domingo, 4 de dezembro de 2016

É PRECISO OLHAR ALÉM DO PRÓPRIO UMBIGO

Vivemos um contexto de crise generalizada, configurando um estado de falência do Estado brasileiro em todas as esferas. Desemprego, queda no nível de atividade econômica, redução do investimento público e privado e queda na arrecadação são alguns sintomas dessa crise nunca antes vista.
Na discussão em torno do que fazer, de quais medidas adotar, percebemos a ação das corporações, dos sindicatos e outros grupos de interesse,  tentando fazer valer os seus interesses específicos. São os políticos tentando construir uma blindagem contra as investigações da Lava-Jato, os funcionários públicos tentando preservar os seus direitos adquiridos, os empresários beneficiados com as benesses do governo petista tentando manter suas conquistas, dentre outros.

Falta falar do interesse do Brasil. Quem vai defender os interesses do país contra todos os demais interesses da sociedade? O Brasil é maior do que os interesses de grupelhos. O momento é de trabalhar mais, produzir mais, doar-se mais, olhar um pouco além do próprio umbigo.

sábado, 26 de novembro de 2016

Adiós, Comandante

Acordei e fui surpreendido com a notícia da morte de Fidel Castro. Líder maior da Revolução Cubana, último grande ícone do socialismo mundial e com um legado que gera muitas discussões, mas com toda certeza uma figura marcante nas últimas seis décadas na história da humanidade.
Temos que reconhecer que para uma pequena ilha no quintal dos Estados Unidos resistir ao modelo capitalista, ao embargo econômico e tantas outras limitações durante tanto tempo é um feito notável, fazendo ainda um esforço para oferecer saúde e educação de qualidade. Da mesma forma, temos que reconhecer que houve a supressão das liberdades individuais, perseguição a adversários políticos e uma ditadura da família Castro que detém o poder ao longo de mais de cinquenta anos.
A maturidade e as decepções com muitos dos meus ídolos do passado me ensinaram a não idolatrar mais ninguém. São todos humanos, com suas virtudes, defeitos, realizações e fracassos. Ninguém é totalmente bom e da mesma feita ninguém é totalmente mau. Amado por uns, odiado por outros tantos, mas com certeza deixou sua marca no seu tempo. Lutou e defendeu suas crenças bravamente e por isso merece o meu respeito.

Adiós, Comandante !

domingo, 20 de novembro de 2016

Corporativismo ferido


No final de outubro foi sancionada uma lei para cabeleireiros que permite uma relação de trabalho diferenciada da arcaica CLT. Os profissionais passarão a ser considerados empreendedores individuais (MEIs) e não mais empregados com exigência de carteira assinada. A lei cria a figura do profissional-parceiro e do salão-parceiro, incluindo tanto o salão quanto o profissional no regime tributário Simples Nacional. A iniciativa é um tiro no corporativismo, que impede o desenvolvimento do empreendedorismo no País. Ao aprovar a lei no Congresso, o Brasil deu mostra de que pode caminhar para a modernização das relações trabalhistas e permitir que o acordado entre empregadores e empregados tenha mais valor do que uma legislação do tempo do bumba.
O outro tiro no corporativismo nacional foi a decisão do STF de exigir que o governo corte o ponto dos funcionários públicos desde o primeiro dia de greve. A decisão, que, infelizmente, recebeu votos contrários de alguns ministros da Corte, valoriza a cidadania, que, no fim das contas, é a mais prejudicada por greves intermináveis à custa do Erário. O STF foi altaneiro ao ir além dos interesses corporativistas do funcionalismo e assegurar que as greves podem ocorrer, mas que os funcionários devem pagar por suas decisões. Obviamente, as centrais sindicais reclamaram, pois perdem massa de manobra para pressionar governos que ficam entre a cruz e a caldeirinha. A correta decisão do STF protege sobretudo o cidadão, que paga a conta e é sempre o maior prejudicado.
Por fim, novamente o STF deu prova de maturidade ao rejeitar tese tão cara a setores corporativistas do Judiciário: a aceitação de provas ilícitas em processos judiciais. Para a Suprema Corte, como é óbvio para qualquer estudante de direito constitucional, as provas colhidas de forma ilícita – mesmo em boa-fé – não devem ser aceitas em processos judiciais. Pode parecer besteira, mas não é. A inadmissibilidade processual das provas ilícitas é essencial para o Estado de Direito e a Democracia.
Os eventos da semana passada são um duro golpe no corporativismo, que submete a cidadania a interesses específicos e ao ativismo exacerbado de muitos. Tal qual a corrupção, o corporativismo é uma praga que nos aflige e que se beneficia da opacidade do Estado. Lentamente, começamos a ganhar algumas batalhas na guerra contra ambos.
Fonte: www.istoe.com.br - Coluna Murilo Aragão

