domingo, 8 de fevereiro de 2009

Usar concessões públicas para atacar adversários






O uso de concessões públicas de veículos de comunicação para atacar adversários políticos é uma prática bastante difundida e realizada na Paraíba e no Brasil.

Ataques sistemáticos, diários, sem dar trégua é uma prática constante aqui na Paraíba, principalmente, em determinados veículos.

A coisa é tão descarada e persistente que chega a cansar a todos nós, pobres mortais.

Cabe a cada um buscar enxergar quais são os interesses que estão direcionando essas posturas desses grupos empresarias que controlam esses veículos.

Recentemente, a Folha de São Paulo publicou uma matéria onde o presidente do Senado, José Sarney, aparece em conversas telefônicas gravadas pela Polícia Federal tramando com um filho o uso das empresas de comunicação da família contra o seu principal adversário no Maranhão, o governador Jackson Lago.

Qualquer semelhança com a situação da Paraíba é mera coincidência.

Acho que é chegada a hora de o Barsil rever a legislação em torno dessas concessões de veículos de comunicação, que, em sua maioria, são controlados por grupos políticos para "fazer a cabeça" da população desavisada.

Veja a matéria da folha On-line:

Grampo da PF indica que Sarney usou jornal e TV para atacar grupo de Lago

O senador José Sarney (PMDB-AP) e seu filho Fernando Sarney aparecem em uma escuta legal da Polícia Federal discutindo o uso de duas empresas do grupo de comunicação da família para veicular denúncias contra seus rivais do grupo do governador Jackson Lago (PDT). É o que mostra a reportagem de Leonardo Souza e Felipe Seligman, publicada hoje na Folha (a íntegra está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL).

Eleito presidente do Senado, Sarney e Lago travam uma batalha política no Maranhão. O governador do Maranhão também é acusado pelo grupo de Sarney de utilizar a mídia local para atacá-lo.

A PF realizou os grampos durante a operação Boi Barrica, que apura movimentações financeiras de empresas da família Sarney no período eleitoral de 2006.

Os veículos de comunicação da família Sarney são a TV Mirante --afiliada da Rede Globo-- e o jornal "O Estado do Maranhão". Como as emissoras de TV são concessões públicas, a lei 4.117/62 proíbe seu uso para fins políticos. Procurado pela Folha, o senador não quis se manifestar sobre o assunto.

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