segunda-feira, 30 de maio de 2011

O REI DOS MOVIMENTOS SOCIAIS ESTÁ EM APUROS NO GOVERNO?

Como seu contemporâneo, acompanhei a trajetória política do atual governador como sindicalista e logo em seguida vereador, deputado e etc. Chamou a minha atenção o trânsito que o mesmo possuía com os chamados movimentos sociais. Não havia uma greve, uma reivindicação popular, uma discussão importante que ele não estivesse na linha de frente.

A trajetória política foi vencedora, mas as contradições entre o sindicalista, o parlamentar aparentemente envolvido nas causas sociais e o governante começam a ficar muito claras, muito patentes.

Quem estimulava, organizava os movimentos, hoje, persegue os cabeças, não recebe as lideranças e manda descontar o ponto dos grevistas. As greves que eram justas, hoje, são meros movimentos "organizados" pela "oposição raivosa". As reivindicações antes cabíveis e atendíveis, são exageros e destemperos de funcionários que não querem contribuir com a administração e com o povo da PB.

Na manhã de hoje, recebo a notícia de que os professores estaduais em greve há quase um mês, indignados com os descontos na folha de pagamento e sem serem recebidos pelo governante maior, invadiram o Palácio da Redenção.

Quem mudou? O governador ou os movimentos sociais, os trabalhadores e os sindicalistas? É uma boa pergunto que o tempo vai ajudar a responder. Existe um adágio popular que diz: “você pode enganar alguns durante algum tempo, mas não pode enganar a todos durante todo o tempo”.

terça-feira, 24 de maio de 2011

O CAOS NO TRÂNSITO NOSSO DE CADA DIA

Muitas são as reclamações por conta do trânsito caótico com o qual temos convivido nos últimos anos em nossa capital. Em qualquer roda de amigos, os pareceres são semelhantes: João Pessoa passou a ter sérios problemas de fluidez no trânsito, notadamente nos horários de maior movimento, as horas do rush. Com a constatação do problema, surgem as tentativas de diagnóstico. Avaliações diversas surgem a cada dia: aumentou muito o número de veículos circulando na cidade; é o crescimento populacional da cidade; é o aumento do fluxo turístico; é o crecimento urbano.

A verdade é que pouca gente tem se dado conta dos desdobramentos das mudanças que têm sido introduzidas sistematicamente pela STTRANS/PMJP no ordenamento do trânsito de nossa cidade. Mudanças essas que têm gerado o caos no nosso trânsito do dia a dia.

A avenida Beira-Rio “ganhou” várias lombadas eletrônicas, que reduziram sensivelmente a velocidade média do fluxo de veículos ao longo do seu curso. De uma via de escoamento rápido, foi transformada em uma viela sujeita a congestionamentos diversos em momentos diferentes do dia.

A avenida Ruy Carneiro além de uma lombada histórica que foi instalada para atender os interesses de um colégio, que funcionava na sua descida, recebeu um novo sinal que para o trânsito para permitir o seu atravessamento para quem vem de Manaíra no sentido Tambaú-Epitácio. Noutro dia, sem nenhuma explicação plausível, levei 40 minutos do início dessa avenida até a entrada do Bairro de São José.

O Monteiro da Franca teve a implantação de sentido único e recentemente, voltou a ser mão dupla devido ao volume de reclamações da população, mostrando que essas mudanças requerem estudos mais aprofundados que permitam avaliar os desdobramentos trazidos pelas alterações introduzidas no nosso sistema de trânsito.

Poderíamos citar várias outras mudanças que ao invés de soluções, trouxeram problemas. Chegamos a duvidar que a STTRANS tenha corpo técnico qualificado em engenharia de trânsito para conduzir os estudos que possibilitem a introdução de mudanças no sistema de tráfego de nossa cidade sem gerar os grandes problemas que temos constatado.

Além desses problemas de ordem técnica, verificamos problemas de ingerência política. Situações abusivas diversas nas quais a STTRANS fecha os olhos de forma sistemática: escolas que fecham o trânsito na chegada e saída dos alunos em vias importantes; igrejas cujos fiéis ocupam as calçadas, bloqueiam o trânsito nas suas imediações; concessionárias de veículos que transformam a via pública em espaço para exposição de veículos à venda; salão de cabeleireiros que têm a permissão para que seus clientes estacionem nos dois lados da rua e literalmente impeçam o fluxo de veículos.

