segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Eleger bons politicos é um gesto de compromisso com o Brasil

A palavra democracia tem origem na Grécia antiga, significando governo (cracia) do povo (demo). A democracia grega apesar de significar governo do povo não era universalizada a todos os seus habitantes , já que apenas os gregos livres do sexo masculino e maiores de 18 anos tinham direito ao voto nas decisões de interesse do estado grego.

Um dos grandes desafios para a tão desejada democracia universal é o gerenciamento das discussões e decisões relevantes para populações de dimensões maiores. Quanto maior a população, maiores os desafios de gerenciamento do processo de participação.

Uma solução para essa questão do exercício da democracia cotidiana é o modelo da democracia representativa no qual um subconjunto infinitamente menor da população é eleito para exercer um mandato em nome do universo de eleitores. O Brasil é uma das maiores democracias representativas do mundo e dispomos de um sistema eleitoral relativamente eficiente.

Elegemos vereadores, deputados estaduais, deputados federais e senadores para as casas legislativas municipais, estaduais e federais, respectivamente. No âmbito do poder executivo, elegemos prefeitos, governadores e presidente da repúbica.

O problema desse modelo representativo atual está na relação desgastada entre o eleitor e os seus representates. O eleitor tem pouca credibilidade no processo eleitoral e nos eleitos. Em função disso, crescem a cada eleição o números de votos nulos, brancos e a ausência dos eleitores (abstenção), embora o voto ainda seja obrigatório no Brasil.

Essa descrença do eleitor nos políticos leva a um outro fenômeno tão ou mais prejudicial à democracia brasileira, que é a banalização do voto. O eleitor vota sem critério nenhum. Usando essa linha de descompromisso, já tivemos até o cúmulo da eleição de macacos (Tião) e rinocerontes (Cacareco).

Recentemente, virou moda votar em figuras não convencionais como forma de protesto aos desmandos dos políticos tradicionais. Temos alguns exemplos que rapidamente demonstram a sua inaptidão para os cargos para os quais foram eleitos, gerando mais decepção e desalento.

Em mais algumas décadas e com os avanços das TICs (tecnologias da Informação e Comunicação), tendemos a transofrmar a nossa democracia representativa em uma democracia direta na qual cada cidadão terá direito a um voto pessoal e intransferível na decisão sobre os temas de interesse do Estado, eliminando a necessidade de intermediários entre o cidadão e o governo.

Enquanto a democracia direta não vem, seja criterioso com o seu voto. Não se deixe levar pelo discurso fácil de que todos são iguais. Conheça os candidatos, analise as suas propostas, conheça os seus passados e aprofunde as suas análises. Se houver critério a cada eleição, acontecerá um refinamento sucessivo, depurando a qualidade dos nossos representantes. Eleger bons políticos é um gesto de cidadania e de compromisso com o nosso país.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

AS CANDIDATURAS OFICIAIS

Após a renúncia do Prefeito de João Pessoa à reeleição, fomos brindados com o surgimento de duas candidaturas ao cargo oriundas do esquema governista. “Jezebel”, conforme batizou o deputado desavisado e “Raimundo”, o homem que submeteu parcela significativa da mídia paraibana ao longo dos último anos.

“Jezebel” foi indicada pelo “Deus Sol” como uma forma de reafirmar o seu poder de impor um nome desconhecido e obter a sua eleição, reafirmando o seu mandonismo dentro do seu grupo. A opção do “Deus Sol” por “Jezebel” vem da necessidade do líder maior em reafirmar a sua força e o seu poder. “Jezebel” passa-me a idéia de poder agüentar poucas e boas no sentido de ser alçada à condição de mandatária maior dentro da nossa cidade. Se “Deus” mandar, “Jezebel” vai cumprir, vai engolir cobras e lagartos para ser prefeita. É o capacho ideal para os loucos devaneios de poder do “Deus Sol”.