terça-feira, 28 de junho de 2016

Brasil não cumpre metas do Plano Nacional de Educação pelo segundo ano consecutivo

Em junho de 2014, foi sancionado o Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelece diretrizes, metas e estratégias para a política educacional brasileira dos próximos dez anos. São 20 metas gerais, que abrangem da educação básica ao ensino superior. Entre suas prioridades estão a melhoria da taxa de escolaridade média dos brasileiros, a ampliação das oportunidades educacionais e a valorização e a formação de professores.

>> Metas na Educação: há chance de que as próximas sejam cumpridas?

Um levantamento do movimento Todos pela Educação avaliou 21 itens (entre metas gerais e parciais) do PNE cujos prazos venceram em junho deste ano – dois anos após a criação do documento – ou em junho de 2015.  Entre eles, apenas a meta que estabelece a criação de um fórum para discussão sobre o salário dos professores foi cumprida. Esse é um dos objetivos da meta de número 17 do PNE, que trata da valorização do professor. Sobre cinco itens, não é possível fazer avaliação por falta de indicadores ou pela ausência de levantamentos atualizados. Os outros 13 objetivos ainda não foram cumpridos.

Confira as metas do PNE que venceram até o aniversário de dois anos da lei, de acordo com o levantamento do Todos pela Educação:

1 - Aprovação e/ou adequação dos Planos Estaduais e Municipais de Educação, de acordo com as diretrizes, metas e estratégias do PNE
Prazo: Junho de 2015.
Situação: Não cumprida – em andamento.
Balanço: Das unidades da Federação, três Estados não sancionaram seus Planos Estaduais de Educação (São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro) e 55 municípios não sancionaram os Planos Municipais de Educação (consulta em 24/6/2016).

>> Renato Janine Ribeiro assume o Ministério da Educação com 31% a menos de verba

2 - Vence o prazo para aprovação de leis específicas disciplinando a gestão democrática da Educação Pública nos Estados, municípios e Distrito Federal
Prazo: Junho de 2016.
Situação: Não cumprida.
Balanço: Sem ações específicas em âmbito federal.

3 - Adequação do PPA (Plano Plurianual) e dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios para que sejam compatíveis com o PNE
Prazo: Junho de 2015.
Situação: Não há indicadores de monitoramento para aferir se os planos seguem as diretrizes estabelecidas.

4 - Universalizar a educação infantil na pré-escola para as crianças de 4 a 5 anos de idade
Prazo: Junho de 2016.
Situação: Indicador não atualizado – em andamento.
Balanço: O monitoramento indica que não será cumprida no prazo, embora tenha havido crescimento do atendimento dessa faixa etária nos últimos anos.

5 - Estabelecer normas, procedimentos e prazos para definição de mecanismos de consulta pública da demanda das famílias por creches
Prazo: Junho de 2015.
Situação: Não cumprida.
Balanço: Caberia ao MEC, em regime de colaboração com Estados e municípios, coordenar estudos e análises que gerassem as diretrizes metodológicas gerais. Trata-se, inclusive, de insumo fundamental para acompanhar o cumprimento da meta nacional de atendimento às crianças de 0 a 3 anos de idade, que certamente se distribui de modo diferenciado entre os diversos municípios brasileiros.                   
6 - Definição da proposta de direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento (BNCC) para os alunos do ensino fundamental
Prazo: Junho de 2016.
Situação: Não cumprida – em andamento.
Balanço: Extrapolará o prazo, mas está avançando. A primeira proposta da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) ficou sob consulta pública até 15 de março de 2016. A segunda foi entregue ao Conselho Nacional de Educação (CNE) em maio. Os próximos passos são a realização de seminários estaduais e a apresentação da versão final, o que não deve acontecer dentro do prazo da meta. No entanto, como se trata de um documento de grande importância, é fundamental garantir sua qualidade. Há ainda um debate sobre a possibilidade de a BNCC ser submetida à aprovação do Congresso Nacional, o que é repudiado pela maioria dos especialistas em educação.

