sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Acadêmicos de Medicina continuam envergonhando nos exames do CREMESP

Quando, pela nona vez, em dez anos mais da metade dos médicos recém-formados é reprovada no exame de avaliação do Conselho Regional de Medicina de São Paulo, o alerta, que já era intenso, fica ensurdecedor. 
Na versão de 2016, cujos resultados foram anunciados na semana passada, dos 2,677 mil profissionais que se submeteram à prova, 56% (1.511) não chegaram na nota mínima. Isso significa que acertaram menos de 60% das 120 perguntas do teste. Erraram coisas básicas: 80% não souberam interpretar uma radiografia; 63% não conseguiram ler corretamente uma tomografia abdominal e 70% não sabiam a resposta certa sobre o que fazer diante de um paciente com crise hipertensiva. O pior desempenho foi entre os egressos de faculdades privadas (66% foram reprovados).
Os números evidenciaram a urgência da adoção de medidas que melhorem a formação médica no Brasil. Mudar a forma de apresentação do conteúdo aos estudantes está entre os passos necessários. “O método de ensino tradicional, com o professor na sala de aula, apresentando slides, por exemplo, não funciona. A retenção de informação é baixa”, afirma Alexandre Holthausen, diretor da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein, em São Paulo. Entre os formatos ideais, estão aqueles que facilitam o trabalho em grupo e incentivam a solução de casos a partir das informações recebidas. Este aspecto, particularmente, é muito importante, uma vez que está demonstrado que muitos dos novos médicos não conseguem associar os dados para formular um diagnóstico.
Só aprovados
Introduzir a interdisciplinaridade é outro passo vital. “O ensino fragmentado leva ao aprendizado segmentado”, diz Holthausen. Mais um ponto a ser melhorado é a avaliação ao longo do curso. “Não se ouve falar em aluno de medicina reprovado”, afirma Bráulio Luna Filho, diretor do Cremesp e coordenador do exame. “Isso precisa mudar. Se não aprendeu, não avança.” Os especialistas sugerem que o acompanhamento da evolução do estudante seja constante para evitar que ele se forme sem ter noções básicas de medicina.
A entidade paulista defende que só exerçam a profissão os estudantes aprovados em avaliações feitas por entidades representativas, nos mesmos moldes dos aplicados pela Ordem dos Advogados do Brasil. Há um projeto de lei nesse sentido sendo formulado pelo senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP).
Fonte: www.istoe.com.br

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Brasil é o pais da repetência

O censo escolar levanta ano a ano, escola a escola, dados que ajudam a dimensionar o quanto o Brasil avançou – ou não – na quantidade e na qualidade do ensino. Na edição que o Inep, órgão ligado ao Ministério da Educação (MEC), divulga nesta quinta-feira, há um dado que, mesmo tendo jeitão de reprise, deve vir aos holofotes como um aviso de que há algo de muito errado por aqui: a repetência no país continua entre as mais altas do mundo. Trata-se de um indicador inequívoco do baixo nível das escolas brasileiras.
Os números confirmam que o Brasil está ainda muito longe do que propõe o Plano Nacional de Educação: no papel, 95% dos alunos deveriam concluir o ensino fundamental na idade adequada até 2024; na realidade, 23% (quase um de cada quatro estudantes) que cursam o 9º ano em colégio público repetiram pelo menos uma vez ao longo de sua vida escolar. A diferença para as escolas particulares merece ser ressaltada pelo fosso que as separa: na rede privada, 7% tiveram a mesma trajetória.
“O alto índice de alunos repetentes sinaliza que o professor não está ensinando, o aluno não está aprendendo e o Brasil joga dinheiro fora num sistema inoperante”, resume a secretária executiva do MEC, Maria Helena Guimarães. Em 2015, a repetência dragou cerca de 30 bilhões de reais dos cofres públicos (está incluído aí o preço de pagar duas vezes pelo mesmo aluno). O economista americano Eric Hanusheck, especialista em derrubar os costumeiros mitos que pairam sobre a sala de aula, costuma dizer: repetir custa caro ao aluno e ao país. E pior ainda, é um ciclo vicioso. Repetência chama repetência. Mas que fique claro: a ideia não é passar todo mundo de ano baixando a régua. Escola boa é aquela que consegue evitar este desfecho sem abrir mão de metas elevadas.

