sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Sorvete como primeira refeição do dia torna o cérebro mais ativo durante o dia

Um estudo liderado pelo japonês Yoshihiko Koga, da Universidade Kyorin de Tóquio, relatou que tomar sorvete no desjejum torna as pessoas “mais inteligentes”.
As pesquisas indicaram que as funções do cérebro ficaram mais rápidas e desenvolvidas nas pessoas que tomaram sorvete no café da manhã.
Para o estudo, os especialistas japoneses confrontaram os efeitos cerebrais de um grupo que comeu três colheradas de sorvete como a primeira refeição do dia e de outro que fez o desjejum com outras comidas.
Todos os participantes da pesquisa se submeteram a testes digitais após o café da manhã. Os que tomaram sorvete se demonstraram mais espertos, proativos e velozes para completar os testes. E, para comprovar que os efeitos não eram simplesmente causados pelo fato de “tomar algo gelado” de manhã (e provocar um efeito de despertar), os testes foram feitos novamente, mas trocando o sorvete por água gelada. Os resultados dos cobaias que tomaram água até tiveram algum desempenho melhor, mas não alcançaram os níveis do “gelato”. As conclusões do professor psicofisiologista Koga, que estuda a interação da psique com o corpo físico, mostram o nível das ondas alfas do cérebro aumentaram consideravelmente. Essas ondas são responsáveis pela concentração e organização cerebral. (ANSA).
Fonte: http://www.revistamenu.com.br/

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Professor: Profissão Desvalorizada

O que você quer ser quando tiver 30 anos?

A pergunta foi feita pela OCDE aos jovens de 15 anos avaliados, no ano passado, no Pisa, exame aplicado a cada três anos que busca medir a qualidade da educação nos países.

Uma parcela expressiva dos adolescentes brasileiros demonstrou interesse em trabalhar na área científica: 38,8% contra 24,5% do total na média das nações desenvolvidas.

Em 2006, o percentual de adolescentes brasileiros que queria seguir carreira em ciências era de 33,5%. O interesse elevado e crescente de nossos jovens por ciências, no entanto, não teve nenhum efeito sobre seu desempenho na área.
O conhecimento dos nossos alunos em ciências está simplesmente estagnado há uma década. O mesmo ocorre com sua aprendizagem em leitura: parada desde 2000. Em matemática, depois de uma evolução significativa entre 2003 e 2012, voltamos a estacionar.

Se a explicação para nosso fracasso educacional não está no interesse de nossos alunos por temas relevantes para o mundo atual como ciências, onde se encontrará?

Na trajetória de nossos gastos, talvez? Esse indicador é, afinal, muitas vezes citado como solução para todos os males educacionais.
A resposta, no entanto, tampouco parece estar aí. O investimento brasileiro por aluno de 6 a 15 anos equivalia a 32% da média dos países ricos da OCDE em 2012. Em três anos, essa fatia saltou para 42%. O Chile com gastos quase iguais ao nossos tem desempenho acadêmico muito melhor.

Podemos procurar uma pista para a estagnação brasileira na diferença de desempenho entre nossos alunos pobres e ricos. Mas a busca também não nos leva longe. Essa desigualdade existe, obviamente, e é enorme. Sua capacidade de explicar a trajetória das notas dos nossos alunos, porém, tem decrescido.
O nível socioeconômico dos alunos brasileiros respondia por 17% de seu desempenho em ciências em 2006. Em 2015, passou a ser responsável por 12,5% do resultado.

São outras questões relacionadas à qualidade do ensino, portanto, que elucidam a falta de progresso educacional dos adolescentes brasileiros.
A formação dos nossos professores pode ser uma delas. O percentual de docentes de ciências com graduação na área era de apenas 33% no Brasil contra 73,8% na média dos países ricos, em 2015.

Isso ajuda a entender porque 17% dos brasileiros de 15 anos dizem que seus professores nunca explicam ideias científicas nas aulas dessa disciplina. Nos países desenvolvidos, essa parcela cai para 11%. E, na Finlândia, uma superpotência educacional, é de apenas 5,7%.

Indicadores como esses contribuem para a compreensão de um dos dados mais chocantes das inúmeras tabelas divulgados pela OCDE nesta terça-feira (dia 6). No Brasil, muitos jovens querem trabalhar como engenheiros, médicos e arquitetos.
A parcela dos alunos brasileiros de 15 anos que declara interesse pelo magistério, porém, é zero.

Fonte: www.folha.com.br

domingo, 4 de dezembro de 2016

É PRECISO OLHAR ALÉM DO PRÓPRIO UMBIGO

Vivemos um contexto de crise generalizada, configurando um estado de falência do Estado brasileiro em todas as esferas. Desemprego, queda no nível de atividade econômica, redução do investimento público e privado e queda na arrecadação são alguns sintomas dessa crise nunca antes vista.
Na discussão em torno do que fazer, de quais medidas adotar, percebemos a ação das corporações, dos sindicatos e outros grupos de interesse,  tentando fazer valer os seus interesses específicos. São os políticos tentando construir uma blindagem contra as investigações da Lava-Jato, os funcionários públicos tentando preservar os seus direitos adquiridos, os empresários beneficiados com as benesses do governo petista tentando manter suas conquistas, dentre outros.

Falta falar do interesse do Brasil. Quem vai defender os interesses do país contra todos os demais interesses da sociedade? O Brasil é maior do que os interesses de grupelhos. O momento é de trabalhar mais, produzir mais, doar-se mais, olhar um pouco além do próprio umbigo.

sábado, 26 de novembro de 2016

Adiós, Comandante

Acordei e fui surpreendido com a notícia da morte de Fidel Castro. Líder maior da Revolução Cubana, último grande ícone do socialismo mundial e com um legado que gera muitas discussões, mas com toda certeza uma figura marcante nas últimas seis décadas na história da humanidade.
Temos que reconhecer que para uma pequena ilha no quintal dos Estados Unidos resistir ao modelo capitalista, ao embargo econômico e tantas outras limitações durante tanto tempo é um feito notável, fazendo ainda um esforço para oferecer saúde e educação de qualidade. Da mesma forma, temos que reconhecer que houve a supressão das liberdades individuais, perseguição a adversários políticos e uma ditadura da família Castro que detém o poder ao longo de mais de cinquenta anos.
A maturidade e as decepções com muitos dos meus ídolos do passado me ensinaram a não idolatrar mais ninguém. São todos humanos, com suas virtudes, defeitos, realizações e fracassos. Ninguém é totalmente bom e da mesma feita ninguém é totalmente mau. Amado por uns, odiado por outros tantos, mas com certeza deixou sua marca no seu tempo. Lutou e defendeu suas crenças bravamente e por isso merece o meu respeito.