7 - Universalizar o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos
Prazo: Junho de 2016.
Situação: Indicador não atualizado.
Balanço: Sem ações específicas em âmbito federal. O monitoramento indica que a meta não será cumprida no prazo, dado o pequeno crescimento do percentual de atendimento nos últimos anos.

8 - Definição de proposta de direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento (BNCC) para os alunos de ensino médio
Prazo: Junho de 2016.
Situação: Não cumprida – em andamento.
Balanço: Idem item 6 (acima).

9 - Universalização do acesso à educação básica para a população de 4 a 17 anos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação
Prazo: Junho de 2016.
Situação: Sem indicadores.
Balanço: Matrículas de crianças e jovens com deficiência vêm aumentando, mas não há indicadores que mostrem quantos ainda estão fora da escola.

>> O que a história de dois superdotados revela sobre o Brasil

10 - Definição de indicadores de qualidade e política de avaliação e supervisão de instituições que prestam atendimento a alunos com deficiência
Prazo: Junho de 2016.
Situação: Não cumprida.
Balanço: Não há indicadores de qualidade e políticas nacionais de supervisão definidas e não se tem conhecimento de que haja discussões avançadas sobre o tema em âmbito federal. Em maio deste ano, o MEC instituiu, por meio da Portaria n° 369, o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Sinaeb), que tem, entre outras atribuições, a tarefa de estabelecer os indicadores de avaliação dos estabelecimentos de ensino.

11 - Definição de parâmetros mínimos de qualidade dos serviços da educação básica
Prazo: Junho de 2016.
Situação: Não cumprida – em andamento.
Balanço: Os parâmetros foram definidos apenas para a educação infantil. A ação deve se desenvolver sob a coordenação do Inep, em articulação com as secretarias do MEC e com CNE, Consed e Undime. Deve ficar no âmbito do Sinaeb.

12 - Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 93,5%
Prazo: Junho de 2015.
Situação: Indicador não atualizado.
Balanço: Não há novas ações específicas para elevar a taxa de alfabetismo em âmbito federal e o monitoramento indica que não será cumprida. A taxa de alfabetização da população de 15 anos ou mais em 2015 só estará disponível no final deste ano. No entanto, o ritmo de evolução dos últimos anos indica que essa meta não foi cumprida.

>> Maria Clara Di Pierro: “Perdemos 3,2 milhões de matrículas na Educação de Jovens e Adultos”

13 - Regulamentação de cursos e instituições de ensino superior no âmbito do sistema federal de ensino
Prazo: Junho de 2016.
Situação: Não cumprida – em andamento.
Balanço: Os procedimentos não têm sido revistos, com exceção do novo instrumento de avaliação de cursos de graduação, cujo objetivo é subsidiar a autorização, o reconhecimento e a renovação de reconhecimento dos cursos tecnológico, de licenciatura e de bacharelado para a modalidade presencial e à distância. A atuação é da responsabilidade da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres/MEC) em articulação com o Inep e a Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (Conaes).

14 - Instituição de política nacional de formação dos profissionais da educação, assegurando que todos os professores da educação básica possuam licenciatura na área de conhecimento em que atuam
Prazo: Junho de 2015.
Situação: Não cumprida – em andamento.
Balanço: Pelo decreto 8.752, de 10 de maio de 2016, o país instituiu uma Política Nacional de Formação dos Profissionais da Educação Básica, cuja consulta pública ocorreu em junho de 2015. Portanto, a primeira parte dessa meta foi cumprida com atraso de um ano. A definição da política pelo decreto, no entanto, é muito vaga.