Em suma, João Pessoa ganhou prematuramente um presente de grego, o caos no trânsito, digno de uma metrópole por conta da incompetência da prefeitura, a omissão da Câmara Municipal e a leniência do seu povo.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O GOVERNO, RITUAL DE SEDUÇÃO E DESTRUIÇÃO DE REPUTAÇÕES

Nos últimos anos, temos visto alguns escândalos envolvendo figuras proeminentes do governo ou das hostes petistas. Figuras antes intocáveis foram à lona, sendo pegos em situações difíceis de serem explicadas. Só para dar uma idéia, podemos citar alguns: Zé Dirceu, Palloci, João Paulo Cunha e José Genuíno. Durante os governos FHC, também tivemos suspeitas pairando sobre as cabeças de várias personalidades do staff tucano: Sérgio Motta, Francisco Lopes, Eduardo Jorge, dentre outros. Os processos de privatizações e a emenda da reeleição são exemplos de algumas coisas mal justificadas naqueles tempos.

Pode-se dizer que o governo é um grande destruidor de reputações. Naturalmente, surge a pergunta: o que é que o governo tem que faz com que as pessoas exponham-se e envolvam-se em escândalos e/ou em situações embaraçosas? Respondo: oportunidades, interesses, tentações e rendição.

As oportunidades surgem na medida em que se tem acesso a informações privilegiadas sobre as ações futuras do governo. Tem-se acesso às pessoas chaves, podendo influenciar, articular, interceder. Por exemplo, se o governo vai investir na infraestrutura em uma determinada área, os terrenos do entorno passam a sofrer uma grande valorização. A própria escolha da área a investir já pode ter passado por critérios não tão republicanos. Essas informações ou o acesso às pessoas chaves valem e muito no jogo de interesses.

Os interesses movem a ação humana e empresarial. Interesses são o motor da ação. Quando alguma empresa tem um objetivo, precisa buscar meios para materializá-lo. Os indivíduos também têm interesses: um apartamento maior, um carrão importado, uma mulher mais jovem e bonita. Leitor(a), quais são os seus interesses?

O processo de tentação é dos mais interessantes. Começa pela tentativa de aproximação com o alvo. Normalmente, busca-se alguém que seja próxima da vítima. Esse interlocutor é sondado e através dele, faz-se uma análise prévia do perfil da vítima. Dependendo dessa avaliação prévia, avança-se para o contato direto com o alvo. Um almoço, um jantar, uma viagem, uma farra regada a bebidas, drogas e mulheres ou rapazes, dependendo da preferência sexual, são exemplos de artifícios para as abordagens.

A rendição ocorre quando seduzido, o sujeito segue o conselho de Marta Suplicy: “relaxe e goze”. É fruto do pragmatismo. O indivíduo esquece dos seus valores e dá vazão à satisfação dos seus desejos mais profundos. Nessa etapa, desapega-se dos valores mais preciosos em nome da satisfação, do prazer, do viver o momento. Neste ponto, corruptor e corrupto estão igualados, são parceiros, são da mesma laia.

E na sua cidade, já identificou indícios desse ritual de destruição? Fique atento(a), identifique os personagens, observe bem e você verá todos ou, pelo menos, alguns desses ingredientes na sua sopa de letrinhas governamental.

sábado, 14 de maio de 2011

ESCLARECENDO AS AVALIAÇÕES DO MEC PARA O ENSINO SUPERIOR

ESCLARECENDO AS AVALIAÇÕES DO MEC PARA O ENSINO SUPERIOR

Tenho observado nos últimos tempos uma série de confusões e manipulações na divulgação dos resultados das avaliações do MEC sobre a qualidade de ensino das instituições e dos cursos superiores no Brasil.

Com este texto, pretendo levar um pouco mais de esclarecimento sobre a questão e com isso, permitir que a população em geral possa entender e avaliar melhor as instituições e os seus cursos, sem serem induzidas a avaliações equivocadas pelo marketing educacional.

O governo Lula instituiu o SINAES – Sistema Nacional de Avaliação da Educação – em substituição ao antigo Provão do governo FHC. O SINAES é uma avaliação mais completa, levando em conta outros critérios de análise (projeto pedagógico, responsabilidade social, infraestrutura, qualificação docente etc) além da mera avaliação do aluno.

O SINAES é composto por algumas avaliações isoladas:

1 - ENADE – Exame Nacional de Desempenho de Estudantes – prova obrigatória aplicada aos alunos concluintes e ingressantes dos cursos de graduação. Em função do desempenho, os cursos são avaliados em uma escala que vai de 1 a 5. Todos os anos algumas áreas são avaliadas de tal forma que no intervalo de 3 anos todos os cursos superiores são avaliados através da aplicação do exame nos alunos ingressantes e concluintes.

