terça-feira, 7 de novembro de 2017

Planejamento da educação a longo prazo na Finlândia

Novos tempos exigirão uma nova escola. O diagnóstico vem da Finlândia, país cujo sistema, já celebrado internacionalmente, agora planeja reformas de olho em como será sua educação daqui a duas décadas.

A meta é envolver os pais em um amplo debate sobre a agenda que os finlandeses acreditam ser necessária para preservar o nível de excelência do ensino público nos próximos anos.
E para isso, nesta quarta-feira a Finlândia vai realizar simultaneamente, nas escolas públicas de todo o país, o que está sendo anunciado como a maior reunião de pais e professores do mundo.

"O mundo está mudando, as escolas precisam mudar, e o diálogo com os pais é crucial nesse processo, uma vez que eles podem desempenhar um papel significativo na evolução da escola", diz à BBC Brasil Saku Tuominen, um dos organizadores do evento e diretor do projeto HundrEd, criado no país para identificar e compartilhar inovações educacionais em todo o mundo.

Os finlandeses já se perguntam: que tipo de conhecimentos, habilidades e aptidões serão importantes para um aluno em 2030?

'Diálogo permanente'
"Inovação é a chave", afirma Tuominen. "Em um mundo em transformação, pensamos que em 2030, por exemplo, os alunos precisarão estar capacitados tanto em termos de novas tecnologias e da ênfase na criatividade como também no desenvolvimento de habilidades emocionais, autoconhecimento e pensamento crítico."

A megarreunião de pais é resultado de uma colaboração entre o Ministério da Educação e Cultura, o Sindicato dos Professores, a Associação de Pais de Alunos da Finlândia e o projeto HundrEd.
Mais de 30 mil pais já se inscreveram para participar do evento - e a ideia é transformar a iniciativa em um evento anual.

"Queremos um diálogo de alto nível e permanente sobre os fundamentos da educação do futuro. E mais do que nunca precisaremos de soluções criativas em consonância com a base do pensamento finlandês, que é uma educação em que o aluno tenha prazer em aprender", destaca Saku Tuominen.

Alunos viram professores
Para alavancar o debate, a reunião de pais e mestres será aberta em todas as escolas, que exibirão vídeos curtos com a fala de especialistas e educadores sobre o rumo das reformas em nível nacional, além de filmes sobre inovações que vêm sendo experimentadas em escala local.
Uma dessas inovações é um projeto-piloto que inverte os papéis entre mestres e aprendizes: alunos estão dando aulas a professores sobre o uso mais eficiente de tablets, mídias sociais e câmeras digitais.

"Os resultados têm sido excelentes", diz Saku Tuominen. "É uma forma eficaz e econômica de capacitar melhor os professores de cadeiras não ligadas à tecnologia, e que também cria laços mais estreitos entre professor e aluno."

Na visão finlandesa, professores não deverão ser apenas provedores de informação, e os alunos não serão mais somente ouvintes passivos.

"Queremos que as escolas se tornem comunidades onde todos possam aprender uns com os outros, incluindo os adultos aprendendo com as crianças", diz Anneli Rautiainen, chefe da Unidade de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação finlandês.

"Habilidades tecnológicas e codificação serão ensinadas juntamente com outros assuntos. Para apoiar os professores, também haverá tutores digitais."

Solução de problemas
Outra inovação a ser apresentada na reunião de pais é um projeto que vem sendo conduzido nas escolas da cidade de Lappeeenranta, no sudeste da Finlândia, para treinar os alunos em técnicas de solução de problemas. O projeto reúne uma equipe de psicólogos, especialistas e educadores.

"A ideia é capacitar os estudantes a desmistificar os problemas, e aprender a focar nas soluções", explica Tuominen.
No raciocínio dos finlandeses, é preciso mudar a percepção sobre o que deve ser ensinado às crianças e o que elas necessitam para sobreviver numa sociedade e em um mercado de trabalho em rápida transformação.