Adiós, Comandante !

domingo, 20 de novembro de 2016

Corporativismo ferido


No final de outubro foi sancionada uma lei para cabeleireiros que permite uma relação de trabalho diferenciada da arcaica CLT. Os profissionais passarão a ser considerados empreendedores individuais (MEIs) e não mais empregados com exigência de carteira assinada. A lei cria a figura do profissional-parceiro e do salão-parceiro, incluindo tanto o salão quanto o profissional no regime tributário Simples Nacional. A iniciativa é um tiro no corporativismo, que impede o desenvolvimento do empreendedorismo no País. Ao aprovar a lei no Congresso, o Brasil deu mostra de que pode caminhar para a modernização das relações trabalhistas e permitir que o acordado entre empregadores e empregados tenha mais valor do que uma legislação do tempo do bumba.
O outro tiro no corporativismo nacional foi a decisão do STF de exigir que o governo corte o ponto dos funcionários públicos desde o primeiro dia de greve. A decisão, que, infelizmente, recebeu votos contrários de alguns ministros da Corte, valoriza a cidadania, que, no fim das contas, é a mais prejudicada por greves intermináveis à custa do Erário. O STF foi altaneiro ao ir além dos interesses corporativistas do funcionalismo e assegurar que as greves podem ocorrer, mas que os funcionários devem pagar por suas decisões. Obviamente, as centrais sindicais reclamaram, pois perdem massa de manobra para pressionar governos que ficam entre a cruz e a caldeirinha. A correta decisão do STF protege sobretudo o cidadão, que paga a conta e é sempre o maior prejudicado.
Por fim, novamente o STF deu prova de maturidade ao rejeitar tese tão cara a setores corporativistas do Judiciário: a aceitação de provas ilícitas em processos judiciais. Para a Suprema Corte, como é óbvio para qualquer estudante de direito constitucional, as provas colhidas de forma ilícita – mesmo em boa-fé – não devem ser aceitas em processos judiciais. Pode parecer besteira, mas não é. A inadmissibilidade processual das provas ilícitas é essencial para o Estado de Direito e a Democracia.
Os eventos da semana passada são um duro golpe no corporativismo, que submete a cidadania a interesses específicos e ao ativismo exacerbado de muitos. Tal qual a corrupção, o corporativismo é uma praga que nos aflige e que se beneficia da opacidade do Estado. Lentamente, começamos a ganhar algumas batalhas na guerra contra ambos.
Fonte: www.istoe.com.br - Coluna Murilo Aragão

terça-feira, 28 de junho de 2016

Brasil não cumpre metas do Plano Nacional de Educação pelo segundo ano consecutivo

Em junho de 2014, foi sancionado o Plano Nacional de Educação (PNE), que estabelece diretrizes, metas e estratégias para a política educacional brasileira dos próximos dez anos. São 20 metas gerais, que abrangem da educação básica ao ensino superior. Entre suas prioridades estão a melhoria da taxa de escolaridade média dos brasileiros, a ampliação das oportunidades educacionais e a valorização e a formação de professores.

>> Metas na Educação: há chance de que as próximas sejam cumpridas?

Um levantamento do movimento Todos pela Educação avaliou 21 itens (entre metas gerais e parciais) do PNE cujos prazos venceram em junho deste ano – dois anos após a criação do documento – ou em junho de 2015.  Entre eles, apenas a meta que estabelece a criação de um fórum para discussão sobre o salário dos professores foi cumprida. Esse é um dos objetivos da meta de número 17 do PNE, que trata da valorização do professor. Sobre cinco itens, não é possível fazer avaliação por falta de indicadores ou pela ausência de levantamentos atualizados. Os outros 13 objetivos ainda não foram cumpridos.

Confira as metas do PNE que venceram até o aniversário de dois anos da lei, de acordo com o levantamento do Todos pela Educação:

1 - Aprovação e/ou adequação dos Planos Estaduais e Municipais de Educação, de acordo com as diretrizes, metas e estratégias do PNE
Prazo: Junho de 2015.
Situação: Não cumprida – em andamento.
Balanço: Das unidades da Federação, três Estados não sancionaram seus Planos Estaduais de Educação (São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro) e 55 municípios não sancionaram os Planos Municipais de Educação (consulta em 24/6/2016).

>> Renato Janine Ribeiro assume o Ministério da Educação com 31% a menos de verba

2 - Vence o prazo para aprovação de leis específicas disciplinando a gestão democrática da Educação Pública nos Estados, municípios e Distrito Federal
Prazo: Junho de 2016.
Situação: Não cumprida.
Balanço: Sem ações específicas em âmbito federal.

3 - Adequação do PPA (Plano Plurianual) e dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios para que sejam compatíveis com o PNE
Prazo: Junho de 2015.
Situação: Não há indicadores de monitoramento para aferir se os planos seguem as diretrizes estabelecidas.

4 - Universalizar a educação infantil na pré-escola para as crianças de 4 a 5 anos de idade
Prazo: Junho de 2016.
Situação: Indicador não atualizado – em andamento.
Balanço: O monitoramento indica que não será cumprida no prazo, embora tenha havido crescimento do atendimento dessa faixa etária nos últimos anos.