2 - CPC – Conceito Preliminar de Cursos – Avalia individualmente os cursos superiores, considerando o desempenho dos estudantes no ENADE, avaliação dos alunos sobre as condições do curso, infraestrutura, corpo docente etc. O CPC além da nota do ENADE, mede também o grau de satisfação do aluno com a sua faculdade. A escala do CPC também vai de 1 a 5.

3 - IDD – Índice de Desenvolvimento Discente – Avalia o conjunto dos alunos do curso em comparação com o conjunto dos alunos que fizeram o ENADE, permitindo avaliar a capacidade do curso em agregar conhecimento aos alunos ingressantes em comparação com o desempenho dos formandos. O IDD mostra a capacidade da IES transferir conhecimento ao seu aluno ao longo do curso. O IDD também vai de 1 a 5.

4 - IGC – Índice Geral de Cursos – Avalia a instituição de uma forma mais ampla, computando os resultados de todos os cursos no ENADE, corpo docente, pós-graduação, infraestrutra etc. O IGC faixa é calculado na escala de 1 a 5.

5 - CI – Conceito Institucional – Avaliação in loco feita pelos especialistas do MEC para validar ou não o IGC. O CI varia de 1 a 5.

As notas 1 e 2 são consideradas ruins e põem as instituições na mira do MEC, podendo até, em casos extremos, fechar os cursos enquadrados nessas notas. A nota 3 é considerada uma nota regular. As notas 4 e 5 são as melhores, embora mais raras de serem obtidas.


O gráfico acima, publicado pela Folha.com, mostra a relação entre os índices, permitindo um melhor entendimento.

A análise dessas notas do SINAES permitem a comparação entre as instituições, no todo, ou seus cursos, isoladamente.

Se o objetivo for avaliar apenas a instituição, o interessado deve focar no IGC e no CI, embora esses índices possam, em alguns casos, ter pouca ou nenhuma conexão com o dia a dia do futuro aluno. Por exemplo, não adianta ter muitos professores doutores, se eles não dão aula na graduação, conforme acontece em algumas instituições. Algumas instituições perdem pontos nestas avaliações por não oferecerem cursos de pós-graduação. Outro exemplo, que pode ser dado em contraponto é o fato de se estabelecer comparações entre instituições diferentes e em momentos distintos, isto é, comparar faculdade isolada, centro universitário e universidade. É como se você fosse na feira e comparasse o preço da batata com o preço da banana. Essa comparação pode ser útil no atacado ao final da feira, mas não se presta para comparar dois produtos isoladamente. Há casos em que instituições com avaliações menores nos índices gerais conseguem oferecer cursos melhor avaliados do que as suas concorrentes mais maduras institucionalmente.

Se o objetivo for comparar dois ou mais cursos de graduação, compare o CPC, o IDD e a nota do ENADE. Essas notas estabelecem uma comparação direta entre dois cursos semelhantes. Outra ponderação importante neste quesito é a observação do nível da clientela que ingressa no curso. Normalmente, as federais, por exemplo, têm os melhores alunos advindos do ensino básico as particulares ficam, na média, com os alunos menos preparados. O IDD de um curso mostra o quanto a IES agrega conhecimento ao aluno que se forma em relação ao aluno calouro. Se a instituição for particular, também vale a pena comparar os valores das mensalidades para estabelecer a relação custo/benefício.

No mais, faça uma visita à instituição, converse com alguns ex-alunos, procure fazer um diagnóstico comparativo e faça a escolha mais conveniente para o seu interesse. Não se deixe levar pelas aparências e pelo marketing eficiente e prédio bonito. Marketing e prédio bonito não educam, apenas enganam o ego.

Lembre-se de que, no final das contas, a instituição é um mero complemento porque quem faz o curso é o aluno com a sua garra em busca de aprender e crescer. Um aluno desinteressado em uma excelente IES não superará nunca um aluno dedicado em uma instituição mediana.


Estamos a disposição para contato através:
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PURA BAJULAÇÃO NÃO ATENDE AO INTERESSE DO CIDADÃO

PURA BAJULAÇÃO NÃO ATENDE AO INTERESSE DO CIDADÃO

Não tenho conseguido mais acompanhar os programas políticos da mídia paraibana. Quem quiser saber a razão, responderei ao longo deste texto.

Os programas políticos, em sua grande maioria, têm adotado uma linha sistemática e danosa ao interesse público, que é a da mera bajulação do governo do estado e da prefeitura de João Pessoa. Os gestores vão até esses programas para os “levantadores de bola” meramente levantarem para eles cortarem a bola cravando na quadra adversária. São perguntas combinadas, elaboradas pelas assessorias, tudo combinado.

