quinta-feira, 16 de julho de 2009

Melhorando a qualidade do ensino - Parte I

Esse é o primeiro de uma série de textos sobre como melhorar a qualidade de ensino em nossas escolas.

O tema específico deste texto é sobre o a introdução do controle de qualidade do ensino nas escolas.

Quando abordamos esse tema, alguns questionamentos surgem de imediato:

- o quanto os nossos alunos aprendem ?
- que percentual do conteúdo programático previsto está sendo lecionado ?
- os nossos docentes são assíduos ? Eles são pontuais ?
- há comprometimento da equipe escolar com a aprendizagem efetiva dos nossos alunos ?
- os nossos docentes dominam as matérias que lecionam ?
- qual é o nível de repetência em nossa escola ?
- qual a evasão ?
- qual o conceito que temos na comunidade na qual a escola está inserida ?
- a nossa infraestrutura atende as demandas escolares ?
- temos um sistema formal de avaliação em nossa escola ?

Voce tem resposta na ponta da língua para essas questões ?

Se a resposta for afirmativa, ótimo. Voce está no caminho.

Se a resposta for negativa ou parcial, aí a coisa começa a pegar porque a sua escola tem problemas sérios que precisam ser resolvidos.

Primeira dica: vamos formar um grupo de controle da qualidade do ensino na escola. Não precisa ser grande, no máximo 8 pessoas, com um ou dois representantes para cada segmento (docentes, administrativos, discentes e comunidade (pais de alunos e outros)).

Segunda dica: uma vez formado o grupo, vamos formalizar o processo de controle de qualidade do ensino (período de reuniões, temas a serem discutidos, formulários a serem utilizados, planejamento das estratégias de ação etc); faça ata para tudo, documente-se.

Terceira dica: vamos vender a ideia. O grupo deve buscar apoio da comunidade para encarar o desafio de discutir a qualidade do trabalho de todos. Procure envolver os alunos, funcionários, docentes, os pais de alunos e a comunidade no processo. Vão surgir resistências, sendo natural porque o ser humano resiste a ser avaliado. Tenha paciência e procure contornar as objeções, mas seja firme, foque no seu objetivo.

Quarta dica: mãos à obra. Comece o processo com uma primeira avaliação simples. Elabore, com a ajuda da sua equipe, um formulário simples no qual se possa avaliar critérios docentes tais como: pontualidade, assiduidade, domínio da matéria, capacidade de transmissão, relacionamento com os alunos, qualidade do material didático, cumprimento dos prazos na entrega de notas e outros que julgar importantes. No aspecto físico, busque avaliar a limpeza, as áreas de lazer e esporte, a acessibilidade etc. Submeta para a comunidade avaliar a qualidade do atendimento em setores chaves tais como a secretaria e a bilioteca, por exemplo. Cada item avaliado poder receber um conceito (péssimo, ruim, regular, bom, ótimo) ou uma nota de um a cinco ou de um a dez, onde cada nota equivale a um conceito.

Quinta dica: vamos interpretar os dados e tranformá-los em informações para a nossa comunidade. Vamos tabular e interpretar o que a comunidade tem a nos dizer. Prepare gráficos, tabelas e outras formas que permitam avaliar o resultado.

Sexta dica: vamos divulgar o resultado para a coomunidade, apresentando os gráficos e tabelas obtidos, discutindo cada ponto, estabelecendo metas a serem alcançadas e reconhecendo os pontos positivos.

Acredito que essa primeira abordagem deu para introduzir o tema. Aguardem a próxima parte.

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