5 - Estabelecer normas, procedimentos e prazos para definição de mecanismos de consulta pública da demanda das famílias por creches
Prazo: Junho de 2015.
Situação: Não cumprida.
Balanço: Caberia ao MEC, em regime de colaboração com Estados e municípios, coordenar estudos e análises que gerassem as diretrizes metodológicas gerais. Trata-se, inclusive, de insumo fundamental para acompanhar o cumprimento da meta nacional de atendimento às crianças de 0 a 3 anos de idade, que certamente se distribui de modo diferenciado entre os diversos municípios brasileiros.                   
6 - Definição da proposta de direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento (BNCC) para os alunos do ensino fundamental
Prazo: Junho de 2016.
Situação: Não cumprida – em andamento.
Balanço: Extrapolará o prazo, mas está avançando. A primeira proposta da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) ficou sob consulta pública até 15 de março de 2016. A segunda foi entregue ao Conselho Nacional de Educação (CNE) em maio. Os próximos passos são a realização de seminários estaduais e a apresentação da versão final, o que não deve acontecer dentro do prazo da meta. No entanto, como se trata de um documento de grande importância, é fundamental garantir sua qualidade. Há ainda um debate sobre a possibilidade de a BNCC ser submetida à aprovação do Congresso Nacional, o que é repudiado pela maioria dos especialistas em educação.

7 - Universalizar o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos
Prazo: Junho de 2016.
Situação: Indicador não atualizado.
Balanço: Sem ações específicas em âmbito federal. O monitoramento indica que a meta não será cumprida no prazo, dado o pequeno crescimento do percentual de atendimento nos últimos anos.

8 - Definição de proposta de direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento (BNCC) para os alunos de ensino médio
Prazo: Junho de 2016.
Situação: Não cumprida – em andamento.
Balanço: Idem item 6 (acima).

9 - Universalização do acesso à educação básica para a população de 4 a 17 anos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação
Prazo: Junho de 2016.
Situação: Sem indicadores.
Balanço: Matrículas de crianças e jovens com deficiência vêm aumentando, mas não há indicadores que mostrem quantos ainda estão fora da escola.

>> O que a história de dois superdotados revela sobre o Brasil

10 - Definição de indicadores de qualidade e política de avaliação e supervisão de instituições que prestam atendimento a alunos com deficiência
Prazo: Junho de 2016.
Situação: Não cumprida.
Balanço: Não há indicadores de qualidade e políticas nacionais de supervisão definidas e não se tem conhecimento de que haja discussões avançadas sobre o tema em âmbito federal. Em maio deste ano, o MEC instituiu, por meio da Portaria n° 369, o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Sinaeb), que tem, entre outras atribuições, a tarefa de estabelecer os indicadores de avaliação dos estabelecimentos de ensino.

11 - Definição de parâmetros mínimos de qualidade dos serviços da educação básica
Prazo: Junho de 2016.
Situação: Não cumprida – em andamento.
Balanço: Os parâmetros foram definidos apenas para a educação infantil. A ação deve se desenvolver sob a coordenação do Inep, em articulação com as secretarias do MEC e com CNE, Consed e Undime. Deve ficar no âmbito do Sinaeb.

12 - Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 93,5%
Prazo: Junho de 2015.
Situação: Indicador não atualizado.
Balanço: Não há novas ações específicas para elevar a taxa de alfabetismo em âmbito federal e o monitoramento indica que não será cumprida. A taxa de alfabetização da população de 15 anos ou mais em 2015 só estará disponível no final deste ano. No entanto, o ritmo de evolução dos últimos anos indica que essa meta não foi cumprida.

>> Maria Clara Di Pierro: “Perdemos 3,2 milhões de matrículas na Educação de Jovens e Adultos”

13 - Regulamentação de cursos e instituições de ensino superior no âmbito do sistema federal de ensino
Prazo: Junho de 2016.
Situação: Não cumprida – em andamento.
Balanço: Os procedimentos não têm sido revistos, com exceção do novo instrumento de avaliação de cursos de graduação, cujo objetivo é subsidiar a autorização, o reconhecimento e a renovação de reconhecimento dos cursos tecnológico, de licenciatura e de bacharelado para a modalidade presencial e à distância. A atuação é da responsabilidade da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres/MEC) em articulação com o Inep e a Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (Conaes).

14 - Instituição de política nacional de formação dos profissionais da educação, assegurando que todos os professores da educação básica possuam licenciatura na área de conhecimento em que atuam
Prazo: Junho de 2015.
Situação: Não cumprida – em andamento.
Balanço: Pelo decreto 8.752, de 10 de maio de 2016, o país instituiu uma Política Nacional de Formação dos Profissionais da Educação Básica, cuja consulta pública ocorreu em junho de 2015. Portanto, a primeira parte dessa meta foi cumprida com atraso de um ano. A definição da política pelo decreto, no entanto, é muito vaga.

15 - Implantação de política nacional de formação continuada para os profissionais da educação de outros segmentos que não os do magistério
Prazo: Junho de 2015.
Situação: Não cumprida – em andamento.
Balanço: O decreto foi instituído, mas não há ações específicas em âmbito nacional. O decreto 8.752, de 10 de maio de 2016, também se refere a profissionais da educação básica que não apenas do magistério. No entanto, nenhuma ação ainda foi anunciada no sentido dessa formação. A ação deve ser articulada entre a Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC), a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec/MEC) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

16 - Criação de um fórum para acompanhamento da atualização do valor do piso salarial nacional para os profissionais do magistério público da educação básica
Prazo: Junho de 2015.
Situação: Cumprida.
Balanço: Precisa de aprimoramento. O fórum foi instituído pela Portaria MEC nº 618, de 24 de junho de 2015. Segundo levantamento da CNTE, de 2014, apenas seis unidades da Federação cumpriam na íntegra a Lei do Piso. Falta um sistema de monitoramento nacional sobre o cumprimento e sobre a destinação de 1/3 da jornada para atividades extraclasse.

