sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Acadêmicos de Medicina continuam envergonhando nos exames do CREMESP

Quando, pela nona vez, em dez anos mais da metade dos médicos recém-formados é reprovada no exame de avaliação do Conselho Regional de Medicina de São Paulo, o alerta, que já era intenso, fica ensurdecedor. 
Na versão de 2016, cujos resultados foram anunciados na semana passada, dos 2,677 mil profissionais que se submeteram à prova, 56% (1.511) não chegaram na nota mínima. Isso significa que acertaram menos de 60% das 120 perguntas do teste. Erraram coisas básicas: 80% não souberam interpretar uma radiografia; 63% não conseguiram ler corretamente uma tomografia abdominal e 70% não sabiam a resposta certa sobre o que fazer diante de um paciente com crise hipertensiva. O pior desempenho foi entre os egressos de faculdades privadas (66% foram reprovados).
Os números evidenciaram a urgência da adoção de medidas que melhorem a formação médica no Brasil. Mudar a forma de apresentação do conteúdo aos estudantes está entre os passos necessários. “O método de ensino tradicional, com o professor na sala de aula, apresentando slides, por exemplo, não funciona. A retenção de informação é baixa”, afirma Alexandre Holthausen, diretor da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein, em São Paulo. Entre os formatos ideais, estão aqueles que facilitam o trabalho em grupo e incentivam a solução de casos a partir das informações recebidas. Este aspecto, particularmente, é muito importante, uma vez que está demonstrado que muitos dos novos médicos não conseguem associar os dados para formular um diagnóstico.
Só aprovados
Introduzir a interdisciplinaridade é outro passo vital. “O ensino fragmentado leva ao aprendizado segmentado”, diz Holthausen. Mais um ponto a ser melhorado é a avaliação ao longo do curso. “Não se ouve falar em aluno de medicina reprovado”, afirma Bráulio Luna Filho, diretor do Cremesp e coordenador do exame. “Isso precisa mudar. Se não aprendeu, não avança.” Os especialistas sugerem que o acompanhamento da evolução do estudante seja constante para evitar que ele se forme sem ter noções básicas de medicina.
A entidade paulista defende que só exerçam a profissão os estudantes aprovados em avaliações feitas por entidades representativas, nos mesmos moldes dos aplicados pela Ordem dos Advogados do Brasil. Há um projeto de lei nesse sentido sendo formulado pelo senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP).
Fonte: www.istoe.com.br

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Brasil é o pais da repetência

O censo escolar levanta ano a ano, escola a escola, dados que ajudam a dimensionar o quanto o Brasil avançou – ou não – na quantidade e na qualidade do ensino. Na edição que o Inep, órgão ligado ao Ministério da Educação (MEC), divulga nesta quinta-feira, há um dado que, mesmo tendo jeitão de reprise, deve vir aos holofotes como um aviso de que há algo de muito errado por aqui: a repetência no país continua entre as mais altas do mundo. Trata-se de um indicador inequívoco do baixo nível das escolas brasileiras.
Os números confirmam que o Brasil está ainda muito longe do que propõe o Plano Nacional de Educação: no papel, 95% dos alunos deveriam concluir o ensino fundamental na idade adequada até 2024; na realidade, 23% (quase um de cada quatro estudantes) que cursam o 9º ano em colégio público repetiram pelo menos uma vez ao longo de sua vida escolar. A diferença para as escolas particulares merece ser ressaltada pelo fosso que as separa: na rede privada, 7% tiveram a mesma trajetória.
“O alto índice de alunos repetentes sinaliza que o professor não está ensinando, o aluno não está aprendendo e o Brasil joga dinheiro fora num sistema inoperante”, resume a secretária executiva do MEC, Maria Helena Guimarães. Em 2015, a repetência dragou cerca de 30 bilhões de reais dos cofres públicos (está incluído aí o preço de pagar duas vezes pelo mesmo aluno). O economista americano Eric Hanusheck, especialista em derrubar os costumeiros mitos que pairam sobre a sala de aula, costuma dizer: repetir custa caro ao aluno e ao país. E pior ainda, é um ciclo vicioso. Repetência chama repetência. Mas que fique claro: a ideia não é passar todo mundo de ano baixando a régua. Escola boa é aquela que consegue evitar este desfecho sem abrir mão de metas elevadas.