“Raimundo” vem correndo por fora, reuniu uma dezena de representantes partidários, alguns sem força para decidir posição dentro das suas legendas, mas o importante é dar o ar de força suprapartidária, um nome forte com amplo espectro de apoios. “Raimundo” é um sujeito ambicioso, meticuloso e organizado. É perigoso tê-lo como inimigo, podendo ser chamado de maquiavélico. Sua estratégia de tentar mostrar força junto aos partidos da aliança governista só é engolida pelos mais desavisados. Uma análise mais cuidadosa vai evidenciar o que de fato vem ocorrendo: uso da máquina e recursos públicos para acomodar essas “lideranças” partidárias, algumas delas tão falsas e artificiais quanto uma cédula de três reais. Partidos menores, via de regra, são como asteróides, vivem orbitando em torno do poder para obter o os recursos que necessitam para sobreviver.

De novidade, a coragem de “Raimundo”, aparentemente, peitar as determinações do seu chefe maior a quem vem servindo tão cegamente e apaixonadamente ao longo dos últimos anos quanto o verme Ratcliffe serviu ao conde Drácula no romance gótico “Drácula” de Bram Stocker (1897).

De certo, o que temos observado é o uso da máquina pública para tentar viabilizar “Jezebel”. Cargos comissionados, prestadores de serviços foram intimados a participar de eventos públicos com o intuito de demonstrar a viabilidade da candidata. Pelo lado “Raimundista”, vem tentando usar as relações construídas ao longo dos anos como ordenador de despesa em uma das pastas mais “maleáveis” para deixar a sua oponente no chinelo.

O certo é que ambos são “heróis” sem carisma, caras fechadas, com discurso seco. Acredito até que terão dificuldades para serem aceitos no coração do eleitorado.Ficam as dúvidas: a servidão acabou de uma hora para outra ? “Deus Sol” aceitará ser, aparentemente, peitado por seu antigo assecla ? Quem se mostrará viável eleitoralmente?

São perguntas boas para serem respondidas nos próximos capítulos dessa novela tupiniquim.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Grevismo selvagem merece Governantes incompetentes e intolerantes

Tenho andado preocoupado com o que tenho visto país afora no que diz respeito às greves abusivas, notadamente, no setor de segurança pública. Os casos do Rio de Janeiro, Ceará e Bahia são emblemáticos, merecendo uma atenção muito especial do povo brasileiro. Estamos em um caminho perigoso no qual a lei e o interesse público passam longe dos interesses dos grupos e dos nossos governantes.


Os governos sucessivos e o congresso nacional tem usado da omissão na questão da regulamentação do direito de greve, permitindo que tenhamos movimentos cada vez mais agressivos e intolerantes, trazendo grandes prejuízos para aqueles que mais precisam. Quem não se lembra das greves dos bancários ? Quem não se lembra das greves intermináveis nas universidades públicas ? Quem não se lembra das greves do INSS ?


Precisamos urgentemente regulamentar o direito de greve, mas criar mecanismos próprios na legislação que permitam ao cidadão ter um mínimo de proteção para que não fique à mercê da intransigência dos movimentos reivindicatórios e da intolerância de governantes incompetentes.


A atual greve da polícia na Bahia e no Rio de Janeiro são consequência do populismo de alguns, a exemplo do senador Lindeberg Farias, que apressou-se em apresentar e defender um perdão para todos aqueles que se execederam e afrontaram a lei de forma abusiva na última greve no Rio de Janeiro.


A greve da Bahia foi algo de grotesco, sendo contabilizados gestos extremamente abusivos que me fizeram lembrar de alguns países que beiram o primitismo em termos de princípios democráticos e legais. Em apenas três dias, foram mais de 80 mortes, sendo suposto pela grande imprensa que a grande maioria dos mortos foram exterminados por quem deveria manter a lei e a ordem.

Chama a atenção também a postura intolerante de ex-sindicalistas quando exercem mandatos no executivo, sendo bons exemplos disso os governadores da Paraíba e da Bahia. O que antes eram reivindicações justas dos trabalhados explorados, hoje são aspirações descabidas de sindicalistas desalmados que se permitem fazer de instrumentos nas mãos dos seus opositores políticos.

Abusos são cometidos de todos os lados. O governador da Paraíba usou a justição para impor o fim da greve do Fisco. Os policiais baianos, através dos seus líderes, ligaram para deputados mandando a mensagem chantagista de que a solução para o fim da greve seria agendar a votação da PEC 300.

Aonde chegaremos ? Que país é este ? Estamos no Brasil ou no Afegnanistão ? No Brasil ou no Iraque ? Bom senso já !