17 - Garantia de existência de planos de carreira para os profissionais da educação básica e superior pública e de que o plano de carreira tome como referência o piso salarial nacional profissional
Prazo: Junho de 2016.
Situação: Não cumprida – em andamento.
Balanço: Em maio de 2016, o MEC, por meio da Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino (Sase/MEC), lançou o portal Construindo Políticas de Valorização dos Profissionais da Educação Básica, que traz conceitos e legislação sobre a valorização profissional, além de ferramentas que ajudam gestores públicos nos processos de adequação e/ou elaboração de planos de carreira e remuneração. No entanto, é preciso aprimorar as formas de acompanhamento.

18 - Garantia de condições para a efetivação da gestão democrática da educação
Prazo: Junho de 2016.
Situação: Não cumprida – em andamento.
Balanço: Não há ações específicas. Documentos do MEC abordam o tema, mas não há indicadores qualitativos nas redes escolares.

19 - Implementação do Custo Aluno-Qualidade inicial (CAQi)
Prazo: Junho de 2016.
Situação: Não cumprida – em andamento.
Balanço: O Sinaeb, instituído em maio deste ano, terá entre suas atribuições a tarefa de produzir os indicadores de qualidade e condições de oferta de educação básica que devem servir de referência para o cálculo do CAQi. Em 2010, uma metodologia de cálculo do CAQi, realizada por iniciativa de organizações da sociedade civil, foi aprovada em parecer do CNE, mas não foi homologada pelo MEC.

20 - Criação do Sistema Nacional de Educação, responsável pela articulação entre os sistemas de ensino, em regime de colaboração, para efetivação do PNE
Prazo: Junho de 2016.
Situação: Não cumprida – em andamento.
Balanço: Há projetos de lei do Executivo e do Legislativo em discussão.

21 - Aprovação da Lei de Responsabilidade Educacional, assegurando padrão de qualidade na educação básica
Prazo: Junho de 2015.
Situação: Não cumprida – em andamento.
Balanço: Matéria em discussão em Comissão Especial da Câmara dos Deputados.

Fonte: www.epoca.com.br


domingo, 26 de junho de 2016

Copa Rio de Algoritmos Divulgou resultados da etapa classificatória

ETAPA CLASSIFICATÓRIA – RESULTADOS
A etapa classificatória da Copa Rio Info de Algoritmos (CRIA) foi realizada no dia 10 de junho, este ano fazendo uso do Run.Codes para corrigir automaticamente as questões propostas. Dentre os 453 alunos que participaram ativamente da etapa, 58% tiveram nota igual ou superior a 50 e vão receber certificados de participação na competição.

A disputa foi acirrada, como nas edições anteriores, havendo um empate na primeiras posições, todos com 98 pontos. Novamente estaremos trazendo uma finalista adicional (total de 6 alunos e seus respectivos professores). Vejam quem são (em ordem alfabética por escola):

CEFET-MG – Campus 2 Belo Horizonte
  • Vitor Rodarte Ricoy
  • Sandro Renato Dias (Professor responsável)
CEFET-MG – Campus Divinópolis
  • João Pedro Ribeiro Viana
  • Alisson Marques da Silva (Professor responsável)
Instituto Federal de Alagoas – Campus Arapiraca
  • Eduardo Lúcio
  • Cledja Rolim (Professora responsável)
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais – Campus Ouro Preto
  • Caio Tacito Borges da Costa
  • Osvaldo Novais Júnior (Professor responsável)
Instituto Federal do Espírito Santo – Campus Cachoeiro de Itapemirim
  • André Louzada Colodette
  • Rafael Vargas Mesquita dos Santos (Professor responsável)
Instituto Federal do Paraná – Campus Irati
  • Sophia Mitie Bello Suzuki
  • Cleverson Sebastião dos Anjos  (Professor responsável)
Merecem destaque o fato da Sophia Mitie Bello Suzuki, única aluna classificada para a final nacional que acontece no Rio de Janeiro, dia 6 de julho, durante o Rio Info 2016, ter sido também a única a ter acertado 9 questões integralmente. Já o aluno Caio Tacito Borges da Costa foi membro da equipe que conquistou o 2o. lugar na CRIA 2015.
O estado de Minas Gerais vem desenvolvendo um trabalho que merece reconhecimento, com 3 escolas na etapa final e tendo viabilizado a participação do maior número de alunos na CRIA (80 no total). A distribuição dos alunos participantes por região do país foi a seguinte:
  • Centro Oeste – 5%
  • Nordeste – 10%
  • Sudeste – 52%
  • Sul – 33%
Os finalistas terão suas despesas de passagem, hospedagem e alimentação custeadas pela organização do evento para participar da final, sendo que este ano eles voltarão a utilizar o Portugol Studio para desenvolver suas soluções, mas com a correção automática via Run.codes ativada também. Na final, contudo, outros critérios além da pontuação total poderão ser considerados, conforme 
já indicado no regulamento da CRIA.

Esta Copa é uma iniciativa promovida pelo Sindicato das Empresas de Informática do Estado do Rio de Janeiro (TI Rio) e pela Federação Nacional das Empresas de Informática (Fenainfo), contando ainda com o apoio da SBC e Riosoft, buscando fomentar a relação das empresas com as instituições de ensino Médio/Técnico, além de estimular jovens talentos para área de TI e reconhecer o empenho dos professores de TI que atuam no país.

Fonte: sbc

Bancos passam a usar Inteligência Artificial para lidar com seus clientes

Decorar senhas e códigos de acesso está prestes a virar coisa do passado para os clientes de banco do país. Em breve, basta conversar com o celular ou com o computador para ver o saldo da conta, pedir um empréstimo ou negociar uma dívida, com garantia de que nenhum intruso se passe pelo correntista. A inteligência artificial está começando a ser usada no relacionamento com os clientes pelas instituições financeiras no Brasil.

Em 60 dias, o Banco do Brasil oferecerá a novidade para clientes dos segmentos Private e Estilo Digital – de maior poder aquisitivo. Por meio do aplicativo da instituição financeira no smartphone, os correntistas terão acesso a um assistente que permite a realização de transações por meio do celular sem risco de fraude porque a biometria da voz do cliente estará gravada. O Bradesco testa tecnologia semelhante para que os clientes possam conversar com os computadores, ainda sem previsão de lançamento.