Fonte: www.veja.com.br

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Alimente-se bem e não fique doente

Mesmo se você toma vacina de gripe, lava as mãos religiosamente e fica longe dos colegas do trabalho que espirram toda hora, escapar de todos os germes e doenças que se proliferam no dia a dia é uma batalha difícil. Para melhorar suas chances, temos algumas dicas que podem ajudar a melhorar seu sistema imunológico da maneira mais natural possível.

1. Descanse e durma melhor
Todos nós conhecemos esta, mas é mais fácil falar do que fazer, né? Ao invés de lutar noites inteiras com telas azuis, sequências de Netflix e lanches noturnos, tente antecipar um pouco sua hora de dormir. Uma boa noite de sono nos traz mais benefícios do que apenas acordar bem: dá a chance para nosso corpo se curar em nível celular. Inúmeros estudos mostram que carência de sono faz com que você tenha maior probabilidade de pegar resfriados; e em longo prazo pode estar relacionado a doenças mais graves, como diabetes e problemas cardíacos.

2. Coma um arco-íris de vegetais
Incorporar uma grande variedade de legumes e verduras (de todas as cores) é recomendado para dietas mais saudáveis e nutritivas, mas é especialmente importante para aumentar a imunidade. Vitaminas como A e C têm sido estudadas por sua capacidade de combater doenças, por isso coma bastante folhas verdes escuras, frutas cítricas, cenoura, abóbora e batata doce. Selênio, um mineral encontrado no alho, brócolis e na castanha-do-pará, também pode ajudar para este mesmo propósito.

3. Encontre alguns cogumelos mágicos
O reino dos fungos é notoriamente defensivo contra bactérias e vírus – afinal, é dele que veio a descoberta da penicilina, um antibiótico natural poderoso. Acredita-se até que alguns fungos apresentam propriedades anticancerígenas e antitumorais. Cogumelos, especialmente variedades asiáticas, como shiitake, enoki e maitake, contêm propriedades naturais antivirais e anti-inflamatórias, incluindo o imunoestimulante betaglucana. Além disso, cogumelos são deliciosos e podem ser adicionados a praticamente qualquer refeição. Apenas se certifique de que estão bem cozidos para que você possa digeri-los corretamente!

4. Alimente sua flora intestinal
Falando em fungos, ter um ecossistema saudável de boas bactérias intestinais é fundamental para a saúde imunológica. Você sabia que de 70 a 80% do seu tecido imunológico está localizado em seu aparelho digestivo? Alguns alimentos tradicionais são fontes abundantes de probióticos (as chamadas “bactérias do bem”) e podem alimentar sua flora intestinal: iogurtes naturais, tempeh, kombuchá e outras comidas provenientes de fermentação estão entre eles.

5. Tome um gole de sopa quente
Toda família tem sua versão da “milagrosa sopa da vovó” e médicos descobriram que o poder desta canja é maior do que a nostalgia que ela traz. Sopas podem fornecer nutrientes de fácil digestão para manter você hidratado. Além do mais, se você estiver resfriado, o vapor da sopa pode ajudar a limpar vias nasais obstruídas.
6. Faça seu sangue fluir
Exercícios e função imune se relacionam de forma um pouco controversa: o excesso de atividades físicas está diretamente ligado à supressão do sistema imune. Entretanto, se executados de forma moderada, os benefícios são inúmeros. Caminhadas ao ar livre, passeios de bicicleta, pilates, yoga, aulas de dança e até mesmo sessões de musculação podem ajudar a melhorar sua imunidade.


