas são preponderantes com nomeações risíveis. A ação mais clara da gestão foi a tentativa sistemática de desconstrução do antecessor a quem se tem tentado atribuir todos os problemas da Paraíba, esquecendo até que o aliado-mor tem muita culpa de muita coisa na situação atual do nosso estado.

A interferência silenciosa, mas insistentemente negada, na composição das equipes que comandam os programas e emissoras é outra questão altamente lamentável.

O leitor deve estar questionando o que está por trás dessa submissão toda da mídia aos poderosos de plantão.

Respondo: interesses. Interesses empresariais, interesses pessoais, interesses inconfessáveis.

Em um estado pobre como a Paraíba, a verba publicitária do governo do estado somada à prefeitura de João Pessoa, passa dos R$ 30.000.000,00 (trinta milhões). Além disso, a máquina e as empresas prestadoras de serviço servem para acomodar os próprios midiáticos, filhos, esposas, amantes e quem mais a audiência de cada um possa impor.

Enquanto isso, alguns desavisados populares pensam estar sendo representados por esses profissionais e veículos comprados, dominados.

Quando teremos mudanças e vergonha na cara ?

Mudam os personagens, mas a novela, o “script” continua mesmo, infelizmente.

Nessa luta entre governo e veículos, não tem bobinhos

O cidadão mais atento tem acompanhado um embate entre alguns poucos veículos e os governos do Estado e da Prefeitura de João Pessoa. Sobre o tema, alguém pode estar querendo entender o que pode estar havendo nos bastidores. Ao longo desse texto vou tentar fazê-los entender.

Os veículos de comunicação foram acostumados a serem contemplados com gordas fatias da verba de comunicação em troca de um tratamento “atencioso” dentro das redações. Por atencioso, quero dizer dar um tratamento diferenciado para as notícias que possam trazer imbróglios políticos para a gestão.

Como os veículos fazem esse tratamento especial? São várias formas sutis que visam não deixar o governo em uma situação ruim perante a opinião pública: não dar a notícia; dar a notícia sem maior destaque; dar a notícia, mas dar maior destaque à defesa do governo; desqualificar a denúncia e/ou os denunciantes.

Em troca desse tratamento especial, o governo concede os seus favores: profissionais são contratados nas assessorias das repartições públicas; seus familiares são acomodados no governo também; gordas fatias do dinheiro público são transferidas para os veículos todo santo mês com precisão britânica.

Historicamente, a coisa funciona na base de um acordo de um valor mensal que deve ser pago de formas variadas: publicidade governamental, patrocínio de programas e publicidade das empresas do governo. Diz a lenda, que já houve casos de ser comprada participação societária em veículo para pagar com verba pública.

Só para que o(a) leitor(a) tenha uma idéia, vamos dar uma noção de preços: uma página de jornal que é comprada por uma empresa privada por R$ 2.000,00, é paga pelo governo por valores que superam os R$ 10.000,00 , já tendo havido casos em que se pagou quase R$ 20.000,00, sendo importante dizer que esses valores são praticados há anos com a conivência do Tribunal de Contas e do Ministério Público.

Os profissionais mais influentes recebem “camufladamente” verbas públicas em polpudos cachês mensais que beiram R$ 20.000,00 (vinte mil reais) por mês, enquanto que o trabalhador comum sofre muito para receber um mísero salário mínimo. Como acontecia co Marcos Valério, o pessoal das agências fica com o encargo de viabilizar a “lavagem da roupa suja”.

Todas as vezes que alguém sai fora do “script”, há um mal estar e isso pode progredir para um confronto ou ser contornado pelos apagadores de incêndio. No momento, não sabemos se o conflito atual vai ser contido ou se vamos avançar para uma briga mais encorpada. O que sei é que eles sempre se acertam e, invariavelmente, sempre sobra para o contribuinte pagar a conta.

sábado, 7 de maio de 2011

Curso de Redes de Computadores

Amigos,

Sugiro o curso de redes de computadores da UNITINS no Youtube. Vejam o link de um dos vídeos que compõem o curso: http://youtu.be/8rrQQ-1tApg

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

ESCLARECENDO AS AVALIAÇÕES DO MEC PARA O ENSINO SUPERIOR

Tenho observado nos últimos tempos uma série de confusões e manipulações na divulgação dos resultados das avaliações do MEC sobre a qualidade de ensino das instituições e dos cursos superiores no Brasil.