Chamada de computação cognitiva, a tecnologia se baseia na capacidade de computadores cruzarem grandes volumes de dados e gerarem análises e respostas por conta própria. No caso de reconhecimento de voz, os computadores memorizam a voz do usuário para decodificarem padrões, descobrirem hábitos e interpretarem comandos. No Brasil, a novidade está sendo desenvolvida com base na ferramenta Watson, importada dos Estados Unidos.

“A computação cognitiva é revolucionária. O computador tem a capacidade de ler, interpretar e entender o que está pesquisando para dar a resposta. Estamos desenvolvendo uma linguagem natural para o homem conversar com a máquina”, diz o vice-presidente de Tecnologia do Banco do Brasil, Geraldo Dezena.

Além do assistente de voz no smartphone, o Banco do Brasil pretende, nos próximos 90 dias, estender a computação cognitiva aos computadores. Um assistente virtual avisará se a máquina do cliente está desatualizada ou sem o módulo de segurança para acessar a página do banco na internet e orientará a configuração do computador por meio de auxílio remoto.

Segundo Dezena, o uso da inteligência artificial no mercado financeiro traz vantagens, não apenas agiliza o atendimento, como melhora significativamente a relação dos bancos com os clientes, que poderão fazer transações e consultas apenas por meio da voz. “Os funcionários não precisarão mais ensinar clientes a usar terminais de autoatendimento, aplicativos ou computadores. Mesmo a pessoa mais simples vai poder conversar com a máquina. A computação cognitiva valoriza o tempo do cliente e traz ganho de eficiência operacional para o banco”, explica.

O banco também pretende usar a inteligência artificial para auxiliar clientes que querem renegociar dívidas. Internamente, a computação cognitiva também será usada por funcionários, que poderão conversar com o computador para tirar dúvidas, em vez de consultarem manuais. As duas novidades ainda estão em fase de testes.


Para o vice-presidente do Banco do Brasil, a computação cognitiva tem potencial para revolucionar não apenas o mercado financeiro, mas todas as áreas que trabalham com grandes volumes de dados. “Nos Estados Unidos, médicos estão usando essa tecnologia para descobrirem doenças. Em vez de procurarem nos livros, falam os sintomas para a máquina, e o diagnóstico sai na hora”, ressalta.
Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 10 de junho de 2016

STF decide que escolas terão que aceitar alunos com deficiência sem custos adicionais

Por maioria de votos, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (9) validar normas do Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015) questionadas pela Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen). A lei entrou em vigor em janeiro deste ano e proíbe escolas particulares de recusar matrículas e cobrar valores adicionais nas mensalidades de pessoas com deficiência.

De acordo com o relator da ação, ministro Edson Fachin, as instituições de ensino não podem escolher os alunos que serão matriculados e nem segregar alunos com deficiência. O voto do relator foi acompanhado pelos demais ministros.

“A Lei 13.146 parece justamente assumir esse compromisso ético de acolhimento, quando exige que não só apenas as escolas públicas, mas também as particulares, deverão pautar sua atuação educacional a partir de todas as facetas e potencialidades que o direito fundamental à educação possui”, argumentou o ministro.

O único voto divergente foi proferido pelo ministro Marco Aurélio. O ministro entendeu que o Estado não pode obrigar as escolas a tomar todas as medidas para abrigar os alunos com deficiência sem a cobrança de um valor adicional.

“Não pode o Estado cumprimentar com o chapéu alheio. O Estado não pode obrigar a iniciativa privada a fazer o que ele não faz”, disse Marco Aurélio.

Durante o julgamento, a advogada da Federação Nacional da Apaes (Fenapaes), Rosangela Wolff Moro, sustentou na tribuna que restringir o acesso de alunos com deficiência é “descriminação odiosa”. Segundo Rosangela, há um duplo viés no aprendizado conjunto, porque as pessoas com deficiência também aprendem ao conviver com pessoas sem deficiência.  A advogada é casada com o juiz federal Sérgio Moro.
“Além de ser um direito social, a educação não pode ser compreendida como somente um despejo de conteúdo para aquela pessoa que está na escola particular. A educação é muito mais que isso, é aprender a conviver com as diferenças", acrescentou.

Entre os argumentos apresentados na ação protocolada no Supremo, a Confenen alegou que a obrigatoriedade do acolhimento de pessoas com deficiência em salas de aula compromete o orçamento dos estabelecimentos de ensino.


“Os dispositivos impugnados violam ainda o princípio da razoabilidade extraído do preceito constitucional porquanto frustram e desequilibram emocionalmente professores e pessoal da escola comum, regular, por não possuírem a capacitação e especialização para lidar com todo e qualquer portador de necessidade e a inumerável variação de cada deficiência ”, informou trecho da petição inicial.

Fonte: www.terra.com.br

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Mudanças anunciadas pelo MEC na avaliação do ensino superior

O Ministério da Educação (MEC) anunciou na quarta-feira uma ampla reformulação na avaliação dos cursos e instituições de ensino superior brasileiros. De acordo com o MEC, novos indicadores serão criados e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) também será utilizado. O novo sistema substituirá o atual, que vigora desde 2007, com o objetivo de saber como o estudante ingressou na universidade e medir o quanto aprendeu. As medidas ainda não têm prazo para serem colocadas em prática.