 7. Aproveite a luz do Sol
Vitamina D é produzida naturalmente pelo corpo humano quando a pele é exposta à radiação UV do sol. No nosso corpo, age mais como hormônio do que vitamina, cujo papel é regular o sistema imunológico. Pode ser encontrada em produtos lácteos e cogumelos. Muitas pessoas apresentam níveis baixos de vitamina D, por isso é sempre aconselhável uma caminhada de 30 minutos em exposição ao sol, independente de sua idade.
8. Experimente ervas e suplementos
Enquanto a maioria das recomendações pode ser encontrada em alimentos integrais ou estilos de vida saudáveis, alguns imunoestimulantes poderosos se encontram em forma de suplementos, sejam eles tinturas, cápsulas ou chás. Tomar vitamina C e zinco regularmente pode fazer maravilhas para o seu sistema imune. Alguns remédios de ervas vêm fazendo sucesso no mercado: equinácea, astrágalo, ginseng, sabugueiro e cogumelo reishi. Visitar um profissional, como um praticante de Medicina Tradicional Chinesa que tem conhecimento e especialização em prescrever ervas e raízes medicinais, pode ser sua melhor aposta para obter a dosagem adequada e combinação mais eficaz. Enquanto estiver lá, considere fazer um tratamento de acupuntura, que também tem sido associado ao reforço da função imunológica.

Fonte: www.bol.com.br

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Acampar pode ajudar a regularizar a insônia


Uma pesquisa publicada nesta quinta-feira no periódico Current Biology afirma que passar um final de semana acampando, exposto à luz natural e longe de aparelhos eletrônicos, pode ter profundo impacto no ritmo cardíaco e ajudar a dormir mais cedo. Segundo os pesquisadores, que avaliaram voluntários enviados a um camping nas montanhas de Colorado, nos Estados Unidos, os efeitos podem ser ainda mais potentes no inverno.
De acordo com Kenneth Wright, professor de fisiologia da Universidade do Colorado em Boulder e líder do estudo, nosso relógio biológico influencia muito mais do que o nosso sono. Em comunicado, ele afirma que estudos anteriores já associaram nosso tempo de sono à diminuição na performance cognitiva, distúrbios de humor, diabetes e obesidade. Os resultados de sua pesquisa mostram a importância de investir em arquiteturas que aproveitem melhor a luz natural, além de passar menos tempo perto de dispositivos que emitem luz, como tablets e celulares, para evitar distúrbios do sono e outros problemas de saúde.
Em 2013, Wright já havia estudado o impacto do ambiente moderno no sono. Ele enviou cinco voluntários de 21 a 39 anos para passar uma semana acampando no verão e depois mediu seus níveis de melatonina – hormônio que prepara o corpo para o sono. Durante a experiência, os participantes foram proibidos de usar tochas ou lâmpadas durante a noite. Quando retornaram, os cientistas descobriram que a concentração de melatonina presente no sangue dos voluntários começou a subir duas horas antes do normal, perto do pôr do sol, e cair mais cedo também, sinalizando o início do dia. Em outras palavras, o relógio biológico se ajustou ao sol do verão.
Para investigar se as estações do ano e o tempo que os acampantes passavam na natureza influenciavam os resultados, o pesquisador decidiu realizar outros dois estudos. No primeiro, ele recrutou 14 voluntários – nove foram enviados a um acampamento por um final de semana durante o verão e os outros cinco permaneceram em casa. Ao fim do período estipulado, comparando as análises feitas com amostras de saliva, os cientistas descobriram que os níveis de melatonina começavam a mudar cerca de uma hora e meia antes nos acampantes, evidenciando que mesmo poucos dias na natureza já eram suficientes para produzir um impacto positivo no organismo.
No segundo estudo, Wright realizou os mesmos procedimentos, dessa vez com cinco voluntários que passaram uma semana acampando durante o inverno. Amostras de melatonina foram coletadas a cada hora durante 24 horas assim que os participantes retornaram. As medidas indicaram que eles ficaram expostos a uma quantidade de luz 13 vezes maior durante o dia do que um final de semana normal em suas casas. Enquanto estavam no acampamento, dormiram mais cedo e acordaram mais tarde – e quando voltaram, os cientistas perceberam que seus níveis de melatonina começavam a subir cerca de duas horas e meia mais cedo do que o usual.
Sem a presença de luz artificial, o sono noturno dos voluntários naturalmente se alongou para se adaptar à estação, como acontece com a maioria dos animais. “Isso já foi assumido, mas nunca demonstrado”, Wright afirma. Ele explica que quando a luz atinge os fotoreceptores presentes nos olhos, altera o relógio biológico e desencadeia uma série de respostas no organismo, influenciando não só o sono mas também a produção dos hormônios que fazem o metabolismo funcionar.
No entanto, o pesquisador ressalta que, para quem não consegue viajar para passar um final de semana na natureza, é possível colocar o ritmo do sono em dia dentro de casa também. Uma dica é passar mais tempo exposto à luz natural durante o dia e desligar os aparelhos eletrônicos antes de dormir.