"As escolas precisam se adaptar aos novos tempos e reconhecer que, com a revolução tecnológica e o impacto da globalização, as necessidades das crianças mudaram. É preciso incluir no currículo escolar temas como a empatia e o bem-estar do indivíduo, além de renovar os ambientes de ensino para motivar os alunos", observa Kristiina Kumpulainen, professora de Pedagogia na Universidade da Finlândia.

O novo currículo escolar adotado em 2016 já inclui um alentado programa de tecnologia de informação, assim como aulas sobre vida no trabalho. Parte dos livros escolares, assim como a maioria do material de ensino, é completamente digital.

Diálogo
A Finlândia, país de 5,4 milhões de habitantes, é conhecida internacionalmente por pensar fora da caixa no que diz respeito à educação, o que atrai a curiosidade de especialistas do mundo inteiro.

Os dias são mais curtos nas escolas finlandesas: são menos horas de aula do que em todas as demais nações industrializadas, segundo estatísticas da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE, que reúne países desenvolvidos). Em uma típica escola finlandesa, os alunos têm em média cerca de cinco aulas por dia.

Os estudantes finlandeses gastam ainda menos tempo fazendo trabalho de casa do que os colegas de todos os outros países: cerca de meia hora por dia. O sistema também não acredita na eficácia de uma alta frequência de provas e testes, que por isso são aplicados com pouca regularidade.

E para os desafios dos novos tempos, os pais querem voz ativa.

Para a presidente da Associação de Pais da Finlândia, Ulla Siimes, não há mais espaço para as tradicionais reuniões entre educadores autoritários e pais queixosos.
"Quando perguntamos aos pais o que eles esperam das reuniões com professores, a resposta é que eles querem se sentir incluídos nas questões escolares, e não apenas receber relatórios sobre o que está sendo feito", disse Siimes em entrevista à TV pública finlandesa YLE, ao destacar a importância da reunião de pais e mestres da próxima quarta-feira.
"As experiências pessoais vivenciadas pelos pais décadas atrás podem influenciar as suas concepções sobre como as crianças devem ser educadas nas escolas, e precisamos atualizar nosso modo de pensar para adaptar as técnicas de ensino à realidade da nova era", acrescentou ela.

A reunião também pretende informar os pais sobre os efeitos de mudanças que já vêm sendo implementadas nas escolas do país, como a criação de salas de aula mais versáteis e flexíveis.

Paredes vêm sendo derrubadas para a criação de espaços de ensino em plano aberto, com divisórias transparentes. Em vez das carteiras escolares, o mobiliário inclui sofás, pufes e bolas de pilates.

"No futuro, não haverá necessidade de salas de aula fechadas, e a aprendizagem acontecerá em todos os lugares", diz Anneli Rautiainen.
Outra aposta consolidada no novo currículo escolar é o ensino baseado em fenômenos e projetos, que atualiza a tradicional divisão de matérias e dá mais espaço para que determinados temas - por exemplo a Segunda Guerra Mundial - sejam trabalhados conjuntamente por professores de diferentes disciplinas.

Ainda que não lidere o ranking internacional de desempenho de alunos medido pelo exame Pisa, da OCDE, a Finlândia costuma estar entre os mais bem colocados do mundo. Mas isso não é o que guia as reformas educacionais, dizem educadores.

"A importância de rankings como o Pisa no pensamento finlandês é bastante insignificante. Eles são vistos como uma espécie de medição de pressão sanguínea, que nos permitem considerar, ocasionalmente, a direção para onde estamos indo, mas os resultados dos testes não são nosso foco principal", diz o educador finlandês Pasi Sahlberg. "O fator essencial é a informação que as crianças e os jovens vão precisar no futuro."


"Na Finlândia, o objetivo da educação não é obter sucesso no Pisa", reforça Saku Tuominen, um dor organizadores da reunião de pais. "Nossa meta é ajudar as crianças e adolescentes a florescer e ter uma vida mais satisfatória."