Segundo o MEC, a principal mudança será a criação de um novo critério, chamado Indicador da Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD). Ele vai funcionar com base nas comparações dos resultados dos estudantes no Enem e com as suas notas no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), aplicado no último ano da graduação.
Ao contrário do Enade, necessário para que o estudante receba o diploma, o Enem não é um exame obrigatório. No entanto, o MEC acredita que este não seria um problema, uma vez que a maior parte dos estudantes que ingressa no ensino superior atualmente faz o exame, mesmo que não o utilize como forma de ingresso.
Enade - O MEC quer também fazer novas revisões no Enade. Hoje, as notas são calculadas por comparação com o desempenho de outros cursos - a ideia é criar níveis de proficiência para medir o desempenho dos alunos. Com isso, a evolução do aprendizado do aluno dentro da instituição, que atualmente é relativizada se outra instituição teve resultado muito superior, seria levada em conta na atribuição da nota.
Em abril, o ministério já havia anunciado algumas mudanças no exame. A nota seria incluída no histórico escolar dos universitários e utilizada como quesito de admissão em cursos de pós-graduação. As alterações também não têm prazo para serem colocadas em prática.
Sistema de avaliação - Atualmente, as instituições de ensino superior públicas e particulares são avaliadas e reguladas de acordo com o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). As avaliações servem, por exemplo, como critério para participação em programas como o Financiamento Estudantil (Fies).
O Enade tem o maior peso nas avaliações e corresponde a 70% do chamado Conceito Preliminar de Curso (CPC), que por sua vez é usado no cálculo do Índice Geral de Cursos (IGC). Para cada um dos índices há um conceito mínimo, se o curso ou a instituição não atinge, sofre sanções e pode até deixar de funcionar.
O MEC pretende substitui o atual CPC pelo Índice de Desempenho dos Cursos (IDC). Ele levará em conta as notas dos alunos no Enade, mas também critérios como taxas de conclusão, permanência e desistência dos estudantes, além do desenvolvimento dos professores (titulações, regime de trabalho e permanência nos cursos de graduação).
Já o IGC seria substituído pelo Índice de Desempenho Institucional (IDI), que vai considerar a avaliação do ensino, pesquisa e atividades de extensão desenvolvidas pelas instituições. Este indicador também levará em conta o resultado dos estudantes no Enem e do Enade, com a intenção de medir o que o estudante aprendeu e agregou de conhecimento na instituição de ensino.
A composição dos indicadores e os pesos de cada uma das avaliações ainda serão definidos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que está desenvolvendo os novos indicadores.
Caso aprovada, a reformulação poderá começar a valer ainda este ano. O grupo de trabalho que discute a avaliação da educação superior inclui além do Inep, secretariais do MEC, representantes de instituições públicas e privadas, Conselho Nacional de Educação, entre outras entidades.

Fonte: Veja.com.br (Com Estadão Conteúdo e Agência Brasil)

quinta-feira, 28 de abril de 2016

FIES: MEC estuda aumentar a renda per capita para facilitar acesso

Para ampliar o acesso de alunos ao programa de financiamento estudantil Fies, o governo estuda elevar a renda exigida para aprovar as bolsas de estudo. Após ter colocado uma série de limitações ao sistema, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que o governo poderá aumentar o limite de renda familiar, atualmente de 2,5 salários mínimos per capita, para 3,5 salários mínimos per capita. O ministro não informou nenhuma estimativa sobre o impacto dessa mudança no orçamento.
"Estamos abertos a negociação, mas ainda não concluímos. Existe uma demanda para elevar essa renda máxima para 3,5 salários mínimo per capita", afirmou. A decisão final, de acordo com Mercadante, deverá ser tomada a tempo de ser aplicada para o processo seletivo do Fies do segundo semestre.
Segundo o ministro, o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) fará estudos sobre o impacto dessa alteração no orçamento deste ano e um estudo de viabilidade do fundo para os exercícios seguintes, até 2025. A proposta será discutida com a área econômica do governo e com o grupo de trabalho interministerial para acompanhamento dos gastos públicos do governo federal. O ministro não deu nenhuma estimativa sobre o impacto dessa mudança no orçamento.
De acordo com Mercadante, do total de vagas ofertadas no Fies no primeiro semestre, apenas metade foi efetivamente preenchida. "Estamos fazendo ajustes porque houve uma frustração, uma oferta muito superior à demanda. Por isso, estamos fazendo essa flexibilização", afirmou. O ministro admitiu que o País vive um momento de restrição orçamentária, mas disse que o governo não fará demagogia fiscal. "Temos recursos orçamentários para atingir 100% das bolsas."
O ministro disse que o Fies vai passar a pagar quantias menores por mensalidade. Para estudantes com renda familiar mais próxima do teto de 2,5 salários mínimos per capita, mesmo que os financiamentos fossem aprovados, eles não eram concretizados porque o programa tinha como limite mínimo de pagamento o valor de R$ 100,00. A partir de agora, o limite será de R$ 50,00. "São mudanças para estimular o acesso às bolsas, demandas que recebemos para que mais estudante spossam ter acesso ao Fies", afirmou o ministro.
Mercadante garantiu, porém, que o governo não vai flexibilizar os critérios de qualidade do programa. Atingir a nota mínima de 450 pontos no exame do Enem continua sendo obrigatório para obter as bolsas. "Quem não conseguir a nota mínima pode fazer de novo, pode estudar mais e se inscrever novamente", afirmou. "Os estudantes têm que ter um desempenho mínimo para ter educação subsidiada. Isso não está em negociação."
Do total de bolsas ofertadas, 60% serão destinadas a cursos prioritários, como medicina, engenharia e licenciaturas, ante 70%. De acordo com o ministro, a área de saúde terá a quantidade de bolsas elevadas de 45% para 50%, e engenharia, de 35% para 40%. Já os cursos de licenciatura terão redução, de 20% para 10%. Segundo o ministro, a mudança reflete o próprio interesse dos alunos.
Mercadante anunciou ainda a antecipação do processo seletivo do segundo semestre para 14 de junho. O prazo final vai até 17 de junho. As mantenedoras poderão se inscrever entre os dias 2 e 11 de maio. A divulgação de vagas será feita até 31 de maio. O resultado será publicado em 20 de junho, e o prazo de conclusão das inscrições será de cinco dias úteis, a partir de 21 de junho. O prazo de inscrição para vagas remanescentes será feito em agosto. O Rio de Janeiro, devido à Olimpíada, terá um calendário diferenciado.