 Fonte: www.veja.com.br

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Os dez mandamentos da longevidade


Você provavelmente já ouviu falar sobre a ilha de Okinawa, no Japão. O lugar ficou conhecido por ter a maior população de pessoas acima dos 100 anos no mundo inteiro. Mas não é apenas o segredo da longevidade que seus habitantes guardam: eles também podem nos ensinar a arte da felicidade.
Os escritores Héctor Garcia e Francesc Miralles viajaram a Okinawa para desvendar o segredo de sua população e entender como seus habitantes vivem tanto e tão bem. O resultado se tornou o livro Ikigai – Viva bem até aos cem. Durante sua estadia, os autores reuniram os 10 principais mandamentos para a felicidade praticados pelos centenários da ilha – e a gente conta um pouco sobre eles abaixo.

1. Manter-se ativo
Mesmo após a aposentadoria, os idosos de Okinawa continuavam ativos, muitas vezes trabalhando ou dedicando-se a um hobby. Essa ideia se resume pelo conceito de Ikigai, que seria definido como uma razão para se levantar todas as manhãs.

2. Vá com calma
Se estressar só faz mal à saúde. Por isso, os moradores de Okinawa sabem que um dos segredos da vida é justamente fazer cada coisa no seu tempo. Dormir bem, manter o ambiente ao seu redor em ordem e praticar meditação são algumas das práticas comuns para desacelerar.

3. Coma menos
Com uma dieta rica em tofu, batata-doce, peixe e vegetais, os centenários têm ainda outro hábito em comum: eles evitam comer até estarem cheios. Segundo o livro, eles geralmente param de comer quando sentem que estão 80% satisfeitos, fazendo com que o corpo acelere a oxidação celular para uma digestão prolongada.

4. Amigos
Em Okinawa, é comum que as pessoas formem laços fortes dentro de sua comunidade, como se fossem uma verdadeira família. É um sentimento de pertencimento e de ajuda mútua que dá sentido à vida e ajuda a aumentar a expectativa de vida de todos, segundo os autores.

5. Contato com a natureza
A maioria dos moradores da ilha possui uma horta ou mesmo uma pequena plantação de mangas ou chás. Com isso, eles se mantêm em contato com a natureza por mais tempo.

6. Sorrir
Os centenários pesquisados pelos autores tinham um coisa em comum: eles costumavam passar os dias sorrindo, mostrando sempre uma atitude positiva perante à vida.

7. Exercícios
Não é preciso passar o dia na academia para se manter ativo. Em Okinawa, as pessoas evitam o sedentarismo e, com isso, acabam afastando também diversas doenças relacionadas à falta de atividades físicas.

8. Gratidão
Na região de Okinawa, as pessoas dedicam um tempo de seus dias a agradecer o momento presente, buscando eliminar as emoções negativas e se focar apenas no que há de bom.

9. Viver o agora
Ao invés de viver a vida sem refletir, os anciãos japoneses buscam focar-se justamente no agora, buscando a consciência plena de cada momento.

10. Resiliência
Todos precisamos aprender a lidar com as dificuldades e dar a volta por cima, recuperando o sentido da vida. É sobre isso que trata a resiliência, uma atitude que nos permite focar no que é realmente importante para nós.