Fonte: www.terra.com.br

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Cursos de formação de professores precisam focar mais na didática

Os cursos superiores de educação no Brasil precisam ser repensados para melhorar a didática do professor em sala de aula —um dos problemas é que as aulas de pedagogia que formam docentes da educação básica possuem pouca abordagem prática.

A conclusão é de especialistas em formação de professores que participaram da segunda mesa do Fórum Inovação Educativa 2, promovido pela Folha em parceria com a Fundação Telefônica Vivo nesta quarta-feira, 24/05/2017.

Para Mário Ghio, vice-presidente do grupo educacional Kroton, uma das causas para a deficiências é a falta de autonomia de instituições de ensino na elaboração do currículo dos cursos de pedagogia.

Segundo ele, as universidade particulares, que formam a maioria dos professores, ainda não possuem papel importante na elaboração de diretrizes na formação inicial de professores.

"Embora as instituições públicas tenham cerca de 10% dos alunos de pedagogia e licenciatura, a maioria deles atua na área de pesquisa. E quem está dentro da sala de aula estudou em faculdade privada. Mas a faculdade não tem papel na discussão do curso", disse.

Ghio acredita que o curso deveria ser alterado para que a didática fosse um dos pilares da formação. "Como é hoje, se o aluno nunca encontrou uma criança na vida, mas decorou a teoria de Piaget, não faz muita diferença", afirmou.

O modelo usado para moldar os cursos de educação também foi criticado por Naomar Almeida Filho, reitor da Universidade Federal do Sul da Bahia. Ele diz que os cursos deveriam abordar dificuldades regionais específicas.

"Ser professor no interior da Bahia é uma atividade muito respeitada. Tem prestígio social, por isso a escolha da licenciatura na UFSB é altíssima. É muito diferente da periferia de uma cidade como São Paulo", disse.

A integração entre as etapas de ensino também é essencial para melhorar a qualidade educacional no Brasil, segundo Almeida. Para ele, é preciso construir um modelo em que a universidade tenha um papel de responsabilidade na educação básica.

Para Paula Carolei, coordenadora da graduação em design educacional da Unifesp, o mundo acadêmico ainda é muito resistente a mudanças na formação de docentes brasileiros. "Quando eu propus a criação do curso de design educacional, muita gente foi contra. Aprendi que para haver mudança, tem que criar um diálogo com os professores. Se eu simplesmente chegar de cima para baixo, os professores atuais não vão aceitar novas propostas".

Fonte: www.folha.com.nbr

sexta-feira, 19 de maio de 2017

Quais são os erros fatais na redação do ENEM?


A redação é a única parte da prova do Enem na qual você tem a oportunidade de argumentar e dizer o que está pensando sobre aquela questão. Então, é a sua única chance. A redação te permite conquistar o corretor e fazer ele pensar como você, ao contrário do restante da prova. 


Normalmente as redações do exame são dissertativas-argumentativas, ou seja, você precisa falar de um assunto, ter uma opinião formada sobre ele e argumentar sobre suas escolhas. Dizer o que pensa e tentar convencer o corretor, ou pelo menos fazer entender seu ponto de vista.

Então, como a redação pode ser anulada e você tirar zero? Você não pode “fugir do tema”, ou seja, não atender ao pedido do enunciado. Muito simples. Por isso, esse ponto se torna delicado.

Você também pode tirar zero a folha de redação em branco. Se o texto tiver até 7 linhas, será considerado insuficiente e, se houver textos copiados do caderno de questões, elas serão desconsideradas.

Se o texto escrito na redação tiver conteúdo impróprio, desenhos e outras formas propositais de desrespeito aos direitos humanos e apresente parte do texto desconectada com o tema ou com o próprio texto, será anulado.