As mantenedoras terão mais liberdade para ofertar vagas remanescentes, e a prioridade será dada aos estudantes inscritos e não aprovados. Será possível ofertar, inclusive, um número de vagas superior às inicialmente selecionadas pelo ministério, desde que isso não supere a quantidade inicialmente oferecida pela instituição. Em caso de reprovação de aluno, por qualquer motivo, o próximo estudante na lista de espera será automaticamente chamado.

Fonte: R7.com

sexta-feira, 15 de abril de 2016

ENEM - Datas Divulgadas: Provas 5 e 6 de Novembro/2016

As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2016 serão abertas às 10h do dia 9 de maio e terminarão às 23h59 do dia 20 do mesmo mês. As provas serão aplicadas nos dias 5 e 6 de novembro. A taxa de inscrição será de R$ 68, valor maior que os R$ 63 cobrados no último exame. As datas foram anunciadas nesta quinta (14), pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante.

Leia também: Estudantes sem internet têm até sexta para pedir vaga em simulado do Enem

Uma das novidades deste ano é que o estudante poderá pagar a taxa de inscrição em qualquer agência bancária, casa lotérica ou agência dos Correios. Até o ano passado, a inscrição era paga apenas nas agências do Banco do Brasil. A taxa pode ser quitada até o dia 25 de maio, às 21h59. Para aumentar a segurança e evitar fraudes, nesta edição de 2016 será colhida a impressão digital dos candidatos.

Fraude zero

A coleta poderá ocorrer no primeiro ou no segundo dia da aplicação do exame. “É uma das fraudes que identificamos, um fazer a prova pelo outro. É fraude zero”, disse Mercadante.

A partir do Enem de 2016, os estudantes isentos de pagar a taxa de inscrição que não 
compareceram às provas em 2015, sem justificar a ausência, perdem a isenção. A regra havia sido anunciada no ano passado e publicada em portaria.

O ministro Aloizio Mercadante disse que a expectativa é que não haja um crescimento expressivo no número de inscritos em relação ao ano passado. A estimativa para esse ano, segundo Mercadante, é de cerca de 8 milhões de inscritos. “Vamos fazer um esforço de divulgação muito grande para chegar a 8 milhões de participantes e divulgar o aplicativo Hora do Enem”, disse.

Fonte: www.portalcorreio.com.br

domingo, 3 de abril de 2016

Diploma de Medicina dependerá de Exame Final a partir de Agosto / 2016

A exemplo do que já ocorre com o curso de direito, o diploma de medicina estará, a partir de agosto, condicionado à participação em um exame de avaliação dos estudantes, informou o Ministério da Educação (MEC) nesta sexta-feira. As provas serão aplicadas em caráter pedagógico a alunos dos segundo e quarto anos de faculdade; no sexto (e último) ano, porém, quem não atingir a nota de corte não poderá se formar.
Cerca de 20.000 estudantes que ingressaram nos cursos de medicina em 2015 já devem ser submetidos ao exame, aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), no segundo semestre deste ano. A medida responde a uma resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) publicada em 2014 - e que estimava um prazo de dois anos para sua implementação.
A Avaliação Nacional Seriada dos Estudantes de Medicina (Anasem) será um componente curricular obrigatório e os alunos e as instituições que não se inscreverem ou não participarem estarão sujeitos a "penalidades" que ainda não foram definidas. O conteúdo da prova será nos moldes do Revalida - exame que certifica diplomas médicos expedidos por instituições estrangeiras para que passem a valer também no Brasil.
No segundo e quarto anos, a prova será apenas escrita e com conteúdo proporcional ao que o estudante já aprendeu. "Isso vai permitir que as escolas de medicina acompanhem a evolução de seus alunos e trabalhem para melhorar seu processo de formação", disse o reitor da Universidade Federal do Ceará (UFCE) Henry Campos, representante da subcomissão do Revalida. Já no ano final, além de uma prova de conhecimentos médicos, haverá uma segunda etapa que avaliará as habilidades clínicas do formando, fundamental para o acesso a programas de residência médica.
Segundo o ministro Aloizio Mercadante, instituições e entidades médicas já apelavam para que existisse uma maneira de avaliar o progresso do estudante durante a faculdade. "O exame possibilita que problemas sejam corrigidos ao longo da formação do aluno, que terá um parâmetro para saber como está se saindo. Vamos ter um salto de qualidade. Queremos mais médicos, mas mais médicos bons", pontuou o ministro.
Campos frisou que o Anasem para graduandos em medicina será mais frequente que o Revalida, atualmente realizado uma vez por ano. "Assim, quem não alcançou um bom resultado terá a oportunidade de, em um curto espaço de tempo, tentar de novo", disse.
A nota de corte vai variar de acordo com a prova. O escore é definido da seguinte maneira: um painel de educadores médicos, que não participaram da elaboração do exame, se debruça sobre as duas etapas do exame e, com base em seu conteúdo, estabelecem o porcentual de acertos esperados para um aluno considerado "médio". Além da residência médica, outros programas de pós-graduação como mestrados e doutorados, podem optar por avaliar a nota do candidato no Anasem. O MEC também lembrou que, uma vez que a reprovação no exame impede a expedição do diploma, o aluno que conclui a faculdade também não poderá solicitar o registro profissional (CRM).
Revalida - O MEC divulgou também nesta sexta-feira os resultados do Revalida. Apesar de o número de participantes e de aprovados serem crescentes nos últimos cinco anos, o exame ainda reprova mais de 57% de seus candidatos.
Os índices são considerados satisfatórios pelo órgão, já que, em 2013, a taxa de reprovação era de 93%. Mercadante afirmou que a alta no número de participantes - em 2015, foram 1.031 candidatos a mais do que em 2014 - é em função da experiência vivida pelos profissionais do programa Mais Médicos, que atuam na atenção primária em locais remotos, estabelecidos pelo Ministério da Saúde, sob supervisão de médicos brasileiros.
Por meio do teste, aplicado desde 2011, diplomas expedidos por faculdades de Medicina no exterior podem ser validados por mais de 44 universidades públicas brasileiras, dando ao médico o direito ao pleno exercício da profissão no país. A prova abrange cinco grandes áreas (clínica médica, ginecologia e obstetrícia, pediatria, cirurgia e medicina da família) e se dá em duas fases. Na primeira, uma prova escrita é aplicada em dez capitais, que contemplam as cinco regiões do Brasil. A segunda consiste em um teste de habilidades médicas que dura dois dias e pode ser realizado em Fortaleza (CE), Natal (RN), Campinas (SP) e Brasília (DF).
Fonte: Veja.com.br