Fonte: terra.com.br

sábado, 14 de janeiro de 2017

Junção administrativa de cidades quebradas pode resolver a falência dos pequenos municípios

No auge da crise da zona do euro, pelo menos dois dos países mais encrencados, Portugal e Itália, analisaram a possibilidade de enxugar a estrutura administrativa por meio da fusão de municípios muito pequenos. Se em Portugal a ideia não chegou a ser colocada em prática, na Itália o processo segue em curso, com diversas fusões já ocorridas e outras programadas para entrar em vigor até 2020, normalmente envolvendo cidades que hoje têm algumas centenas de habitantes.

No Brasil, se até mesmo os grandes municípios já sofrem com a crise no setor público, o que dizer dos pequenos, ainda mais vulneráveis? Um estudo do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE) sugere que a fusão, assim como na Europa, poderia ser uma saída para pequenos municípios cuja viabilidade financeira é, na melhor das hipóteses, questionável. O relatório cita 95 cidades (das 399 que existem no Paraná) que têm menos de 5 mil habitantes e poderiam se beneficiar de uma união – o número é um pouco maior que os 76 municípios instituídos no estado desde a Constituição de 1988.

Há casos em que o desmembramento se justifica, especialmente no caso de pequenos distritos que abrigavam atividades geradoras de renda, mas nunca recebiam um retorno proporcional por parte da sede. Mas, em muitas outras situações, a criação de um município ocorria por mero interesse politiqueiro, conveniente a líderes políticos locais e a qualquer um que desejasse se pendurar na estrutura administrativa. A mesma população, gerando a mesma quantidade de riqueza, passou a bancar mais algumas dezenas de prefeitos, centenas de vereadores e secretários municipais, milhares de assessores e assim sucessivamente.
Some-se a isso nosso federalismo de mentirinha, que concentra em Brasília regulações e recursos. Municípios não podem legislar sobre diversos assuntos que lhe dizem respeito porque é infinita a lista de temas que são de competência federal, impedindo a adoção de soluções inteligentes adequadas à realidade local. E a estrutura tributária nacional concentra os recursos na União, em vez de manter o dinheiro dos tributos nas unidades administrativas mais próximas do cidadão. Como resultado, municípios e estados precisam dos Fundos de Participação (o FPE, para estados, e o FPM, para municípios) e outros repasses para fechar suas contas – quando elas fecham. Uma situação de dependência muito conveniente ao poder central, que além de concentrar os recursos ainda empurra cada vez mais responsabilidades para os municípios.
Refazer totalmente o pacto federativo, com mais autonomia para os municípios e a correspondente fatia do bolo fiscal, seria uma grande ajuda para as pequenas cidades; trata-se de algo urgente, embora altamente improvável. Mesmo assim, restaria o problema daqueles municípios que foram criados por mero interesse político, sem a menor preocupação com sua viabilidade econômica e que dificilmente se manteriam em pé sem ajudas ou repasses, prejudicando a população, especialmente a mais pobre, que depende da rede pública de saúde e educação, entre outros serviços.
Uma saída é o estabelecimento de consórcios, em que cidades próximas estabelecem parcerias para oferecer de forma unificada serviços em áreas como saúde e coleta de lixo, oferecendo ganhos de escala e proporcionando economia ao setor público. Mas a fusão pura e simples não pode ser descartada e é uma possibilidade que merece estudo sério, por mais que políticos interessados na manutenção de pequenos currais eleitorais tentem torpedear a ideia no nascedouro. Os dados do TCE merecem um exame mais atento, e talvez os resultados da experiência italiana, quando houver dados consolidados, também ajudem a apontar o melhor caminho a seguir.
Fonte: Gazeta do Povo

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Como anda o seu Currículo?

Todo mundo sabe que ter um bom currículo é um dos primeiros passos para encontrar um emprego, mas nem todos se fazem a famosa pergunta: "Meu currículo está bem feito?".
Provavelmente você nem imagina, mas talvez seu currículo já tenha sido descartado de alguma seleção de emprego unicamente por causa da aparência e do excesso (ou falta) de informações apresentadas. Ter experiência e estudos é importante, mas não saber como apresentá-los pode botar tudo a perder.