Fonte: www.terra.com.br

CONCURSO DA MARINHA DO BRASIL PARA ÁREA DE INFORMÁTICA

PROGRAMA PARA ÁREA DE INFORMÁTICA:

INFORMÁTICA ALGORITMOS E ESTRUTURA DE DADOS - Recursividade; Listas lineares; Pilhas; Filas; Árvores: binárias de busca e balanceadas; Algoritmos de ordenação. 

BANCO DE DADOS - Gerenciamento de banco de dados; Conceitos e arquitetura do sistema de banco de dados; Modelo de dados relacional e linguagem SQL; Modelagem conceitual e projeto de banco de dados; Teoria e normalização de projeto de banco de dados; Gerenciamento de transações; Business Intelligence: conceitos, arquitetura, Data Warehouse e Data Mart, Modelagem Multidimensional de Dados, Data Mining, ETL, OLAP; Gestão e Governança de Dados. Big Data.

GOVERNANÇA DE TI - conceitos e modelo; papéis da governança de TI na organização; modelos para gerenciamento de serviços de TI; modelos para processos de software; extensões e derivações do conceito.

LINGUAGENS DE PROGRAMAÇÃO - Sintaxe e semântica; Análise léxica e sintática; Nomes, vinculações e escopos; Tipos de dados; Expressões e sentenças de atribuição; Estruturas de controle no nível sentença; Subprogramas; Tipos de dados abstratos; Programação orientada a objetos; Concorrência; Tratamento de exceções e eventos; Linguagem JAVA: classes e objetos, instruções de controle, métodos, arrays e arraylists, strings, caracteres e expressões regulares, arquivos, fluxos e serialização de objetos, classes e métodos genéricos e multithreading.

ORGANIZAÇÃO DE COMPUTADORES - Conceitos de organização estruturada de computadores; Conversão de Bases e Aritmética computacional: operações com números binários e hexadecimal; Lógica digital: Conceito de portas lógicas; Conceito e operações de álgebra booleana; Organização de sistemas de computadores; Nível: lógico digital, microarquitetura, de arquitetura do conjunto de instrução, de máquina de sistemas operacionais, de linguagem de montagem; Arquitetura de computadores paralelos.

REDES DE COMPUTADORES - Conceitos: hardware de rede, software de rede, modelos de referência OSI e TCP/IP, suas camadas e subcamadas; Camadas: física, de enlace de dados, de rede, de transporte e de aplicação; Redes sem fio e redes móveis; Meios de transmissão; Transmissão de pacotes; Ligação inter-redes; Tecnologia e topologia da rede; Protocolos de Rede.

SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO - Virtual Private Networks (VPN); Firewalls; Intrusion Detection System (IDS); IPSec; Secure Socket Layer / Transport Layer Service (SSL/TLS); Requisitos básicos de segurança; Vulnerabilidades de segurança; Engenharia Social; Senhas; Privacidade; Cookies; Ataques na Internet; Software Malicioso; Fraudes e golpes na Internet; Spam, scam, phishing, pharming, hoax ou boatos; Antivirus, antispyware e firewall; e Mentalidade de Segurança.

ENGENHARIA DE SOFTWARE - Conceitos de Engenharia de Software; Processo de Software; Desenvolvimento Ágil; Modelagem de Sistemas; Engenharia de Requisitos; Testes de Software; Análise e Projeto de Sistemas Orientados a Objetos; Diagramas UML; Arquitetura Orientada a Serviços; Padrões de Projeto. 

GERÊNCIA DE PROJETOS – Conceitos: projeto; gerência de projetos; habilidades de um gerente de projeto; ciclo de vida e fases do projeto; e grupos de processos de gerenciamento de projetos.