15 - Implantação de política nacional de formação continuada para os profissionais da educação de outros segmentos que não os do magistério
Prazo: Junho de 2015.
Situação: Não cumprida – em andamento.
Balanço: O decreto foi instituído, mas não há ações específicas em âmbito nacional. O decreto 8.752, de 10 de maio de 2016, também se refere a profissionais da educação básica que não apenas do magistério. No entanto, nenhuma ação ainda foi anunciada no sentido dessa formação. A ação deve ser articulada entre a Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC), a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec/MEC) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

16 - Criação de um fórum para acompanhamento da atualização do valor do piso salarial nacional para os profissionais do magistério público da educação básica
Prazo: Junho de 2015.
Situação: Cumprida.
Balanço: Precisa de aprimoramento. O fórum foi instituído pela Portaria MEC nº 618, de 24 de junho de 2015. Segundo levantamento da CNTE, de 2014, apenas seis unidades da Federação cumpriam na íntegra a Lei do Piso. Falta um sistema de monitoramento nacional sobre o cumprimento e sobre a destinação de 1/3 da jornada para atividades extraclasse.

17 - Garantia de existência de planos de carreira para os profissionais da educação básica e superior pública e de que o plano de carreira tome como referência o piso salarial nacional profissional
Prazo: Junho de 2016.
Situação: Não cumprida – em andamento.
Balanço: Em maio de 2016, o MEC, por meio da Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino (Sase/MEC), lançou o portal Construindo Políticas de Valorização dos Profissionais da Educação Básica, que traz conceitos e legislação sobre a valorização profissional, além de ferramentas que ajudam gestores públicos nos processos de adequação e/ou elaboração de planos de carreira e remuneração. No entanto, é preciso aprimorar as formas de acompanhamento.

18 - Garantia de condições para a efetivação da gestão democrática da educação
Prazo: Junho de 2016.
Situação: Não cumprida – em andamento.
Balanço: Não há ações específicas. Documentos do MEC abordam o tema, mas não há indicadores qualitativos nas redes escolares.

19 - Implementação do Custo Aluno-Qualidade inicial (CAQi)
Prazo: Junho de 2016.
Situação: Não cumprida – em andamento.
Balanço: O Sinaeb, instituído em maio deste ano, terá entre suas atribuições a tarefa de produzir os indicadores de qualidade e condições de oferta de educação básica que devem servir de referência para o cálculo do CAQi. Em 2010, uma metodologia de cálculo do CAQi, realizada por iniciativa de organizações da sociedade civil, foi aprovada em parecer do CNE, mas não foi homologada pelo MEC.

20 - Criação do Sistema Nacional de Educação, responsável pela articulação entre os sistemas de ensino, em regime de colaboração, para efetivação do PNE
Prazo: Junho de 2016.
Situação: Não cumprida – em andamento.
Balanço: Há projetos de lei do Executivo e do Legislativo em discussão.

21 - Aprovação da Lei de Responsabilidade Educacional, assegurando padrão de qualidade na educação básica
Prazo: Junho de 2015.
Situação: Não cumprida – em andamento.
Balanço: Matéria em discussão em Comissão Especial da Câmara dos Deputados.

Fonte: www.epoca.com.br


domingo, 26 de junho de 2016

Copa Rio de Algoritmos Divulgou resultados da etapa classificatória

ETAPA CLASSIFICATÓRIA – RESULTADOS
A etapa classificatória da Copa Rio Info de Algoritmos (CRIA) foi realizada no dia 10 de junho, este ano fazendo uso do Run.Codes para corrigir automaticamente as questões propostas. Dentre os 453 alunos que participaram ativamente da etapa, 58% tiveram nota igual ou superior a 50 e vão receber certificados de participação na competição.