Obviamente, não existe o currículo ideal. Cada empregador vai olhar de uma forma diferente para o que tiver em mãos. Por isso, o segredo é conhecer bem a empresa onde quer trabalhar e estruturar as informações de acordo com o perfil do lugar - e jamais mentir no CV, é claro!

Lembre-se de que provavelmente o responsável por analisar currículos tem bastante material em mãos. Centenas e centenas de outros currículos disputando espaço com o seu. Como se sobressair? O que fazer para ser notado em meio a essa multidão?
O primeiro passo é buscar um equilíbrio: nem detalhes em excesso, nem informação de menos. Nem tão longo, nem tão curto. Usar a objetividade é o primeiro passo. Informações bem estruturadas ajudam a capturar de imediato o olho do seu futuro empregador.
Mas existem outros segredos que envolvem a confecção de um bom currículo. Vamos desvendá-los ponto a ponto a seguir!

1.    Economize na quantidade de dados pessoais
Não precisa encher o currículo com todos os tipos de dados pessoais. O possível empregador não precisa saber do seu RG, CPF, tampouco do nome dos seus pais antes mesmo de contratá-lo. Em vez disso, coloque apenas:
>Nome completo
>E-mail
>Telefone de contato
>Endereço do seu perfil em redes profissionais, como o LinkedIn (se tiver). Evite incluir perfil de redes sociais pessoais.
>Cidade onde mora
>Idade ou data de nascimento (opcional)
Aqui vale uma observação importante : cuidado com os nomes que você usa em e-mails e endereços de redes sociais. Apelidos de internet ou associações com personagens de filmes, quadrinhos e videogames podem passar uma impressão negativa ao avaliador. Para parecer mais profissional, crie um endereço apenas com o seu nome real e nenhuma informação a mais.

2.    Especifique uma área de atuação
Depois dos dados pessoais e antes da descrição de suas experiências e formação, é legal apresentar uma área de atuação bem definida, com bom destaque, usando poucas palavras. Essa informação deve comunicar, de maneira rápida e genérica, com o que você trabalha. Exemplo:
-Redes Sociais e Publicidade Online
-Recursos Humanos e Gestão de Pessoas
-Finanças e Controladoria
-Enfermagem e Acompanhamento de Saúde
Este não é o espaço para informar o cargo desejado (gerente de compras, assistente comercial, analista de redes sociais). É importante saber diferenciar cargos de áreas de atuação!

3.    Descreva sua Formação
Descreva, de forma sucinta, seus cursos de graduação e pós-graduação. Utilize os seguintes dados e use sempre a ordem do mais recente para o mais antigo. Veja como fazer:
-Modalidade do curso
-Título do curso
-Instituição
-Local do Curso
-Período do curso (se já está concluído ou ainda em conclusão).
Exemplo:
-Mestrado em Biologia Marinha - Universidade Federal do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro) - 2015 (em curso)

-Graduação em Ciências Biológicas - Universidade Cruzeiro do Sul (São Paulo/SP) - 2011 - 2014.

4.    Faça um resumo das suas qualificações
Usando poucas palavras, faça um resumo das suas principais qualificações, descrevendo as áreas de atuação e seu papel em cada uma delas. Exemplo:
-Redes Sociais: produção de conteúdos, interação com o público no Twitter e no Facebook, gerenciamento de crises, encaminhamento de solicitações.

-Publicidade Digital: experiência em publicidade do Google, definição de campanhas, planejamento de custos 
.
Evite colocar uma lista muito grande de qualificações, mesmo que sejam importantes. Escolha apenas aquelas que têm mais a ver com a empresa onde você concorre a uma vaga.