SISTEMAS COMPUTACIONAIS – Conceitos: sistemas operacionais, organização e arquitetura do sistema de computação, estrutura e operações do sistema operacional, ambientes de computação, sistemas operacionais de código-fonte aberto; Conceitos de hardware, software, processos e threads; Gerência de recursos: processador, memória, dispositivos de entrada e saída; Sistema de arquivos; 48 Linux: instalação e compilação de programas; comandos, editores de texto; shell; processo init; impressão; gerenciamento de sistema de arquivos; permissões e quotas de disco; gerenciamento de usuários, grupos e privilégios; gerenciamento de processos; gerenciamento da memória e de armazenamento; proteção e segurança; expressões regulares; administração do sistema e redes; mensagens do sistema, accounting e automação de tarefas; e administração de serviços de rede.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA:

BARBIERI, Carlos. BI2 - Business Intelligence Modelagem & Qualidade. [S.l.]: Campus, 2011. BOOCH et al. UML Guia do Usuário. 2.ed. [S.l.]: Campus, 2005. CERT.br. Cartilha de Segurança para Internet - cartilha completa. Versão 4.0, 2.ed. ISBN: 978- 85-60062-54-6. Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil, 2012. Disponível em: . DATE, C. J. Introdução a Sistemas de Bancos de Dados. 8.ed. [S.l.]: Campus, 2004. DEITEL, Paul; DEITEL, Harvey. JAVA como Programar. 10.ed. [S.l.]: Pearson Prentice Hall, 2016. ELMASRI, R; NAVATHE, S.B. Sistemas de Banco de Dados. 6.ed. [S.l.]: Pearson Addison Wesley, 2011. FERNANDES, Aguinaldo A.; ABREU, Vladimir F. de. Implantando a Governança de TI: da Estratégia à Gestão dos Processos e Serviços. 4.ed. Brasport, 2014. FERREIRA, Rubem E. Linux - Guia do Administrador do Sistema. 2.ed. Novatec, 2008. FREEMAN, Eric; FREEMAN, Elisabeth. Use a cabeça, padrões de projetos: seu cérebro em padrões de projetos. 2.ed. rev. Rio de Janeiro: Alta Books, 2009. FUGITA, Henrique Shoiti; HIRAMA, Kechi. SOA Modelagem, análise e design. ISBN 978-85- 352-5340-5. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012. HELDMAN, Kim. Gerência de Projetos. Guia para o exame oficial do PMI. 5.ed. revista e ampliada. Elsevier, 2009 – 7ª reimpressão.

HURWITZ, Judith; NUGENT, Alan; HALPER, Fern; 
KAUFMAN, Marcia. Big Data para Leigos. Starlin, 2015. KUROSE, James F. Redes de Computadores e a internet. 5.ed. São Paulo: Addison Wesley, 2010. 
MACHADO, Felipe N. R. Tecnologia e Projeto de Data Warehouse. 6.ed. Érica. 2013. 
MACHADO, Francis B.; MAIA, Luiz P. Arquitetura de Sistemas Operacionais. 5.ed. [S.l.]: LTC, 2013. MONTEIRO, Mario A. Introdução à Organização de Computadores. 5.ed. [S.l.]: LTC. 2012. MORIMOTO, Carlos E. Servidores Linux – Guia Prático. 2.ed. SULINA, 2010. 
PRESSMAN, Roger S. Engenharia de Software. 7.ed. [S.1.]: McGraw-Hill 3 Bookman, 2011. RÊGO, Bergson L. Gestão e Governança de Dados. Rio de Janeiro. Brasport. 2013. SEBESTA, Robert W. Conceitos de Linguagens de Programação. 9.ed. Bookman: 2011. SILVA, Gleydson M. Guia Foca GNU/Linux – Iniciante+Intermediário. Versão 5.65. Foca GNU/Linux. Disponível em: < http://www.guiafoca.org/>, 2010. SILBERSCHATZ, Abraham; GALVIN, Peter B. Fundamentos de Sistemas Operacionais. 9.ed. LTC, 2015. SOMMERVILLE, Ian. Engenharia de Software. 9.ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2011. STALLINGS, William. Criptografia e segurança de redes. 4.ed. ISBN 978-85-7605-119-0. São Paulo. Pearson Education, 2008. SZWARCFITER, Jayme L.; MARKENZON, Lilian. Estruturas de Dados e seus Algoritmos. 3.ed. LTC, 2010. TANENBAUM, Andrew S.; WETHERALL, David. Redes de computadores. 5.ed. [S.l.]:Pearson Prentice Hall, 2011.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Cursos participantes do ENADE 2017


O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) 2017 será aplicado no dia 26 de novembro. Portaria com o regulamento do exame foi publicada hoje (27) no Diário Oficial da União.

