terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

DEMOCRATITE AGUDA AMEAÇA SOCIEDADE BRASILEIRA



Temos menos de 30 anos desde o restabelecimento da democracia plena em nosso país. Percebo que em função do período ditatorial, a sociedade brasileira vê com uma certa má vontade o exercício do governo no sentido de zelar pela lei e pela ordem em nosso cotidiano. Nesse sentido, pode-se dizer que a sociedade brasileira está acometida de uma grave doença altamente contagiosa e que pode leva-la à morte prematura. Essa doença tem o nome de "democratite aguda" e tem deixado milhões de vítimas por esse Brasil afora pela falta de coragem política para fazermos as reformas que o nosso momento requer e exige.


Quem não é a favor de reformas no nosso código penal que introduzam mudanças na legislação para que se possa fazer o enfrentamento à bandidagem que está afligindo o nosso país ? Medidas tais como a prisão perpétua, a redução da maioridade penal, a redução dos amenizantes e brechas em nossa legislação, são quase unânimes e mesmo assim, a nossa classe dirigente nada faz para viabilizar essas mudanças. Propor o endurecimento da lei contra bandidos pega mal e pode gerar a perda de votos.


Em países mais desenvolvidos como a França, a Inglaterra e os Estados Unidos, existem regras para que se possa realizar manifestações públicas. É preciso, por exemplo, avisar o local, a hora, o percurso a ser feito pela manifestação para que o poder público tome medidas para nortear o trânsito e cuidar da segurança. Em determinadas áreas são proibidas a realização dessas manifestações por questões de interesse público. Imagine-se o efeito do fechamento de grandes avenidas como a Paulista (SP), a avenida Brasil (RJ) ou na Epitácio Pessoa (JP-PB) em horário comercial. Quem não tem nada a ver "paga o pato".


Nas manifestações do ano passado, observamos dois extremos reprováveis praticados pelo poder público: inicialmente, reprimir com intolerância e depois, após as críticas dos meios de comunicação, o cruzamento de braços complacente com a balbúrdia, a desordem, o quebra-quebra generalizado no qual terminaram praticamente todas as manifestações realizadas em nosso país.


A nossa sociedade precisa exigir dos nossos representantes que se posicionem apresentando soluções para essas questões ou vamos protagonizar projetos de iniciativas populares para resolvermos questões urgentes como essas e outras. Desanimar e omitir-se jamais ! Vamos à luta, companheiros ! Se a nossa classe dirigente não dá resposta aos nossos anseios, façamos nós o que tem que ser feito !

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