A disputa foi acirrada, como nas edições anteriores, havendo um empate na primeiras posições, todos com 98 pontos. Novamente estaremos trazendo uma finalista adicional (total de 6 alunos e seus respectivos professores). Vejam quem são (em ordem alfabética por escola):

CEFET-MG – Campus 2 Belo Horizonte
  • Vitor Rodarte Ricoy
  • Sandro Renato Dias (Professor responsável)
CEFET-MG – Campus Divinópolis
  • João Pedro Ribeiro Viana
  • Alisson Marques da Silva (Professor responsável)
Instituto Federal de Alagoas – Campus Arapiraca
  • Eduardo Lúcio
  • Cledja Rolim (Professora responsável)
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais – Campus Ouro Preto
  • Caio Tacito Borges da Costa
  • Osvaldo Novais Júnior (Professor responsável)
Instituto Federal do Espírito Santo – Campus Cachoeiro de Itapemirim
  • André Louzada Colodette
  • Rafael Vargas Mesquita dos Santos (Professor responsável)
Instituto Federal do Paraná – Campus Irati
  • Sophia Mitie Bello Suzuki
  • Cleverson Sebastião dos Anjos  (Professor responsável)
Merecem destaque o fato da Sophia Mitie Bello Suzuki, única aluna classificada para a final nacional que acontece no Rio de Janeiro, dia 6 de julho, durante o Rio Info 2016, ter sido também a única a ter acertado 9 questões integralmente. Já o aluno Caio Tacito Borges da Costa foi membro da equipe que conquistou o 2o. lugar na CRIA 2015.
O estado de Minas Gerais vem desenvolvendo um trabalho que merece reconhecimento, com 3 escolas na etapa final e tendo viabilizado a participação do maior número de alunos na CRIA (80 no total). A distribuição dos alunos participantes por região do país foi a seguinte:
  • Centro Oeste – 5%
  • Nordeste – 10%
  • Sudeste – 52%
  • Sul – 33%
Os finalistas terão suas despesas de passagem, hospedagem e alimentação custeadas pela organização do evento para participar da final, sendo que este ano eles voltarão a utilizar o Portugol Studio para desenvolver suas soluções, mas com a correção automática via Run.codes ativada também. Na final, contudo, outros critérios além da pontuação total poderão ser considerados, conforme 
já indicado no regulamento da CRIA.

Esta Copa é uma iniciativa promovida pelo Sindicato das Empresas de Informática do Estado do Rio de Janeiro (TI Rio) e pela Federação Nacional das Empresas de Informática (Fenainfo), contando ainda com o apoio da SBC e Riosoft, buscando fomentar a relação das empresas com as instituições de ensino Médio/Técnico, além de estimular jovens talentos para área de TI e reconhecer o empenho dos professores de TI que atuam no país.

Fonte: sbc

Bancos passam a usar Inteligência Artificial para lidar com seus clientes

Decorar senhas e códigos de acesso está prestes a virar coisa do passado para os clientes de banco do país. Em breve, basta conversar com o celular ou com o computador para ver o saldo da conta, pedir um empréstimo ou negociar uma dívida, com garantia de que nenhum intruso se passe pelo correntista. A inteligência artificial está começando a ser usada no relacionamento com os clientes pelas instituições financeiras no Brasil.

Em 60 dias, o Banco do Brasil oferecerá a novidade para clientes dos segmentos Private e Estilo Digital – de maior poder aquisitivo. Por meio do aplicativo da instituição financeira no smartphone, os correntistas terão acesso a um assistente que permite a realização de transações por meio do celular sem risco de fraude porque a biometria da voz do cliente estará gravada. O Bradesco testa tecnologia semelhante para que os clientes possam conversar com os computadores, ainda sem previsão de lançamento.

Chamada de computação cognitiva, a tecnologia se baseia na capacidade de computadores cruzarem grandes volumes de dados e gerarem análises e respostas por conta própria. No caso de reconhecimento de voz, os computadores memorizam a voz do usuário para decodificarem padrões, descobrirem hábitos e interpretarem comandos. No Brasil, a novidade está sendo desenvolvida com base na ferramenta Watson, importada dos Estados Unidos.

“A computação cognitiva é revolucionária. O computador tem a capacidade de ler, interpretar e entender o que está pesquisando para dar a resposta. Estamos desenvolvendo uma linguagem natural para o homem conversar com a máquina”, diz o vice-presidente de Tecnologia do Banco do Brasil, Geraldo Dezena.