O Enade avalia o rendimento dos concluintes dos cursos de graduação em relação aos conteúdos, habilidades e competências adquiridas em sua formação. A cada ano, o exame avalia um grupo diferente de cursos superiores, ciclo que se repete a cada três anos.

O exame é o principal componente para o cálculo dos indicadores de qualidade dos cursos e das instituições de ensino superior do país. Caso tenham avaliações consideradas insuficientes, as instituições de ensino sofrem penalidades e podem ser fechadas. Os estudantes são obrigados a fazer o exame para receber o diploma, mas não há desempenho mínimo obrigatório.

Devem fazer o exame tanto os estudantes ingressantes nos cursos avaliados quanto os estudantes que estejam próximos à conclusão do curso. As inscrições ficam a cargo dos dirigentes das instituições.

Áreas avaliadas

Neste ano, serão avaliados os cursos de arquitetura e urbanismo; engenharia ambiental; engenharia civil; engenharia de alimentos; engenharia de computação; engenharia de controle e automação; engenharia de produção; engenharia elétrica; engenharia florestal; engenharia mecânica; engenharia química; engenharia; e, sistema de informação.

Serão avaliadas ainda as licenciaturas nas áreas de artes visuais; educação física; letras - português e espanhol; letras - português e inglês; letras - inglês; música; e pedagogia. As licenciaturas e bacharelados em ciência da computação; ciências biológicas; ciências sociais; filosofia; física; geografia; história; letras - português; matemática; e química.

Também farão parte do Enade deste ano, os tecnólogos nas áreas de análise e desenvolvimento de sistemas; gestão da produção industrial; redes de computadores; e, Gestão da Tecnologia da Informação.


Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 11 de abril de 2017

Coisas do Brasil: no sertão o sujeito tem cisterna, mas não coleta a água da chuva

Tem coisas que só acontecem por aqui na "Terra Brasilis" !

Tenho andado pelo sertão nordestino e passei a observar que tem muitas casas no meio da caatinga que contam com as cisternas construídas nos últimos anos, notadamente nos governos petistas.

Agora o que me chamou mais ainda a atenção mesmo é que em muitas delas as calhas que deveriam estar coletando a água da chuva para armazenar nessas cisternas ou não existem ou estão desconectadas do telhado e/ou da cisterna.

Parei em algumas e puxei assunto com o sertanejo sobre o motivo de não estar coletando essas últimas chuvas boas que têm caído no sertão nordestino. Aí o sujeito disse que era porque a água era suja, cheia de areia, cocô de passarinho e outras coisas. Tentei argumentar que era só filtrar a água  com um pano ou deixar cair fora a primeira água e que depois ela viria mais limpa. No pior dos casos, colocando cloro resolveria o problema.

O sujeito não quis saber das minhas sugestões, não arredou pé do seu ponto de vista e disse-me que era melhor esperar o carro pipa do governo, que demorava, mas chegava. Vício no assistencialismo puro tal qual o bolsa família e outras iniciativas que  só prestam um desserviço ao cidadão e à nação.

Sai pensando sobre a questão e conclui que no Brasil o que todo gestor quer é fazer a obra, colocar a placa com seu nome, ganhar a fama e a comissão sobre a obra. Por isso essa visão equivocada do beneficiado pelo programa das cisternas do governo federal, que construiu milhares delas pelo sertão afora, mas que muitas delas não coletam a água por deseducação do sertanejo.