Fonte: www.veja.com.br

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Alimente-se bem e não fique doente

Mesmo se você toma vacina de gripe, lava as mãos religiosamente e fica longe dos colegas do trabalho que espirram toda hora, escapar de todos os germes e doenças que se proliferam no dia a dia é uma batalha difícil. Para melhorar suas chances, temos algumas dicas que podem ajudar a melhorar seu sistema imunológico da maneira mais natural possível.

1. Descanse e durma melhor
Todos nós conhecemos esta, mas é mais fácil falar do que fazer, né? Ao invés de lutar noites inteiras com telas azuis, sequências de Netflix e lanches noturnos, tente antecipar um pouco sua hora de dormir. Uma boa noite de sono nos traz mais benefícios do que apenas acordar bem: dá a chance para nosso corpo se curar em nível celular. Inúmeros estudos mostram que carência de sono faz com que você tenha maior probabilidade de pegar resfriados; e em longo prazo pode estar relacionado a doenças mais graves, como diabetes e problemas cardíacos.

2. Coma um arco-íris de vegetais
Incorporar uma grande variedade de legumes e verduras (de todas as cores) é recomendado para dietas mais saudáveis e nutritivas, mas é especialmente importante para aumentar a imunidade. Vitaminas como A e C têm sido estudadas por sua capacidade de combater doenças, por isso coma bastante folhas verdes escuras, frutas cítricas, cenoura, abóbora e batata doce. Selênio, um mineral encontrado no alho, brócolis e na castanha-do-pará, também pode ajudar para este mesmo propósito.

3. Encontre alguns cogumelos mágicos
O reino dos fungos é notoriamente defensivo contra bactérias e vírus – afinal, é dele que veio a descoberta da penicilina, um antibiótico natural poderoso. Acredita-se até que alguns fungos apresentam propriedades anticancerígenas e antitumorais. Cogumelos, especialmente variedades asiáticas, como shiitake, enoki e maitake, contêm propriedades naturais antivirais e anti-inflamatórias, incluindo o imunoestimulante betaglucana. Além disso, cogumelos são deliciosos e podem ser adicionados a praticamente qualquer refeição. Apenas se certifique de que estão bem cozidos para que você possa digeri-los corretamente!

4. Alimente sua flora intestinal
Falando em fungos, ter um ecossistema saudável de boas bactérias intestinais é fundamental para a saúde imunológica. Você sabia que de 70 a 80% do seu tecido imunológico está localizado em seu aparelho digestivo? Alguns alimentos tradicionais são fontes abundantes de probióticos (as chamadas “bactérias do bem”) e podem alimentar sua flora intestinal: iogurtes naturais, tempeh, kombuchá e outras comidas provenientes de fermentação estão entre eles.

5. Tome um gole de sopa quente
Toda família tem sua versão da “milagrosa sopa da vovó” e médicos descobriram que o poder desta canja é maior do que a nostalgia que ela traz. Sopas podem fornecer nutrientes de fácil digestão para manter você hidratado. Além do mais, se você estiver resfriado, o vapor da sopa pode ajudar a limpar vias nasais obstruídas.
6. Faça seu sangue fluir
Exercícios e função imune se relacionam de forma um pouco controversa: o excesso de atividades físicas está diretamente ligado à supressão do sistema imune. Entretanto, se executados de forma moderada, os benefícios são inúmeros. Caminhadas ao ar livre, passeios de bicicleta, pilates, yoga, aulas de dança e até mesmo sessões de musculação podem ajudar a melhorar sua imunidade.


 7. Aproveite a luz do Sol
Vitamina D é produzida naturalmente pelo corpo humano quando a pele é exposta à radiação UV do sol. No nosso corpo, age mais como hormônio do que vitamina, cujo papel é regular o sistema imunológico. Pode ser encontrada em produtos lácteos e cogumelos. Muitas pessoas apresentam níveis baixos de vitamina D, por isso é sempre aconselhável uma caminhada de 30 minutos em exposição ao sol, independente de sua idade.
8. Experimente ervas e suplementos
Enquanto a maioria das recomendações pode ser encontrada em alimentos integrais ou estilos de vida saudáveis, alguns imunoestimulantes poderosos se encontram em forma de suplementos, sejam eles tinturas, cápsulas ou chás. Tomar vitamina C e zinco regularmente pode fazer maravilhas para o seu sistema imune. Alguns remédios de ervas vêm fazendo sucesso no mercado: equinácea, astrágalo, ginseng, sabugueiro e cogumelo reishi. Visitar um profissional, como um praticante de Medicina Tradicional Chinesa que tem conhecimento e especialização em prescrever ervas e raízes medicinais, pode ser sua melhor aposta para obter a dosagem adequada e combinação mais eficaz. Enquanto estiver lá, considere fazer um tratamento de acupuntura, que também tem sido associado ao reforço da função imunológica.