Além do assistente de voz no smartphone, o Banco do Brasil pretende, nos próximos 90 dias, estender a computação cognitiva aos computadores. Um assistente virtual avisará se a máquina do cliente está desatualizada ou sem o módulo de segurança para acessar a página do banco na internet e orientará a configuração do computador por meio de auxílio remoto.

Segundo Dezena, o uso da inteligência artificial no mercado financeiro traz vantagens, não apenas agiliza o atendimento, como melhora significativamente a relação dos bancos com os clientes, que poderão fazer transações e consultas apenas por meio da voz. “Os funcionários não precisarão mais ensinar clientes a usar terminais de autoatendimento, aplicativos ou computadores. Mesmo a pessoa mais simples vai poder conversar com a máquina. A computação cognitiva valoriza o tempo do cliente e traz ganho de eficiência operacional para o banco”, explica.

O banco também pretende usar a inteligência artificial para auxiliar clientes que querem renegociar dívidas. Internamente, a computação cognitiva também será usada por funcionários, que poderão conversar com o computador para tirar dúvidas, em vez de consultarem manuais. As duas novidades ainda estão em fase de testes.


Para o vice-presidente do Banco do Brasil, a computação cognitiva tem potencial para revolucionar não apenas o mercado financeiro, mas todas as áreas que trabalham com grandes volumes de dados. “Nos Estados Unidos, médicos estão usando essa tecnologia para descobrirem doenças. Em vez de procurarem nos livros, falam os sintomas para a máquina, e o diagnóstico sai na hora”, ressalta.
Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 10 de junho de 2016

STF decide que escolas terão que aceitar alunos com deficiência sem custos adicionais

Por maioria de votos, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (9) validar normas do Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015) questionadas pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen). A lei entrou em vigor em janeiro deste ano e proíbe escolas particulares de recusar matrículas e cobrar valores adicionais nas mensalidades de pessoas com deficiência.

De acordo com o relator da ação, ministro Edson Fachin, as instituições de ensino não podem escolher os alunos que serão matriculados e nem segregar alunos com deficiência. O voto do relator foi acompanhado pelos demais ministros.

“A Lei 13.146 parece justamente assumir esse compromisso ético de acolhimento, quando exige que não só apenas as escolas públicas, mas também as particulares, deverão pautar sua atuação educacional a partir de todas as facetas e potencialidades que o direito fundamental à educação possui”, argumentou o ministro.

O único voto divergente foi proferido pelo ministro Marco Aurélio. O ministro entendeu que o Estado não pode obrigar as escolas a tomar todas as medidas para abrigar os alunos com deficiência sem a cobrança de um valor adicional.

“Não pode o Estado cumprimentar com o chapéu alheio. O Estado não pode obrigar a iniciativa privada a fazer o que ele não faz”, disse Marco Aurélio.

Durante o julgamento, a advogada da Federação Nacional da Apaes (Fenapaes), Rosangela Wolff Moro, sustentou na tribuna que restringir o acesso de alunos com deficiência é “descriminação odiosa”. Segundo Rosangela, há um duplo viés no aprendizado conjunto, porque as pessoas com deficiência também aprendem ao conviver com pessoas sem deficiência.  A advogada é casada com o juiz federal Sérgio Moro.
“Além de ser um direito social, a educação não pode ser compreendida como somente um despejo de conteúdo para aquela pessoa que está na escola particular. A educação é muito mais que isso, é aprender a conviver com as diferenças", acrescentou.

Entre os argumentos apresentados na ação protocolada no Supremo, a Confenen alegou que a obrigatoriedade do acolhimento de pessoas com deficiência em salas de aula compromete o orçamento dos estabelecimentos de ensino.


“Os dispositivos impugnados violam ainda o princípio da razoabilidade extraído do preceito constitucional porquanto frustram e desequilibram emocionalmente professores e pessoal da escola comum, regular, por não possuírem a capacitação e especialização para lidar com todo e qualquer portador de necessidade e a inumerável variação de cada deficiência ”, informou trecho da petição inicial.

Fonte: www.terra.com.br