Com este texto, pretendo levar um pouco mais de esclarecimento sobre a questão e com isso, permitir que a população em geral possa entender e avaliar melhor as instituições e os seus cursos, sem serem induzidas a avaliações equivocadas pelo marketing educacional.

O governo Lula instituiu o SINAES – Sistema Nacional de Avaliação da Educação – em substituição ao antigo Provão do governo FHC. O SINAES é uma avaliação mais completa, levando em conta outros critérios de análise (projeto pedagógico, responsabilidade social, infraestrutura, qualificação docente etc) além da mera avaliação do aluno.

O SINAES é composto por algumas avaliações isoladas:

1 - ENADE – Exame Nacional de Desempenho de Estudantes – prova obrigatória aplicada aos alunos concluintes e ingressantes dos cursos de graduação. Em função do desempenho, os cursos são avaliados em uma escala que vai de 1 a 5. Todos os anos algumas áreas são avaliadas de tal forma que no intervalo de 3 anos todos os cursos superiores são avaliados através da aplicação do exame nos alunos ingressantes e concluintes.

2 - CPC – Conceito Preliminar de Cursos – Avalia individualmente os cursos superiores, considerando o desempenho dos estudantes no ENADE, avaliação dos alunos sobre as condições do curso, infraestrutura, corpo docente etc. O CPC além da nota do ENADE, mede também o grau de satisfação do aluno com a sua faculdade. A escala do CPC também vai de 1 a 5.

3 - IDD – Índice de Desenvolvimento Discente – Avalia o conjunto dos alunos do curso em comparação com o conjunto dos alunos que fizeram o ENADE, permitindo avaliar a capacidade do curso em agregar conhecimento aos alunos ingressantes em comparação com o desempenho dos formandos. O IDD mostra a capacidade da IES transferir conhecimento ao seu aluno ao longo do curso. O IDD também vai de 1 a 5.

4 - IGC – Índice Geral de Cursos – Avalia a instituição de uma forma mais ampla, computando os resultados de todos os cursos no ENADE, corpo docente, pós-graduação, infraestrutra etc. O IGC faixa é calculado na escala de 1 a 5.

5 - CI – Conceito Institucional – Avaliação in loco feita pelos especialistas do MEC para validar ou não o IGC. O CI varia de 1 a 5.

A figura a seguir, extraída da Folha Online, relaciona esses índices:


As notas 1 e 2 são consideradas ruins e põem as instituições na mira do MEC, podendo até, em casos extremos, fechar os cursos enquadrados nessas notas. A nota 3 é considerada uma nota regular. As notas 4 e 5 são as melhores, embora mais raras de serem obtidas.


A análise dessas notas do SINAES permitem a comparação entre as instituições, no todo, ou seus cursos, isoladamente.

Se o objetivo for avaliar apenas a instituição, o interessado deve focar no IGC e no CI, embora esses índices possam, em alguns casos, ter pouca ou nenhuma conexão com o dia a dia do futuro aluno. Por exemplo, não adianta ter muitos professores doutores, se eles não dão aula na graduação, conforme acontece em algumas instituições. Algumas instituições perdem pontos nestas avaliações por não oferecerem cursos de pós-graduação. Outro exemplo, que pode ser dado em contraponto é o fato de se estabelecer comparações entre instituições diferentes e em momentos distintos, isto é, comparar faculdade isolada, centro universitário e universidade. É como se você fosse na feira e comparasse o preço da batata com o preço da banana. Essa comparação pode ser útil no atacado ao final da feira, mas não se presta para comparar dois produtos isoladamente. Há casos em que instituições com avaliações menores nos índices gerais conseguem oferecer cursos melhor avaliados do que as suas concorrentes mais maduras institucionalmente.