Bastava uma campanha educativa, daquelas de pé de ouvido, parando de comunidade em comunidade, reunindo as pessoas e explicando como fazer para aproveitar as chuvas que caem, mas de forma irregular ao longo do ano e que se fosse coletada, daria para amenizar a falta de água nos meses mais quentes e secos.

Coisas do Brasil!

sexta-feira, 10 de março de 2017

Resultado do ENADE mostra 11% dos cursos com conceitos 1 e 2

Um novo retrato dos cursos de graduação no Brasil mostra que somente uma minoria dos avaliados pelo Ministério da Educação (MEC) em 2015 alcançou as notas máximas. Além disso, nos últimos quatro anos, se manteve estável o total de cursos com resultados insatisfatórios. De acordo com um dos cenários, 11,3% dos cursos ficaram com as notas mais baixas (1 e 2) e somente 1,2% alcançaram nota 5, a máxima possível.

A presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Maria Inês Fini, diz que avaliação mostra que "temos uma grande maioria de universidades que está num patamar bom." Segundo ela, a concentração de nota 3 "não indica uma mediocridade, mas um patamar bom".
Os dados divulgados pelo MEC nesta quarta-feira (8) tomam por base as provas do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) de 2015, a mais recente da série, e também outros dados coletados pelo governo federal. Ao todo, o ministério divulgou nesta manhã três indicadores, todos baseados de alguma forma no Enade. São eles:
  • Conceito Enade (CE) - baseado exclusivamente no resultado da prova que avalia o rendimento dos concluintes dos cursos de graduação, em relação aos conteúdos programáticos, habilidades e competências adquiridas em sua formação.
  • Conceito Preliminar do Curso (CPC) - Considera o desempenho dos estudantes no Enade, além de corpo docente, infraestrutura, recursos didático-pedagógicos e demais itens.
  • Índice Geral de Cursos (IGC) - Considera uma média ponderada das notas dos cursos de graduação no CPC e da avaliação dos cursos pós-graduação de cada instituição junto a Capes.
Conceito Preliminar do Curso
Índice Geral de Cursos (IGC)
Conceito Enade
  1. Administração
  1. Administração Pública
  1. Ciências Contábeis
  1. Ciências Econômicas
  1. Comunicação Social - Jornalismo
  1. Comunicação Social - Publicidade e Propaganda
  1. Design
  1. Direito
  1. Psicologia
  1. Relações Internacionais
  1. Secretariado Executivo
  1. Teologia
  1. Turismo
  1. Comércio Exterior
  1. Design de Interiores
  1. Design de Moda
  1. Design Gráfico
  1. Gastronomia
  1. Gestão Comercial
  1. Gestão da Qualidade
  1. Gestão de Recursos Humanos
  1. Gestão Financeira
  1. Gestão Pública
  1. Logística
  1. Marketing
  1. Processos Gerenciais

  1. Em 2016, a prova avaliou estudantes de agronomia, biomedicina, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, serviço social e zootecnia. Também estão na lista aqueles que estudam em cursos que conferem diploma de tecnólogo nas áreas de agronegócio, estética e cosmética, gestão ambiental, gestão hospitalar e radiologia.