Uma coisa tem que ficar bem clara: trabalhar e ser competente são obrigações do gestor público. Foram eleitos e são bem remunerados para isso mesmo.

A cidade tem seus problemas: a educação deixa a desejar, os buracos imperam nas nossas ruas, o trânsito está um caos, as suspeitas de corrupção estão aí batendo à nossa porta, os contratos de prestação de serviços bateram todos os recordes.

O governo do estado, ao longo desses quatro meses de gestão, não disse a que veio. A violência cresceu de forma alarmante, os desencontros e brigas de egos são a tônica na administração, as indicações políticas são preponderantes com nomeações risíveis. A ação mais clara da gestão foi a tentativa sistemática de desconstrução do antecessor a quem se tem tentado atribuir todos os problemas da Paraíba, esquecendo até que o aliado-mor tem muita culpa de muita coisa na situação atual do nosso estado.

A interferência silenciosa, mas insistentemente negada, na composição das equipes que comandam os programas e emissoras é outra questão altamente lamentável.

O leitor deve estar questionando o que está por trás dessa submissão toda da mídia aos poderosos de plantão.

Respondo: interesses. Interesses empresariais, interesses pessoais, interesses inconfessáveis.

Em um estado pobre como a Paraíba, a verba publicitária do governo do estado somada à prefeitura de João Pessoa, passa dos R$ 30.000.000,00 (trinta milhões). Além disso, a máquina e as empresas prestadoras de serviço servem para acomodar os próprios midiáticos, filhos, esposas, amantes e quem mais a audiência de cada um possa impor.

Enquanto isso, alguns desavisados populares pensam estar sendo representados por esses profissionais e veículos comprados, dominados.

Quando teremos mudanças e vergonha na cara ?

Mudam os personagens, mas a novela, o “script” continua mesmo, infelizmente.

Nessa luta entre governo e veículos, não tem bobinhos

O cidadão mais atento tem acompanhado um embate entre alguns poucos veículos e os governos do Estado e da Prefeitura de João Pessoa. Sobre o tema, alguém pode estar querendo entender o que pode estar havendo nos bastidores. Ao longo desse texto vou tentar fazê-los entender.

Os veículos de comunicação foram acostumados a serem contemplados com gordas fatias da verba de comunicação em troca de um tratamento “atencioso” dentro das redações. Por atencioso, quero dizer dar um tratamento diferenciado para as notícias que possam trazer imbróglios políticos para a gestão.

Como os veículos fazem esse tratamento especial? São várias formas sutis que visam não deixar o governo em uma situação ruim perante a opinião pública: não dar a notícia; dar a notícia sem maior destaque; dar a notícia, mas dar maior destaque à defesa do governo; desqualificar a denúncia e/ou os denunciantes.

Em troca desse tratamento especial, o governo concede os seus favores: profissionais são contratados nas assessorias das repartições públicas; seus familiares são acomodados no governo também; gordas fatias do dinheiro público são transferidas para os veículos todo santo mês com precisão britânica.

Historicamente, a coisa funciona na base de um acordo de um valor mensal que deve ser pago de formas variadas: publicidade governamental, patrocínio de programas e publicidade das empresas do governo. Diz a lenda, que já houve casos de ser comprada participação societária em veículo para pagar com verba pública.

Só para que o(a) leitor(a) tenha uma idéia, vamos dar uma noção de preços: uma página de jornal que é comprada por uma empresa privada por R$ 2.000,00, é paga pelo governo por valores que superam os R$ 10.000,00 , já tendo havido casos em que se pagou quase R$ 20.000,00, sendo importante dizer que esses valores são praticados há anos com a conivência do Tribunal de Contas e do Ministério Público.

Os profissionais mais influentes recebem “camufladamente” verbas públicas em polpudos cachês mensais que beiram R$ 20.000,00 (vinte mil reais) por mês, enquanto que o trabalhador comum sofre muito para receber um mísero salário mínimo. Como acontecia co Marcos Valério, o pessoal das agências fica com o encargo de viabilizar a “lavagem da roupa suja”.

Todas as vezes que alguém sai fora do “script”, há um mal estar e isso pode progredir para um confronto ou ser contornado pelos apagadores de incêndio. No momento, não sabemos se o conflito atual vai ser contido ou se vamos avançar para uma briga mais encorpada. O que sei é que eles sempre se acertam e, invariavelmente, sempre sobra para o contribuinte pagar a conta.

sábado, 7 de maio de 2011

Curso de Redes de Computadores

Amigos,

Sugiro o curso de redes de computadores da UNITINS no Youtube. Vejam o link de um dos vídeos que compõem o curso: http://youtu.be/8rrQQ-1tApg