Se o objetivo for comparar dois ou mais cursos de graduação, compare o CPC, o IDD e a nota do ENADE. Essas notas estabelecem uma comparação direta entre dois cursos semelhantes. Outra ponderação importante neste quesito é a observação do nível da clientela que ingressa no curso. Normalmente, as federais, por exemplo, têm os melhores alunos advindos do ensino básico as particulares ficam, na média, com os alunos menos preparados. O IDD de um curso mostra o quanto a IES agrega conhecimento ao aluno que se forma em relação ao aluno calouro. Se a instituição for particular, também vale a pena comparar os valores das mensalidades para estabelecer a relação custo/benefício.

No mais, faça uma visita à instituição, converse com alguns ex-alunos, procure fazer um diagnóstico comparativo e faça a escolha mais conveniente para o seu interesse. Não se deixe levar pelas aparências e pelo marketing eficiente e prédio bonito. Marketing e prédio bonito não educam, apenas enganam o ego.

Lembre-se de que, no final das contas, a instituição é um mero complemento porque quem faz o curso é o aluno com a sua garra em busca de aprender e crescer. Um aluno desinteressado em uma excelente IES não superará nunca um aluno dedicado em uma instituição mediana.


Estamos a disposição para contato através:
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ou e-mail: paiva.professor@gmail.com .

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Olhos de Kombi fazendo caixa

Naquele país distante, em uma das suas províncias, havia um vereador, médico veterinário, sendo conhecido pela alcunha de “Olhos de Kombi”. Como médico veterinário, era incansável e não media esforços para salvar os animaizinhos. Conta-se que certa vez invadiu um centro cirúrgico de um hospital para cirurgiar e salvar um cachorro. O que pegou é que o centro cirúrgico era de um hospital para humanos.

O nobre parlamentar era detentor de uns 3 mandatos e tinha esse apelido por conta dos olhos grandes e esbugalhados, principalmente, quando era contrariado. Quando sofria uma derrota em uma votação, o velho Olhos de Kombi ficava uma fera.

Cansado do dia a dia da câmara municipal, o vereador estava pensando em ser candidato a deputado nas próximas eleições e precisava desesperadamente fazer caixa para a campanha que seria duríssima. Descobriu que um prefeito do interior cobrava para dar uns mil votos algo em torno de cem mil Rublos. Pelas contas do vereador, ia precisar de uns 20 mil votos para alcançar a vaga na assembléia, sendo necessários mais de 500 mil rublos para eleger-se ao tão almejado cargo.

Andou pensando e achou uma oportunidade: havia uma discussão em torno da legalidade e moralidade na cobrança da taxa de estacionamento do único shopping da província. Veio a idéia brilhante: apresentaria um projeto proibindo o shopping de cobrar pelo estacionamento. Ganharia notoriedade junto ao eleitorado ou uma boa grana se conseguisse chantagear o shopping para que o projeto não fosse aprovado.

Mandou um emissário ao dono do shopping. Malaquias era o vereador mais antigo, o mais malandro e que era doido por grana. Malaquias foi até o dono do shopping. Feita a proposta, o empresário pragmático topou de imediato porque não queria perder a boa receita do estacionamento. Olhos de Kombi receberia 100 mil rublos, o emissário recebeu 20 mil, o relator do projeto recebeu 10 mil e os demais vereadores necessários à aprovação receberam 5 mil rublos cada.

No dia da votação, o relator ia apresentando o seu parecer pela inconstitucionalidade do projeto, enquanto isso, Olhos de Kombi, sentado no fundão do plenário, estava muito tranqüilo em ser derrotado. Não parecia aquele cara explosivo, às vezes, até meio louco, quando contrariado.

O projeto foi derrubado, o shopping continuou cobrando pelo estacionamento, Olhos de Kombi permaneceu muito sereno com um sorriso maroto no canto da boca, mas com os bolsos cheios de grana para ajudar no embate eleitoral que estava por vir.