sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Sorvete como primeira refeição do dia torna o cérebro mais ativo durante o dia

Um estudo liderado pelo japonês Yoshihiko Koga, da Universidade Kyorin de Tóquio, relatou que tomar sorvete no desjejum torna as pessoas “mais inteligentes”.
As pesquisas indicaram que as funções do cérebro ficaram mais rápidas e desenvolvidas nas pessoas que tomaram sorvete no café da manhã.
Para o estudo, os especialistas japoneses confrontaram os efeitos cerebrais de um grupo que comeu três colheradas de sorvete como a primeira refeição do dia e de outro que fez o desjejum com outras comidas.
Todos os participantes da pesquisa se submeteram a testes digitais após o café da manhã. Os que tomaram sorvete se demonstraram mais espertos, proativos e velozes para completar os testes. E, para comprovar que os efeitos não eram simplesmente causados pelo fato de “tomar algo gelado” de manhã (e provocar um efeito de despertar), os testes foram feitos novamente, mas trocando o sorvete por água gelada. Os resultados dos cobaias que tomaram água até tiveram algum desempenho melhor, mas não alcançaram os níveis do “gelato”. As conclusões do professor psicofisiologista Koga, que estuda a interação da psique com o corpo físico, mostram o nível das ondas alfas do cérebro aumentaram consideravelmente. Essas ondas são responsáveis pela concentração e organização cerebral. (ANSA).
Fonte: http://www.revistamenu.com.br/

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Professor: Profissão Desvalorizada

O que você quer ser quando tiver 30 anos?

A pergunta foi feita pela OCDE aos jovens de 15 anos avaliados, no ano passado, no Pisa, exame aplicado a cada três anos que busca medir a qualidade da educação nos países.

Uma parcela expressiva dos adolescentes brasileiros demonstrou interesse em trabalhar na área científica: 38,8% contra 24,5% do total na média das nações desenvolvidas.

Em 2006, o percentual de adolescentes brasileiros que queria seguir carreira em ciências era de 33,5%. O interesse elevado e crescente de nossos jovens por ciências, no entanto, não teve nenhum efeito sobre seu desempenho na área.
O conhecimento dos nossos alunos em ciências está simplesmente estagnado há uma década. O mesmo ocorre com sua aprendizagem em leitura: parada desde 2000. Em matemática, depois de uma evolução significativa entre 2003 e 2012, voltamos a estacionar.

Se a explicação para nosso fracasso educacional não está no interesse de nossos alunos por temas relevantes para o mundo atual como ciências, onde se encontrará?

Na trajetória de nossos gastos, talvez? Esse indicador é, afinal, muitas vezes citado como solução para todos os males educacionais.
A resposta, no entanto, tampouco parece estar aí. O investimento brasileiro por aluno de 6 a 15 anos equivalia a 32% da média dos países ricos da OCDE em 2012. Em três anos, essa fatia saltou para 42%. O Chile com gastos quase iguais ao nossos tem desempenho acadêmico muito melhor.

Podemos procurar uma pista para a estagnação brasileira na diferença de desempenho entre nossos alunos pobres e ricos. Mas a busca também não nos leva longe. Essa desigualdade existe, obviamente, e é enorme. Sua capacidade de explicar a trajetória das notas dos nossos alunos, porém, tem decrescido.
O nível socioeconômico dos alunos brasileiros respondia por 17% de seu desempenho em ciências em 2006. Em 2015, passou a ser responsável por 12,5% do resultado.

São outras questões relacionadas à qualidade do ensino, portanto, que elucidam a falta de progresso educacional dos adolescentes brasileiros.
A formação dos nossos professores pode ser uma delas. O percentual de docentes de ciências com graduação na área era de apenas 33% no Brasil contra 73,8% na média dos países ricos, em 2015.

Isso ajuda a entender porque 17% dos brasileiros de 15 anos dizem que seus professores nunca explicam ideias científicas nas aulas dessa disciplina. Nos países desenvolvidos, essa parcela cai para 11%. E, na Finlândia, uma superpotência educacional, é de apenas 5,7%.

Indicadores como esses contribuem para a compreensão de um dos dados mais chocantes das inúmeras tabelas divulgados pela OCDE nesta terça-feira (dia 6). No Brasil, muitos jovens querem trabalhar como engenheiros, médicos e arquitetos.
A parcela dos alunos brasileiros de 15 anos que declara interesse pelo magistério, porém, é zero.

Fonte: www.folha.com.br

domingo, 4 de dezembro de 2016

É PRECISO OLHAR ALÉM DO PRÓPRIO UMBIGO

Vivemos um contexto de crise generalizada, configurando um estado de falência do Estado brasileiro em todas as esferas. Desemprego, queda no nível de atividade econômica, redução do investimento público e privado e queda na arrecadação são alguns sintomas dessa crise nunca antes vista.
Na discussão em torno do que fazer, de quais medidas adotar, percebemos a ação das corporações, dos sindicatos e outros grupos de interesse,  tentando fazer valer os seus interesses específicos. São os políticos tentando construir uma blindagem contra as investigações da Lava-Jato, os funcionários públicos tentando preservar os seus direitos adquiridos, os empresários beneficiados com as benesses do governo petista tentando manter suas conquistas, dentre outros.

Falta falar do interesse do Brasil. Quem vai defender os interesses do país contra todos os demais interesses da sociedade? O Brasil é maior do que os interesses de grupelhos. O momento é de trabalhar mais, produzir mais, doar-se mais, olhar um pouco além do próprio umbigo.