De acordo com cada caso, cursos com notas insatisfatórias podem receber sanções do MEC. Uma delas é o impedimento da abertura de novas vagas ou de fechamento de parcerias com Prouni ou Fies.
O Secretário da Educação Superior, Paulo Barone, disse nesta quarta-feira, durante coletiva em Brasília, que estão mantidas as suspensões na participação de programas do governo federal para essas instituições com indicadores insuficientes.
Sobre as instituições com conceitos 1 e 2, considerados insuficientes, o chefe de gabinete da Secretaria de Regulação e Supervisão de Educação Superior (Seres), Rubens de Oliveira Martins, diz que as medidas variam de acordo com os casos.
"Se houve repetição, se houve uma tendência de melhorar o indicador, para cada uma dessas situações temos uma normativa. Com dois anos consecutivos com notas abaixo do suficiente, as instituições entram em medidas cautelares. O MEC irá verificar, dá um prazo para essa instituição melhorar, mas fica suspensa autonomia universitária até avaliação melhorar. Pode haver suspensão de processos seletivos, por exemplo. No pior dos mundos, a universidade pode ser descredenciada."
"A lógica da nossa avaliação não é punitiva. Todas as medidas são, no fundo, em defesa do ensino que é ofertado para o aluno", afirma a presidente do Inep, Maria Inês Fini.
Em 2015, o MEC avaliou 8.121 cursos de 26 áreas (veja lista abaixo) em 2.109 instituições de ensino superior públicas e privadas. Participaram 447.056 universitários. A cada ano, o Enade é obrigatório para estudantes de determinados cursos de graduação.
No Conceito Preliminar de Curso (CPC), que avalia exclusivamente o nível dos graduandos e a estrutura da instituição, as notas possíveis variam entre 1 e 5. O MEC considera insuficiente qualquer conceito com notas 1 e 2.
Segundo o MEC, o desempenho insatisfatório, com notas abaixo de 3, foi verificado em 893 cursos de graduação, o equivalente a 11% do universo avaliado em 2015.
Os dados de 2015 mostram ainda que só 27,7% dos cursos tiveram notas acima da média (4 e 5). Os considerados excelentes, com nota máxima (5), representam apenas 1,2% do total.
O restante – 26,5% dos cursos – recebeu conceito 4. A maioria dos cursos avaliados, no entanto, (57,7%) ficou com nota 3, considerada como a média. Outros, 0,3% dos cursos tiveram conceito 1, e 3,2% ficaram sem conceito.
A lista de cursos avaliados muda a cada ano, por isso, as avaliações não podem ser comparadas. Ela só foi possível, entre os anos de 2012 e 2015 (conforme tabela acima), pois se tratava do mesmo grupo de cursos avaliados.
"Nós gostaríamos de frisar que considerando que o CPC, por exemplo, advém 55% das provas dos estudantes, não é possível, portanto, comparar os indicadores com os anos anteriores", diz Mariângela Abraão, coordenadora geral de controle de qualidade do MEC.
O MEC também divulgou o resultado do Índice Geral de Cursos (IGC), que considera em conjunto o desempenho da pós-graduação e da graduação. A maior concentração de notas acima da média (4 e 5) foi observada nas instituições públicas. Um total de 28% das instituições públicas receberam nota 4, contra 15% das particulares. Na faixa da nota máxima (5), estão 4,9% das instituições públicas; contra 0,6% das privadas.
Do total de instituições de ensino superior avaliadas, 85% tiveram desempenho satisfatório (com notas igual ou acima de 3) e 15% foram classificadas como "insatisfatórias" (notas inferior a 3).
As instituições privadas lideram a concentração das notas 3, que estão na média, com 68,9%; contra 53,7% das públicas. No conceito 2, considerado abaixo da média, a maior concentração também é da rede particular: 14,7% das privadas receberam esta nota; contra 12,3% da rede pública.
O índice também varia entre 1 e 5. O MEC considera insuficiente qualquer conceito abaixo de 3.
O levantamento de qualidade do ensino superior realizado pelo MEC apresenta ainda um recorte específico somente a partir do desempenho na prova do Enade (sem considerar avaliação de estrutura, como no CPC, ou nota da pós-graduação, como no IDG). No Conceito Enade, em 2015 somente 5% dos cursos alcançaram nota 5, a máxima possível. Notas 1 e 2 foram obtidas por 30,3% dos cursos.
Áreas avaliadas no Enade 2015
No ano passado, o MEC criou critérios para apurar irregularidades praticadas pelas instituições de ensino no Enade. A medida visa a evitar fraudes que acabavam interferindo na nota obtida pelas faculdades.

Fonte: globo.com