sexta-feira, 11 de março de 2016

ENADE de 2016 será para área de Saúde

O Ministério da Educação (MEC) publicou nesta quinta-feira (10) no Diário Oficial da União as regras para o Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), em 2016. O Enade será aplicado no dia 20 de novembro.
Segundo o MEC, o Enade serve para avaliar o desempenho dos estudantes dos cursos de bacharel em agronomia, biomedicina, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, serviço social e zootecnia.
A prova também será feita por estudantes dos cursos de tecnólogo nas áreas de agronegócio, estética e cosmética, gestão ambiental, gestão hospitalar e radiologia.
O objetivo do exame é avaliar o conhecimento dos estudantes do último ano dos cursos de graduação sobre o conteúdo programático, suas habilidades e competências.
O resultado é usado para compor índices que medem a qualidade de cursos e instituições de ensino superior. Os estudantes devem fazer o Enade para obter o diploma, no entanto, não existe um desempenho obrigatório aos alunos.
Fonte: Portal Terra

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

NOTA DO ENEM


Dois meses após a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), é chegada a hora de 5,7 milhões de candidatos conferirem o seu desempenho na prova. Os resultados estarão disponíveis nesta sexta-feira (8), na página do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) na internet. O desafio, agora, é compreender como funcionam as notas. Você sabe como ela é calculada?
Os estudantes terão acesso às notas obtidas nas provas de linguagens e suas tecnologias, matemática e suas tecnologias, ciências humanas e suas tecnologias, ciências da natureza e suas tecnologias e redação. O acesso ao espelho da redação, com a correção mais detalhada do texto, será divulgado posteriormente.
Diferentemente das provas de vestibular tradicionais, que contabilizam apenas o número de erros e acertos, atribuindo um valor fixo às questões, o Enem usa uma metodologia especial, a chamada Teoria de Resposta ao Item (TRI). Entenda como ela funciona e como você pode usar o seu resultado para ter acesso a uma vaga no ensino superior ou em outros programas educacionais do governo:

Como é calculada a nota do Enem

A metodologia utilizada na correção do Enem é a Teoria de Resposta ao Item (TRI). Neste modelo estatístico, o valor de cada uma das questões varia de acordo com o percentual de acertos e erros dos estudantes naquele item. Assim, os itens que os estudantes acertarem mais serão considerados fáceis e, por essa razão, valerão menos pontos na composição da nota final. Já os itens com menor número de acertos por parte dos estudantes serão considerados difíceis e, por essa lógica, valerão mais pontos.
É por isso que é muito comum dois participantes acertarem o mesmo número de itens, mas terem médias finais diferentes no Enem.

Como saber se fui bem na prova?

Com exceção da redação, que não é corrigida pela TRI e cuja nota varia de 0 a 1000, não existe uma pontuação máxima e mínima fixada que o participante possa atingir no Enem. Como os limites de escala variam conforme o nível de dificuldade das questões e o comportamento dos estudantes em cada pergunta, a pontuação sofre alterações a cada edição do exame. Dessa forma, para saber se foi bem na prova, o estudante deverá comparar seu desempenho com as notas mínimas e máximas obtidas pelos participantes.
Em 2014, as notas dos candidatos em ciências humanas variaram entre 324,8 e 862,1 pontos. Na prova de ciências da natureza, a nota máxima foi 876,4 e a mínima, 330,6. Em matemática, a pontuação mínima foi 318,5 e a máxima, 973,6. Em linguagens, a nota mais alta foi 814,2 pontos e a menor, 306,2 pontos.

Para que serve a nota do Enem

O resultado do Enem pode dar acesso a universidades públicas e a outros programas educacionais.
Confira abaixo:

Sisu

A nota do Enem poderá ser usada para participar de programas como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que oferece vagas em instituições públicas de ensino superior em todo o país. As inscrições da primeira edição deste ano poderão ser feitas de 11 a 14 de janeiro. Serão ofertadas 228 mil vagas e, para participar, o candidato não pode ter tirado 0 na redação. Cada unviersidade pode também estabelecer notas mínimas para cada uma das provas e para a redação.

Prouni

A nota poderá ser usada também para obter bolsas de estudo integrais ou parciais em instituições particulares de ensino superior pelo Programa Universidade para Todos (Prouni) e financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Para participar dos programas, o estudante não pode ter zerado a redação e precisa obter pelo menos uma média de 450 pontos nas demais provas do Enem.

Fies

Os estudantes que já concluíram o ensino médio e queiram solicitar o Fies também podem tentar com ajuda do desempenho no Enem. Eles deverão ter realizado o exame de 2010 ou ano posterior, e precisam ter obtido média aritmética das notas nas provas inferior a 450 pontos e/ou nota na redação igual a 0.

Substituição ou complementação do vestibular

Algumas universidades utilizam o resultado do Enem em substituição ao vestibular ou como uma nota complementar ao seu próprio processo seletivo.

Certificação do Ensino Médio

Para obter a certificação do ensino médio, é preciso ter feito a solicitação no início do ano, na hora da inscrição, ter mais de 18 anos e ter obtido pelo menos 450 pontos em cada uma das provas e 500 pontos ou mais na redação.
A nota pode ser usada também para participar do programa de intercâmbio acadêmico Ciência sem Fronteiras e do Sistema de Seleção Unificada do Ensino Técnico e Profissional (Sisutec), que destina a estudantes vagas gratuitas em cursos técnicos.
Leia mais em: http://zip.net/brsGkz
Fonte: EBC