Fonte: www.bol.com.br

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Acampar pode ajudar a regularizar a insônia


Uma pesquisa publicada nesta quinta-feira no periódico Current Biology afirma que passar um final de semana acampando, exposto à luz natural e longe de aparelhos eletrônicos, pode ter profundo impacto no ritmo cardíaco e ajudar a dormir mais cedo. Segundo os pesquisadores, que avaliaram voluntários enviados a um camping nas montanhas de Colorado, nos Estados Unidos, os efeitos podem ser ainda mais potentes no inverno.
De acordo com Kenneth Wright, professor de fisiologia da Universidade do Colorado em Boulder e líder do estudo, nosso relógio biológico influencia muito mais do que o nosso sono. Em comunicado, ele afirma que estudos anteriores já associaram nosso tempo de sono à diminuição na performance cognitiva, distúrbios de humor, diabetes e obesidade. Os resultados de sua pesquisa mostram a importância de investir em arquiteturas que aproveitem melhor a luz natural, além de passar menos tempo perto de dispositivos que emitem luz, como tablets e celulares, para evitar distúrbios do sono e outros problemas de saúde.
Em 2013, Wright já havia estudado o impacto do ambiente moderno no sono. Ele enviou cinco voluntários de 21 a 39 anos para passar uma semana acampando no verão e depois mediu seus níveis de melatonina – hormônio que prepara o corpo para o sono. Durante a experiência, os participantes foram proibidos de usar tochas ou lâmpadas durante a noite. Quando retornaram, os cientistas descobriram que a concentração de melatonina presente no sangue dos voluntários começou a subir duas horas antes do normal, perto do pôr do sol, e cair mais cedo também, sinalizando o início do dia. Em outras palavras, o relógio biológico se ajustou ao sol do verão.
Para investigar se as estações do ano e o tempo que os acampantes passavam na natureza influenciavam os resultados, o pesquisador decidiu realizar outros dois estudos. No primeiro, ele recrutou 14 voluntários – nove foram enviados a um acampamento por um final de semana durante o verão e os outros cinco permaneceram em casa. Ao fim do período estipulado, comparando as análises feitas com amostras de saliva, os cientistas descobriram que os níveis de melatonina começavam a mudar cerca de uma hora e meia antes nos acampantes, evidenciando que mesmo poucos dias na natureza já eram suficientes para produzir um impacto positivo no organismo.
No segundo estudo, Wright realizou os mesmos procedimentos, dessa vez com cinco voluntários que passaram uma semana acampando durante o inverno. Amostras de melatonina foram coletadas a cada hora durante 24 horas assim que os participantes retornaram. As medidas indicaram que eles ficaram expostos a uma quantidade de luz 13 vezes maior durante o dia do que um final de semana normal em suas casas. Enquanto estavam no acampamento, dormiram mais cedo e acordaram mais tarde – e quando voltaram, os cientistas perceberam que seus níveis de melatonina começavam a subir cerca de duas horas e meia mais cedo do que o usual.
Sem a presença de luz artificial, o sono noturno dos voluntários naturalmente se alongou para se adaptar à estação, como acontece com a maioria dos animais. “Isso já foi assumido, mas nunca demonstrado”, Wright afirma. Ele explica que quando a luz atinge os fotoreceptores presentes nos olhos, altera o relógio biológico e desencadeia uma série de respostas no organismo, influenciando não só o sono mas também a produção dos hormônios que fazem o metabolismo funcionar.
No entanto, o pesquisador ressalta que, para quem não consegue viajar para passar um final de semana na natureza, é possível colocar o ritmo do sono em dia dentro de casa também. Uma dica é passar mais tempo exposto à luz natural durante o dia e desligar os aparelhos eletrônicos antes de dormir.

 Fonte: www.veja.com.br