5.    Capriche na experiência profissional
Essa é uma das partes mais importantes do seu currículo, é preciso tratá-la com atenção especial. Aqui devem entrar suas experiências mais atuais e relevantes.
A ordem das experiências deve ser sempre da mais recente para a mais antiga.
Os dados que devem aparecer são:
-Nome da empresa onde trabalha ou trabalhou
-Período em que trabalhou nesta empresa (ou se ainda está nela)
-Brevíssima descrição da empresa
-Último cargo ocupado ou função realizada
-Descrição das suas atividades nesta empresa
Exemplo:
Mídia Digital Ltda. (2011-2015)
Empresa especializada na produção e execução de campanhas de mídias sociais para grandes corporações.
Cargo : Gestor de mídias
Atividades :
Gerenciar a produção de campanhas online dos principais clientes da empresa.
Desenvolver relatórios de produção, com análise crítica e recomendações.
Gerenciar equipes de produção de conteúdos (texto e imagens) para veiculação na internet.
Outra informação importante: se você tem muitas experiências anteriores ou fora da área para a qual você disputa uma vaga, deixe-as para lá. Não precisa criar uma lista enorme de empresas só para provar que tem experiência. Escolha as cinco mais relevantes para detalhar, mesmo que sejam antigas.

6.    Cursos e outras atividades
Se você tem cursos técnicos, experiências internacionais, ou participação em eventos que possam turbinar as chances de ganhar a vaga, liste-os no fim do currículo. Não precisa encher de detalhes nem fazer uma lista comprida de eventos. Basta colocar o título, a instituição, o local e a data. Exemplo:
-Curso de formação em monitoria de redes sociais, pelo Instituto Internacional de Mídia. Fortaleza (CE), 2014.

-Curso avançado de gerenciamento de redes, pela Associação Brasileira de Mídia Digital. Florianópolis (SC), 2015.

7.    Esqueça as fotos e outros recursos gráficos
Não ponha fotos no currículo, a menos que seja exigido pela empresa. E no caso de ter que incluir sua foto, tente usar uma simples em que você pareça natural e simpático. Evite selfies , fotos em trajes de banho, em viagens ou festas. Uma simples imagem com boa luz e fundo neutro podem contar muito mais a seu favor.
Também não precisa utilizar recursos gráficos para enfeitar o currículo. Bordas, elementos florais, fontes diferentes, efeitos de sombra, excesso de cores, enfim. Seja simples.
A fonte do texto deve ser sóbria também. Evite as cursivas, que parecem escritas à mão, ou muito enfeitadas - elas podem provocar dificuldade de leitura.

8.    Observe a linguagem!
Nada mais comprometedor para um profissional do que apresentar um currículo com erros de português!
Invista em uma revisão detalhada de todo o seu currículo. Se não tem certeza sobre a grafia de determinada palavra, consulte-a em algum dicionário online. Se é inseguro para escrever, peça a ajuda de alguém especializado. Só não vale enviar currículo com erros para o avaliador.

9.    Observe o formato
Se você não for designer, artista ou arquiteto, que geralmente têm currículos mais gráficos (os chamados portfólios), procure não inventar formatos diferentes para impressionar o avaliador.
O segredo do sucesso é, muitas vezes, não ter medo de parecer comum: faça a diagramação das informações usando o tamanho A4 - que é o padrão no Brasil - e utilize fontes com pouca diferença de tamanho nos títulos e textos. Tente concentrar as informações em, no máximo, duas páginas. Nada de tentar impressionar pelo volume!
Para imprimir, vale a pena usar um papel A4 branco de melhor qualidade, com uma gramatura levemente mais alta que o padrão. Esses papéis são facilmente encontrados em papelarias.

10.     Simplicidade é o melhor caminho
Currículos imensos, cheios de palavras difíceis e detalhes desnecessários não impressionam ninguém - pelo contrário, se perdem na pilha de outros currículos. Às vezes, na tentativa de chamar a atenção do avaliador, acabamos exagerando na quantidade de informações e o resultado disso é que o documento acaba na lata do lixo.
Use palavras simples e corriqueiras, fuja dos rebuscamentos e da tentativa de "parecer inteligente". Seja prático, objetivo. Passe a ideia de eficácia. Uma boa carreira começa sempre com um bom currículo! Boa sorte!


Fonte: www.terra.com.br – Guia de Carreira